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Secretaria da Saúde estadual informou que mesmo assim manterá medidas para prevenir a doença, incluindo recomendação de vacinação contra o vírus

Parque Ecológico do Tietê estava fechado desde o dia 10 de novembro para prevenir casos de febre amarela
Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Parque Ecológico do Tietê estava fechado desde o dia 10 de novembro para prevenir casos de febre amarela

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou nesta quarta-feira (3) que os parques estaduais Horto, Cantareira e Ecológico do Tietê, todos localizados na capital paulista, deverão ser reabertos ainda neste mês.

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Os parques estavam fechados desde outubro, em razão da incidência de febre amarela que foi detectada em macacos que vivem nessas áreas. Os animais foram encontrados mortos nos arredores. No entanto, não são eles que transmitem o vírus da doença e sim os mosquitos ( Haemagogus , Sabethes e Aedes aegypti ). As mortes serviram apenas de alerta para as autoridades sobre a contaminação.

Apesar da reabertura, a pasta informou que os frequentadores deverão seguir as recomendações técnicas, como estar imunizado contra a doença, mas não detalhou como será controlada a entrada das pessoas.

Em nota, a secretaria informou ainda que as estratégias de ampliação da vacinação contra a doença em São Paulo terão andamento com base em critérios epidemiológicos, “com a priorização dos corredores ecológicos alcançando, por exemplo, o Litoral Norte”. Porém, não foi esclarecido de que forma será feita essa priorização.

Conforme divulgado pela secretaria, a pasta manterá o monitoramento do território paulista, tanto para casos humanos quanto em macacos . “Esse trabalho é preventivo e contínuo e, a partir dele, a secretaria tem traçado as estratégias de intensificação da vacinação”, diz a nota.

Apenas no município de São Paulo, mais de 20 parques foram fechados . Dez deles foram interditados no fim de dezembro nas zonas sul e oeste da capital paulista. Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da cidade, a medida será mantida por tempo indeterminado.

Vacinação fracionada

Em outubro, o coordenador de Controle de Doenças de São Paulo, infectologista Marcos Boulos, informou que poderia haver o fracionamento da vacina contra febre amarela no estado nos próximos meses, caso a demanda pelo imunizante continuasse muito expressiva. Questionada sobre o assunto, a assessoria de imprensa da secretaria disse que algumas estratégias ainda estão sendo discutidas e não confirmou a medida.

Segundo a secretaria, a vacina é indicada para áreas de risco previamente definidas e, nessas regiões com recomendação, a cobertura vacinal é de aproximadamente 80%, nos últimos dez anos. “É importante deixar claro que o esquema vacinal é composto por dose única, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, frisa a pasta

A imunização não está indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo).

Febre amarela 

Em 2017, houve 24 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no estado. Dez deles evoluíram para morte nos municípios de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista e Itatiba. Os demais casos autóctones, sem morte, têm como locais de infecção as cidades de Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa/Cassia dos Coqueiros e Jundiaí.

Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. Em relação às epizootias (morte ou adoecimento de primatas não humanos, como macacos, bugios e outros), ocorreram 2.588, entre julho de 2016 e dezembro de 2017, com a confirmação de positividade em 595 animais por meio de análise laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz, sendo 63% deles na região de Campinas.

*Com informações da Agência Brasil

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