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Doença pode ocorrer quando uma pessoa é mordida por um animal e tem poucas chances de cura, mas o imunizante é uma das formas de prevenção

De acordo com especialista, mesmo quando o animal tem as vacinas em dia, a melhor opção é imunizar quem foi mordido
Lucas Lacaz Ruiz/ AEP/ Agência Estado
De acordo com especialista, mesmo quando o animal tem as vacinas em dia, a melhor opção é imunizar quem foi mordido

O número de pessoas procurando serviços de saúde em busca de atendimento antirrábico aumentou 18% em cinco anos, passando de 590 mil em 2009 para 696 mil em 2013, segundo dados do Ministério da Saúde. A raiva humana é rara, porém motivo de preocupação de milhares de brasileiros que são atacados por animais todos os anos.

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A doença infecciosa aguda ocorre pelo vírus Lyssavirus, que acomete mamíferos. A raiva humana pode levar a morte e se apresenta com diversos sintomas: mal estar, pequeno aumento de temperatura, anorexia, cefaleia, náuseas, dor de garganta, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia, além de outros.

A transmissão se dá principalmente pela mordida de animais infectados. De acordo com o Ministério da Saúde, nos cinco anos do estudo, cerca de três milhões de pessoas no Brasil – cerca de uma por minuto – foram atacadas por cães, gatos e outros animais, precisando de algum tipo de atendimento que diminuísse o risco de contaminação.

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Quando uma pessoa ficou exposta ao vírus, em 50,4% dos casos foi usada a vacina antirrábica e feita a observação do animal por dez dias para a verificação de aparecimento de sintomas da doença. Em 21,7%, quando o bicho era conhecido e tinha todas as vacinas em dia, apenas a avaliação do animal foi necessária. Em 15,4%, foi administrada só o imunizante, uma vez que nem sempre o animal pode ser observado. Em 8%, além da vacina, foi usado soro, que já confere imunidade instantânea para o vírus e costuma ser usada em casos de ferimentos mais graves provocados por animais silvestres.

A região Sudeste realizou o maior número de atendimentos: 1,1 milhão. Em seguida aparece o Nordeste, com 807 mil casos. Do total de pessoas que procuraram o serviço de saúde, um terço era menor de 14 anos.

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Presidente do Comitê de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, Tânia Cristina Petraglia ressalta que, mesmo quando o animal tem as vacinas em dia, a melhor opção é imunizar quem foi mordido, principalmente quando o ferimento for no rosto ou nas extremidades. "São áreas que o vírus consegue penetrar com mais facilidade. E a vacina no animal não dá 100% garantia de que ele não vá desenvolver a raiva humana", recomenda.

*Com informações do Estadão Conteúdo