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Transtorno mental não escolhe classe social, país e nem idade, mas os jovens, as mulheres no pós-parto e adultos com mais de 60 anos correm mais risco

Depressão é caracterizada por uma tristeza persistente e a perda de interesse por atividades que, antes, a pessoa gostava
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Depressão é caracterizada por uma tristeza persistente e a perda de interesse por atividades que, antes, a pessoa gostava

A Organização Mundial da Saúde deu início nesta segunda-feira (10), quando é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental, a uma campanha de conscientização da depressão, problema que pode afetar pessoas de todas as idades em qualquer país do mundo. O transtorno também será tema do Dia Mundial da Saúde em 2017.

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Com o slogan, “ Depressão : vamos conversar”, a organização pretende acabar com os preconceitos intricados ao transtorno e fazer com que mais pessoas procurem ajuda após entenderem melhor o que é a doença e descobrirem que há formas de prevenir e trata-la.

O transtorno mental é caracterizado por uma tristeza persistente e a perda de interesse por atividades que, antes, a pessoa gostava, além de uma dificuldade de realizar as atividades diárias por pelo menos duas semanas. Essa mudança de comportamento pode causar perda de energia, mudanças no apetite e no sono, dificuldade de concentração, indecisão, ansiedade, inquietação e sentimentos de inutilidade, culpa e desespero, acompanhados de pensamentos de auto-multilação e suicídio .

Grupos de risco

A depressão não escolhe classe social, país de origem e nem idade, mas os jovens entre 15 e 29, mulheres no pós-parto e adultos com mais de 60 anos são os que mais correm risco de desenvolver o transtorno. Estes três grupos serão alvo principal da campanha da OMS.

De acordo com a constituição da OMS, a “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) explica que “saúde mental é um estado de bem-estar no qual um indivíduo realiza suas próprias habilidades, pode lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e é capaz de fazer contribuições à sua comunidade”.

Fatores como pressões socioeconômicas, mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, exclusão social, estilo de vida não saudável, risco de violência, problemas físicos de saúde e violação dos direitos humanos podem contribuir para os transtornos mentais. Há também causas psicológicas, de personalidade e até biológicas.

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A Opas alerta que as políticas nacionais de saúde mental não devem se ater apenas aos transtornos mentais como a depressão, mas também abordar questões mais amplas que promovem a saúde mental, envolvendo também os setores de educação, trabalho, justiça, transporte, meio ambiente, habitação e bem-estar.