Fila para sessões de radioterapia no HUB deverá diminuir graças à inauguração do acelerador linear
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Fila para sessões de radioterapia no HUB deverá diminuir graças à inauguração do acelerador linear

Depois quatro meses desde a data da entrega do aparelho de radioterapia  ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), o equipamento finalmente começou a funcionar. A novidade será um reforço para o atendimento de pacientes com câncer no Distrito Federal, que contava apenas com outros dois aceleradores lineares na rede pública de saúde.

Segundo a Defensoria Pública do Distrito Federal, até o momento, cerca de 800 pessoas estavam na fila de espera por tratamento de radioterapia . Agora, a Secretaria de Saúde do DF garante que são 380.

O novo acelerador linear possibilitará que o atendimento, que antes era de 45 pacientes por dia, em média, vá para 65 pessoas por dia, podendo chegar até 110, dependendo da disponibilidade de profissionais.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou da inauguração do aparelho nesta segunda-feira (27), quando também é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Durante a visita ao HUB, destacou que a pasta tem atuado para garantir atendimento à radioterapia, “porque a lei determina que é direito do cidadão, 60 dias depois de diagnosticado um câncer, iniciar o tratamento”. O ministro apontou que, atualmente, 30% das pessoas acometidas pela doença ainda não iniciam o tratamento no prazo, devido à falta de estrutura.

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Entregas

Desde que assumiu a gestão do Ministério da Saúde, o ministro Ricardo Barros, já entregou cinco aceleradores lineares pelo Plano de Expansão da Radioterapia, nas cidades de Campina Grande (PB), Maceió (AL), Feira de Santana (BA), Brasília (DF) e Curitiba (PR). “O programa vai ampliar o acesso da população a procedimentos oncológicos no SUS, além de trazer para o país o desenvolvimento industrial e o fortalecimento do parque tecnológico”, reforçou o ministro.

Ainda neste ano, estão programadas as entregas de outros equipamentos de radioterapia. Estados como Acre, Bahia, Goiás, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo, Sergipe, Santa Catarina, Roraima, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso do Sul já foram comunicados de que receberão os aparelhos.

 Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras. Outros 20 ainda devem ser adquiridos, totalizando 100 aparelhos distribuídos em todas as regiões do país. Os novos equipamentos, que serão adquiridos, viabilizará uma economia de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao que era realizado por meio de convênios.

Nos últimos anos, observou-se uma crescente oferta da radioterapia no país. Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia. Em 2016, foram 10,45 milhões, um aumento de 25,9%. Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares, por meio de convênios. Consequentemente, a pasta ampliou, em seis anos, 46% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 2,27 bilhões, em 2010, para R$ 3,33 bilhões, em 2016. Em 2017, até o momento, foram investidos R$ 672,8 milhões. Somados a esses valores, há ainda os recursos relacionados às ações de média complexidade, como consulta com especialista e realização de exames, além dos medicamentos oncológicos.  

*Com informações da Agência Brasil e Agência Saúde

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