Gengibre e cebola ajudam o corpo a combater inflamações

Conheça outros alimentos que fazem o mesmo, atuando inclusive em nível celular

Tatiana Tavares , especial para o iG São Paulo

Os alimentos anti-inflamatórios carregam em seus nutrientes a capacidade de ajudar o corpo a inibir inflamações do organismo. Adotá-los como parte de uma dieta equilibrada, além de fortalecer o sistema imunológico, aumenta a capacidade do corpo de lutar contra a ação de micro-organismos como vírus, bactérias e fungos prejudiciais à saúde.

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Hoje, sabe-se que o processo inflamatório não está necessariamente ligado a um ponto específico do corpo, como uma inflamação causada por um corte no dedo, por exemplo. Ele pode ocorrer de forma sistêmica – pelo corpo todo ou em diversos pontos – e até mesmo em nível celular.

Veja a seguir os alimentos com maior poder anti-inflamatório:

Cará: esse tubérculo é rico em vitaminas C e do complexo B, o que melhora a imunidade. Foto: Getty ImagesSalmão: contém altas doses de ômega 3, um anti-inflamatório poderoso. Foto: Getty ImagesGengibre: potente anti-inflamatório, ele ainda acelera a queima de gordura no corpo. Foto: Getty ImagesÓleo de canola: óleo vegetal para cozinhar com melhor relação entre ômega 3 e ômega 6. Foto: Getty ImagesPimentão vermelho: contém betacaroteno e vitaminas E e C, que ajudam na cicatrização. Foto: Getty ImagesSemente de chia: com alto teor de ômega 3, ainda apresenta grande quantidade de magnésio e cálcio, minerais indispensáveis na modulação inflamatória. Foto: Getty ImagesSardinha: é rica em ômega 3, um poderoso anti-inflamatório. Foto: Getty ImagesNozes: fontes do mineral zinco, que exerce não só atividade anti-inflamatória, como também atua positivamente sobre o sistema imunológico. Foto: Getty ImagesCenoura: rica em betacaroteno, também contém minerais como cálcio, ferro e potássio, e vitaminas B, C e D. Foto: Getty ImagesLinhaça: rica em fibras, vitamina E e vitaminas do complexo B, além de ser importante fonte vegetal  de ômega 3. Foto: Getty ImagesGoiaba vermelha: rica em vitamina C, ela contém uma boa dose de vitamina A, além de taninos, e quercetina, que tem atividade antibacteriana comprovada. Foto: Getty ImagesCouve: assim como todo vegetal de folha verde-escura, é fonte de vitamina A e carotenoides – potentes antioxidantes, além de conter alta concentração de magnésio. Foto: Getty ImagesChá branco: rico em antioxidantes e compostos fenólicos – auxiliares na redução da inflamação. Foto: Getty ImagesCebola: rica em flavonoides, tem propriedades anti-inflamatórias. Foto: Getty ImagesCastanha-do-pará: ajuda a proteger o coração, impedindo que o colesterol ruim se concentre nas paredes das artérias. Foto: Getty ImagesAcerola: ela é lotada de vitamina C, que tem efeito anti-inflamatório e protetor do corpo. Foto: Getty ImagesBacalhau: rico vitaminas do complexo B e ômega 3, que ajudam a inibir o processo inflamatório no organismo. Foto: Getty ImagesAzeite de oliva: apresenta grandes quantidades de ômega 9, ácido graxo essencial na inibição da inflamação, também aumenta o HDL (o bom colesterol). Foto: Getty ImagesBatata doce: cheia de betacaroteno, ela aporta grande quantidade de vitamina A, que protege as células do envelhecimento. Foto: Getty ImagesAtum: cheio de ômega 3, anti-inflamatório natural. Foto: Getty ImagesAmêndoa: contém quercetina, um antioxidante que ajuda a inibir o processo de oxidação gerado pelo colesterol ruim nas artérias. Foto: Getty ImagesAbóbora e alimentos alaranjados em geral: ricos em carotenoides e fibras . Foto: Getty ImagesAlho: tem efeito antibiótico, ajudando o corpo a combater infecções. Foto: Getty ImagesAçafrão da terra ou curcuma: a curcumina presente nesse alimento é um antioxidante poderoso, que inibe não só a inflamação, mas ajuda a prevenir o câncer. Foto: Getty Images

Pesquisas recentes vêm mostrando que o processo inflamatório nas células está diretamente relacionado ao sistema imunológico do corpo, o responsável por defender o organismo de qualquer agente prejudicial à saúde. Quanto mais inflamação, mais exigido é o sistema imune. E os cientistas constataram que a derrota nessa luta contra o processo inflamatório é um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento de várias doenças, como obesidade, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

“Uma dieta rica em vitamina C, com frutas e hortaliças, alimentos integrais (mais de 80% do magnésio é perdido no beneficiamento dos grãos), e pobre em gorduras saturadas, álcool e açúcar branco já é um bom começo para uma alimentação menos inflamatória e, portanto, mais saudável", ensina a nutricionista clínica Eliane Nardon.

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É bom saber que o processo inflamatório no corpo também está ligado a outros fatores como a poluição, o fumo, a água e até os próprios alimentos, além de fatores genéticos e mecânicos – a hipertensão arterial é um exemplo.

Segundo a especialista, tão importante como conhecer e passar a consumir os alimentos anti-inflamatórios é reduzir o consumo comidas e bebidas com alto poder inflamatório. Ou seja, deve-se evitar o excesso de álcool, as gorduras saturadas, as gorduras trans e reduzir o consumo de alimentos refinados (pobres em fibras, nutrientes e antioxidantes).

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“Não se pode falar em cura somente por meio da alimentação adequada. É preciso eliminar ou atenuar os outros fatores que contribuem para o processo inflamatório no corpo”, alerta a nutricionista.

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