Alimentação

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Plano alimentar substitui dieta no tratamento da obesidade

Na luta contra a obesidade e suas possíveis complicações, dieta é coisa do passado

Chris Bertelli, iG São Paulo | 08/06/2011 13:00

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Foto: Getty Images Ampliar

Plano alimentar: mudança é mais lenta e progressiva

Nos consultórios de nutricionistas e endocrinologistas, o plano alimentar vem se transformando no protagonista no tratamento da obesidade.

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O que parece somente outra roupagem para um mesmo tema, no entanto, traz diferenças importantes na estruturação de uma alimentação saudável. A primeira e mais importante é descartar a ideia de início e fim.

“É um acompanhamento para sempre e não parte de uma fase para alcançar essa ou aquela meta, esse ou aquele peso”, ressalta a nutricionista Monica Beyrute, da Clínica Alfredo Halpern de emagrecimento.

Identificar padrões alimentares e trocar o medo pelo prazer de comer são outras duas bases para que essa reestruturação dê certo. O caminho, explica Mônica, é oferecer orientações flexíveis.

“A dieta, por ser rígida, acaba levando à compulsão. Quando a pessoa come o doce, por exemplo, acaba comendo muito porque não sabe quando irá escapar de novo do regime. Como o plano é maleável, isso não acontece”, explica.

O plano alimentar não impossibilita a ingestão de determinado grupo de alimentos (sim, até os doces estão liberados), mas incentiva que eles sejam consumidos em proporções diferentes. Carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, fibras, sais minerais e água estão inclusos na alimentação, em porções maiores (como no caso das fibras e vitaminas) ou menores (como os carboidratos e gorduras), dependendo da idade, peso e possíveis doenças como hipertensão, diabetes e colesterol. O esquema prevê um fracionamento das porções, divididas em seis refeições diárias.

Como o próprio nome já deixa a entender, o nutricionista organiza um plano com o que deve ser consumido pelo paciente. Velhos hábitos, como a ingestão de refrigerantes, por exemplo, vão sendo substituídos ou regrados.

Alimentação: Você é o que você come

"O aumento do consumo de refrigerante e de álcool, assim como o de alimentos industrializados têm levado à obesidade", alerta a nutricionista Andrea Pereira, da Unifesp. O mesmo é feito com outros tipos de alimentos: aos poucos, ricos em açúcar e gorduras vão sendo substituídos por opções mais saudáveis e menos calóricas.

O ponto negativo do plano alimentar é que ele pode levar mais tempo do que as dietas convencionais, que excluem nutrientes ou fazem cortes muito drásticos na contagem de calorias. Com isso, os pacientes tendem a desistir mais facilmente.

“A perda de peso adequada é de no máximo 1kg por semana”, explica Andrea. "É preciso que a pessoa tenha essa informação para não esperar milagres."

Driblar a pressa e a ansiedade, neste caso, são fundamentais para o sucesso do método, por isso os especialistas recomendam também um acompanhamento multidisciplinar, que pode incluir visitas a um psicólogo ou, dependendo do caso, endocrinologistas e outros médicos.

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