Consumo diário do amaranto, um tipo de grão, supre as necessidades nutricionais obtidas na carne, leite e ovos. Conheça

O novo feijão com arroz: amaranto pode substituir ou acrescentar valores nutricionais à refeição
Divulgação rede Mudo Verde
O novo feijão com arroz: amaranto pode substituir ou acrescentar valores nutricionais à refeição
Ele é a evolução nutricional do feijão com arroz. Produzido nos Andes, o amaranto, um grão integral rico em fibras, aminoácidos essenciais e cálcio, tem valores nutricionais equivalentes a popular combinação brasileira, ao leite, ovos e à carne.

O simples pó (ou flocos) é considerado uma opção aos vegetarianos, pois contém alto valor biológico, revela Giovana Longo-Silva, nutricionista da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp).

Na tradução, a farinha incolor e sem gosto, ao ser consumida diariamente, pode suprir necessidades essenciais que uma dieta restritiva impõe. “É por isso que ele é comparado ao feijão com arroz”, acrescenta a especialista.

A comparação com a carne, porém, requer cuidados. Ambos são ótimos provedores de proteína. O amaranto, porém, não contém o ferro presente nas carnes. Em relação ao leite, o grão oferece cálcio biodisponível, ou seja, aquele que corpo consegue absorver em maior quantidade - uma característica rara nos vegetais, mas presente no leite e nos ovos, explica a nutricionista da Unifesp.

Versátil e quase imperceptível, o amaranto é facilmente combinado com qualquer outro alimento. Na relação simbiótica, ele pode ser consumido juntamente com frutas, vitaminas, e até como um falso tempero.

“Por ser quase sem gosto, esse grão convive bem com os outros alimentos. Prepará-lo com o arroz, carnes, ou misturas também é uma boa opção. Não mudará o sabor, apenas acrescentará valores nutricionais.”

O recomendado, segundo estudos realizados pela Universiade Estadual de Campinas (Unicamp), são duas colheres de sopa bem cheias - ou 30 gramas de amaranto por dia. Essa dosagem é a ideal para os múltiplos benefícios sejam absorvidos pelo organismo.

O grão atua também como coadjuvante das dietas e regimes. A fibra provoca a sensação de saciedade, o que reduz a fome e ajusta a ansiedade por comer, pontua Giovana. “Nesses casos, o único efeito colateral é a formação de gases. Para minimizar o incômodo, porém, basta ingerir bastante água.”

A fibra não é aliada apenas dos aspirantes a magros ou arma contra o intestino preguiçoso. Capaz de melhorar a resistência à insulina, tal propriedade faz do amaranto um alimento auxiliar dos diabéticos. “A fibra reduz a absorção do açúcar, ideal para quem sofre de diabetes.”

Fernanda Granja, nutricionista clínica, revela que o amaranto também é um regulador natural da tireóide e do colesterol. "Por ser rico em nutrientes e fibras solúveis, colabora na diminuição do colesterol. Composto por diversos minerais, como o selênio, ajuda a estabilizar a tireóide quando ela está em baixa."

Anonimato

O amaranto é um grão recente no Brasil, por isso pouco conhecido. Segundo Fernanda, há menos de 10 anos esse produto passou a ser comercializado nas principais capitais. Hoje, porém, já é fabricado no País, e encontrado em lojas de produtos naturais.

Apesar o acesso facilitado, ainda não ganhou a popularidade da soja. Apesar de ser considerado um super alimento, por ser um grão novo, algumas pessoas podem desenvolver pequenos reações alérgicas, alerta a especialista.

“Embora seja multiuso, está sendo incorporado ao cardápio dos brasileiros aos poucos. É preciso cuidado. Ele não provoca nenhuma reação exagerada, mas como não temos repertório desse tipo de alimento, pode provocar alergias ou intolerância.” 

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