Haste magnética reduz necessidade de cirurgia na coluna

Novidade desenvolvido em Hong Kong vai beneficiar principalmente crianças com escoliose

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Uma nova haste magnética desenvolvida para fortalecer a espinha dorsal traz a promessa de tratar crianças nascidas com uma curvatura anormal na coluna
Uma nova haste magnética desenvolvida para fortalecer a espinha dorsal traz a promessa de tratar crianças nascidas com uma curvatura anormal na coluna, descartando a necessidade de cirurgias a cada seis meses, anunciaram cientistas de Hong Kong nesta quarta-feira.

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Atualmente, hastes fortalecedoras fixadas à coluna precisavam ser alongadas em um procedimento cirúrgico com anestesia geral a cada seis meses para acompanhar o crescimento da criança.

Os cientistas as substituíram por um novo tipo de haste magneticamente ajustável em cinco crianças com idades de 5 a 14 anos com escoliose , uma curvatura anormal da coluna, no Hospital Infantil Duquesa de Kent, em Hong Kong.

Durante visitas clínicas mensais ao longo de dois anos, as hastes foram manipuladas por meio de um dispositivo externo, manual, situado sobre ímãs implantados internamente, ressaltou o estudo publicado no periódico médico The Lancet.

Um mecanismo de rotação dentro da haste provoca sua extensão, consequentemente, alongando a coluna.

"Nossa descoberta é que a haste pode ser alongada remotamente e a grande vantagem deste alongamento à distância da haste é que o paciente não precisa se submeter a anestesia geral", disse à AFP Kenneth Cheung, da Universidade de Hong Kong.

"Eles basicamente voltam a nossa clínica uma vez por mês e levamos 30 segundos para alongar a haste e o paciente pode voltar para a escola", acrescentou.

Segundo Cheung, cerca de 3% da população sofre de escoliose e 0,1% precisa do tratamento de reforço.

Tradicionalmente, os médicos usam parafusos e hastes para fortalecer a coluna de pacientes com escoliose e mantê-la no lugar, mas em crianças pequenas o procedimento dificulta seu crescimento.

A haste extensível tem sido usada por 5 a 10 anos, disse Cheung.

Um teste em larga escala está sendo planejado para ver se o protótipo de tratamento é seguro e eficaz.

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