Mulher alimenta filho com mingau nutritivo criado a partir de produtos encontrados em região da Etiópia
Unicef 06.08.2014
Mulher alimenta filho com mingau nutritivo criado a partir de produtos encontrados em região da Etiópia

Cinco a cada seis crianças com menos de dois anos carecem de nutrição adequada para sua idade, alerta o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O problema causa a morte de 100 mil pessoas ao ano, já que a falta de alimentos pode privar os meninos e meninas de energia e afetar negativamente o seu desenvolvimento físico e cognitivo.

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Os dados são de relatório do Unicef divulgado na última sexta-feira (14). De acordo com France Begin, conselheira sênior de Nutrição do fundo, “o corpo e o cérebro de milhões de crianças pequenas não atingem seu pleno potencial, porque elas estão recebendo muito pouca comida".

Entre os problemas que contribuem para essa situação estão a introdução tardia de alimentos sólidos, refeições pouco frequentes e a falta de variedade de alimentos. O estudo indica que um em cada cinco bebês não foi alimentado com nenhum alimento sólido até os 11 meses de idade, e metade das crianças com idades entre seis meses e dois anos não é alimentada com o número mínimo de refeições recomendadas para sua faixa etária.

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A falta de nutrientes pode gerar problemas como anemia, que atinge quase metade das crianças em idade pré-escolar. Alimentos de origem animal, que são ricos em zinco e ferro e poderiam evitar essa situação, muitas vezes são caros, dificultando o acesso de famílias mais pobres, principalmente na África ao sul do Saara e na Ásia Meridional, onde apenas uma em cada seis crianças das famílias mais pobres com idade entre seis e onze meses come uma dieta minimamente diversificada, em comparação com uma em cada três das famílias mais ricas.

Na Indonesia, grupo de voluntárias cozinha todo os dias grãos, vegetais e carne para que crianças  recebam os nutrientes
Unicef 18.11.2015
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O que fazer

Segundo o relatório do Unicef, tornar os alimentos nutritivos baratos e acessíveis para as crianças mais pobres exigirá investimentos mais consistentes e mais direcionados por parte dos governos e do setor privado. Entre as medidas que poderiam ser adotadas estão a transferência de renda para famílias vulneráveis e criação de programas de diversificação agrícola, além de ações voltadas a educação alimentar e saneamento básico.

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Apesar do cenário ainda ser ruim, comparando o ano 2000 com 2015, houve uma melhora em relação a porcentagem de crianças que recebem seus primeiros alimentos no tempo certo: passou de 54% para 67%.

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