Bola suíça deixa o treino mais divertido. Confira uma série para fazer em casa

A apresentadora Ana Carolina Scaff é fã dos exercícios com a fitball
Amana Salles / Fotoarena
A apresentadora Ana Carolina Scaff é fã dos exercícios com a fitball
Uma boa parcela das pessoas que sabem da importância de praticar atividades físicas não gosta de academia e muito menos de exercícios com pesos e barras.

Se você se identificou com esse grupo, uma dica: antes de jogar a toalha e se acomodar no sofá, saiba que é plenamente possível usar a fitball – aquela bola suíça muito usada no Pilates e em exercícios de alongamento – para colocar o corpo em forma.

Além de trabalhar habilidades como postura, equilíbrio, força muscular e coordenação, a fitball pode ser usada para relaxar o corpo inteiro depois de uma sessão de malhação intensa e lúdica.

Fim da moleza

Segundo Luiz Noboru Yoshida, professor da Fórmula Academia, na capital paulista, a principal vantagem da fitball é que ela se baseia no princípio da instabilidade. Ou seja, para conseguir realizar os movimentos sobre ela, antes é preciso buscar equilíbrio.

“Por causa disso, o trabalho das fibras musculares é bem mais intenso”, informa.

A professora Elaine Petuia, da academia Cia Athletica, de Curitiba, acrescenta que o desequilíbrio aumenta não só o esforço do músculo exercitado, mas de toda a musculatura responsável pela sustentação e pela manutenção do tronco.

Sendo assim, além de definir as formas, “realizar um treino sobre a bola pode ajudar a melhorar a postura”, diz. De quebra, garantem os professores, ainda dá para notar que a coordenação e o equilíbrio ficam mais apurados.

Sem erro

Na academia ou loja de esportes as pessoas geralmente se deparam com três tamanhos diferentes de bola: a menor tem 55 cm de diâmetro, a média tem 65 cm e a maior, 75 cm. De acordo com José Kawazoe, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), para escolher qual usar não há segredo: “O tamanho ideal deve permitir que, ao sentar sobre o objeto, os dois pés fiquem apoiados no chão e os joelhos se mantenham flexionados em um ângulo de aproximadamente 90°”.

Ainda segundo o especialista em medicina do esporte, assim como acontece com qualquer outra atividade, os exercícios na bola devem ser orientados por um profissional de educação física ou fisioterapia, pois erros na execução dos movimentos podem acarretar problemas.

A professora Elaine Petuia concorda e completa: “Antes de se exercitar sozinho é preciso contar com um profissional para ensinar, corrigir, dosar o esforço e verificar sua autonomia”.

Definição sem marasmo

Quem adora e recomenda o uso da bola para manter a forma e relaxar o corpo é Ana Carolina Scaff, modelo e apresentadora do programa Ser Mulher, da Fox Life. Para ela, as aulas com o equipamento são excelentes pedidas para diversificar e otimizar o treino.

“Dá para trabalhar o corpo inteiro, assim como na musculação. A vantagem é que, em vez de fazer o músculo crescer, os exercícios na bola resultam em maior definição e firmeza. Sem falar que não são nada monótonos!”

Como a aula é feita em circuito (sem descanso entre uma série e outra) e é preciso se esforçar muito para manter o equilíbrio sobre a bola, ela lembra que a queima de calorias tende a ser maior do que na musculação. Ainda que a atividade seja “puxada”, Ana Carolina conta que a atividade proporciona diversão e bem-estar.

“É muito gostoso se acomodar e rolar na bola. No final da aula me sinto até mais relaxada”, conta.

Treino com bola

O iG Saúde pediu para Luiz Noboru Yoshida, da Fórmula Academia, montar um treino completo para que qualquer pessoa possa repetir em casa – basta ter uma bola e uma parede por perto. Atenção: a sequência deve ser feita duas vezes por semana com um intervalo de 24 a 48 horas entre uma sessão e outra. Bom treino! 

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