Câncer no intestino: exame reduz mortalidade em 43%

Estudo mostra que basta uma análise para diminuir risco da doença

AFP |

Um único exame de reto e da última parte do cólon (partes do intestino) em pessoas entre os 55 e os 64 anos permite reduzir a mortalidade por câncer colorretal em 43%, revela um estudo que será publicado nesta quarta-feira da revista científica britânica The Lancet.

O estudo, iniciado em 1994 com 170.000 pessoas, mostra também que nesta faixa etária este exame único de diagnóstico, denominado retossigmoidoscopia, reduz a incidência de novos casos da doença em um terço com relação ao grupo que não o realizou.

A sigmoidoscopia consiste em introduzir no ânus um tubo fino e flexível para visualizar o reto e a parte inferior do cólon, com a finalidade de verificar a existência de pólipos. Também é possível retirar, desta forma, os pólipos ou tumores após o exame.

Ao contrário da colonoscopia ou coloscopia, que permite visualizar a totalidade do intestino grosso (cólon), a sigmoidoscopia só permite visualizar a parte final do intestino. Mas os dois terços dos casos de câncer colorretal e de adenomas se situam no reto e na última parte do cólon, acessíveis por este exame.

Cerca de 113.000 participantes fizeram parte do grupo de controle (sem exame) e 57.237 do grupo de intervenção. Nos onze anos de acompanhamento, 2.524 casos de câncer de cólon foram diagnosticados, 1.816 no grupo de controle e 706 no grupo que se submeteu ao exame.

Neste último, a mortalidade foi reduzida em 43% e a incidência da doença diminuiu 33%.

Terceiro mais frequente

O câncer colorretal é o terceiro mais frequentemente diagnosticado no mundo, com mais de um milhão de casos e 600 mil mortes ao ano. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de cura.

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