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Como se proteger de picadas de insetos

Especialistas ensinam a repelir os bichinhos no calor e aproveitar a praia e o campo sem coceiras

Lívia Machado, iG São Paulo

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Foto: Thinkstock/Getty Images

Proteger as casas e usar repelente são alternativas para combater os pernilongos no verão

Bastou a temperatura aumentar para que a presença deles seja sentida na pele. Borrachudos, pernilongos e outras espécies de insetos são tão tropicais quanto o Brasil. É difícil retornar de uma viagem à praia ou ao campo sem ao menos uma picada. Escapar desses animais, entretanto, requer muito mais do que sorte.

O pediatra e homeopata Yechiel Moises Chencinski esclarece que não existe uma explicação cientifica para a maior suscetibilidade aos insetos. Algumas pessoas têm reações exacerbadas às picadas, que podem evoluir para um processo alérgico e, em casos mais graves, uma infecção. Nesses casos, vale intensificar a prevenção no corpo e na casa.

“Temos características próprias que atraem mais ou menos. Por hora, sabemos que não é hormonal, tampouco genético, mas não existe uma comprovação cientifica sobre o tema. Cobrir as áreas mais atacadas – pernas e braços – e usar boné, para quem tem alergia, é uma boa alternativa. Os bichos são atraídos pelas regiões expostas do corpo. Repassar o repelente a cada duas horas, investir em telas protetoras e aplicar inseticidas nos principais ambientes da casa também minimizam o problema."

A escolha desses insetos não é norteada por cor da pele, pelo gênero ou pelo "sangue doce". O fator de prevenção (e de risco) está relacionado, principalmente, ao odor. Cheiros fortes, adocicados, hidratantes para a pele e até bronzeadores ou protetores solares atraem abelhas e pernilongos, aponta o especialista. Ambientes quentes e úmidos também são propícios. Nesses casos, o suor da pele é um dos principais atrativos.

“Quem tem alergia ao próprio suor, uma reação absolutamente comum, tende a ficar mais suscetível. Os insetos são atraídos pela umidade. Por isso que a água parada é o ambiente ideal para a proliferação da dengue. Além de escapar das picadas, é preciso tomar cuidado com a doença.”

A reação começa localizada, apenas na pele. A coceira é provocada pela saliva do inseto. Controlar o impulso e não estimular a área picada pode não aliviar o problema momentâneo, mas reduz o tempo de reação no corpo. Em quatro dias, apenas, ela deverá sumir, revela Chencinski.

“Ao coçar, abrimos uma ferida que pode provocar infecções. Algumas reações alérgicas mais fortes exigem o uso de antibióticos. O ideal, embora quase incontrolável, é não estimular, não contaminar a região atingida.”

Efeito placebo?

A literatura médica ainda desconhece substâncias ou medicamentos que afastariam os insetos. No conhecimento popular, a vitamina do complexo B seria um reforço extra ao trabalho realizado pelos inseticidas e cremes repelentes de insetos. O efeito, na visão de Leonardo Abrucio, dermatologista do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, é mais psicológico e menos científico.

Para o especialista, os fitoterápicos e a própria homeopatia, embora não tenham comprovação de eficácia, podem exercer um efeito placebo interessante e benéfico. “O cérebro é um neurotransmissor do bem e pode nos beneficiar. Esses medicamentos provocam um estímulo psicológico positivo, mas não existe uma propriedade farmacológica que garanta a proteção.”

Chencinski defende que a homeopatia estimula a reatividade do organismo. Embora não exerça um poder de cura nesses casos, é um método eficaz de tratamento e prevenção. “Quem nasce alérgico, o será para sempre. É possível mexer na reatividade, mas a alergia não se cura, apenas se controla. Muitos medicamentos homeopáticos têm propriedades alergênicas e ajudam bastante.”

Para blindar as casas, os especialistas recomendam produtos à base de citronela. No mercado, não faltam opções de produtos que supostamente eliminariam os insetos. O consumo, entretanto, deve ser feito com cautela e recomendação.

“A citronela pode ajudar bastante e não apresenta risco à saúde. É preciso cuidado. Muitos inseticidas atacavam os insetos, mas provocavam intoxicação no homem. É fundamental questionar os médicos e não comprar produtos sem procedência.”

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