Repórter do Delas relata sua experiência na maior corrida de revezamento das Américas

Yara Achôa, repórter do Delas, durante a prova
Divulgação Nike
Yara Achôa, repórter do Delas, durante a prova
Essa é uma das provas mais difíceis das quais já participei. Depois de correr dois trechos, passando por belas paisagens do litoral norte de São Paulo, totalizei 15 quilômetros e terminei o primeiro dia me sentindo bem.

Para acelerar a recuperação resolvi encarar uma sessão de crioterapia – o método consiste em mergulhar até a cintura num tonel cheio de gelo – o que alguns fisioterapeutas e corredores dizem ser excelente para acelerar a recuperação dos músculos.

Entrei de uma só vez no tonel, ficando com água e gelo até a cintura. Se a sensação inicial é muito ruim, depois só piora. Em pouco tempo senti como se milhares de agulhas estivessem me espetando. Aguentei um pouco mais – para fazer efeito, deveria permanecer por 10 minutos – até que veio a sensação de amortecimento. Simplesmente parei de sentir as pernas. Acho que suportei aquilo por cinco minutos. Saí do tonel e as pernas pareciam incrivelmente mais leves. Sim, o que haviam me falado parecia ser verdade: senti músculos e articulações recuperados. Depois da sessão de gelo, banho, uma pequena confraternização com os outros participantes durante o jantar, e cama.

O segundo dia está acabando e já rodamos muito. Fiz meu primeiro trecho – um dos mais difíceis, segundo a organização – por volta das oito da manhã. O percurso foi na estrada do Rio Escuro, encarando o “morro maldito”: pouco mais de seis quilômetros, sendo que metade é de uma subida muito íngreme. Completei bem. Mas percebi o joelho inchado no final. Lesão da corrida? Não, picada de inseto. Para me poupar, o treinador da equipe Imprensa resolveu suspender meu próximo trecho. “Preciso de você inteira para amanhã”, avisou.

Enquanto as equipes de Belo Horizonte, Pé de Vento, Butenas e Nike+ se revezam nas primeiras colocações, a equipe Imprensa, formada por jornalistas que correm – e da qual faço parte – , permanece na última colocação. Com algumas reações, é preciso dizer. Chegamos a ficar em antepenúltimo na manhã de hoje.

O Desafio dos 600K é uma prova de muita superação, que exige preparo físico, jogo de cintura e concentração. Mas a compensação é grande: você sai fortalecido de corpo e alma e se sente preparado para tudo!

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