Grupo de médicos aconselhou Margaret Boemer a interromper a gravidez quando a filha foi diagnosticada com um tumor
Facebook/ Margaret Hawkins Boemer/ Reprodução
Grupo de médicos aconselhou Margaret Boemer a interromper a gravidez quando a filha foi diagnosticada com um tumor

A pequena Lynlee Hope Boemer ainda estava dentro da barriga da mãe quando foi diagnosticada com um tumor próximo ao cóccix. O problema foi verificado quando Margaret Boemer fazia um ultrassom de rotina, na sua 16ª semana de gestação.

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De acordo com o Dr. Darrell Cass, do hospital infantil do Texas, é o tipo de tumor mais comum em fetos, mas, ainda assim, raro. Muitas vezes, a criança consegue se desenvolver normalmente mesmo com o problema, mas no caso de Lynlee o tumor era tão grande que “tomava” a maior parte de seu sangue.

Um grupo de profissionais chegou a sugerir de Margaret interrompesse a gravidez, porém a equipe de Dr. Cass deu uma nova possibilidade à mãe: uma cirurgia ainda no útero. Em entrevista ao site da CNN, o especialista explicou que, com 23 semanas, o tumor já estava fazendo o coração de Lynlee parar.

Tumor de Lynlee Hope Boemer  era tão grande que já era quase de seu tamanho, não deixando que o sangue circulasse
GoFundMe/ Margaret Hawkins Boemer/ Reprodução
Tumor de Lynlee Hope Boemer era tão grande que já era quase de seu tamanho, não deixando que o sangue circulasse


Nessa fase da gestação, o tumor já era quase maior que a bebê, que passou por um procedimento de quase cinco horas. O corte no útero precisou ser tão grande que parte do líquido amniótico acabou saindo, e o feto também ficou para fora. Os batimentos cardíacos de Lynlee chegaram a parar, mas os médicos conseguiram reanima-la.

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Cerca de 90% do tumor foi removido, a criança foi colocada de volta no lugar correto, e o útero, costurado. “É quase um milagre poder abrir o útero assim, costurar tudo de volta e tudo isso funcionar”, disse Dr. Cass.

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Facebook/ Margaret Hawkins Boemer/ Reprodução

Lynlee pode ir para casa ficar ao lado da irmãs Emery e Annabelle após 24 dias do nascimento

Margaret precisou ficar em repouso durante o restante da gravidez, que chegou ao fim por volta da 36ª semana, quando Lynlee finalmente nasceu, em 6 de junho. Ela chegou a ficar na UTI, mas nasceu sem complicações na saúde. Apenas oito dias depois, ela voltou para a mesa de cirurgia, e os médicos puderam remover o restante do tumor.

Lynlee foi para casa no dia 30 de junho, para ficar ao lado dos irmãos Zach, de 19 anos, Emery, de 9, e Annabelle, de 2. A partir de agora, passará por acompanhamento médico até chegar à fase adulta.

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“Nós compartilhamos a história de Lynlee para que outras famílias que recebam diagnósticos parecidos possam ter esperança e se informem que há outras opções além da interrupção da gravidez”, escreveu Margaret em sua página no Facebook nesta segunda-feira (24), após a história ser divulgada mundialmente.

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