Entenda o tratamento do câncer de Hebe

Em estágio avançado, tumor “rouba” nutrientes dos pacientes e é preciso repor as substâncias de forma artificial

iG São Paulo |

Manuela Scarpa/Photo Rio News
Hebe fala à imprensa em frente ao hospital, após receber alta de uma cirurgia, em março deste ano

Tanto o câncer quanto o tratamento utilizado para combatê-lo (principalmente a quimioterapia) podem trazer como sequelas dificuldades severas na alimentação.

Principalmente em estágio avançado, o tumor “rouba” nutrientes essenciais do paciente e frequentemente é preciso interna-lo para fazer a reposição, de forma artificial, das substâncias perdidas.

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Este procedimento é chamado de “suporte metabólico” ou “suporte nutricional” e está sendo oferecido à apresentadora Hebe Camargo , 83 anos, internada – sem previsão de alta – no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Desde janeiro de 2010, Hebe enfrenta um câncer no peritônio, localizado nas membranas que revestem o intestino. Anteriormente, ela já havia sido hospitalizada por conta de obstruções intestinais que impediam a digestão e a absorção completa dos nutrientes contidos nos alimentos.

“Além de dificultar o processo digestivo, em alguns casos, a doença também provoca náuseas e vômitos. Além disso, o câncer pode alterar o paladar, causando gosto metalizado na boca e intolerância aos sabores doces”, explica nutricionista especializada em oncologia do Hospital A.C Camargo, Thais Manfrinato Miola.

“Tudo isso dificulta a alimentação e, em alguns casos, provoca desnutrição. Em quadros mais avançados, é preciso internar o paciente para fazer o suporte metabólico. As substâncias oferecidas ao corpo de forma artificial (ou pela veia ou pelo nariz) são definidas de acordo com as necessidades de energia individuais. É preciso não comprometer o intestino, caso haja alguma obstrução, mas garantir que os nutrientes cheguem à circulação sanguínea do paciente”, completa a especialista.

Leia mais: Pequeno dicionário dos tratamentos de câncer

Segundo explica o oncologista da rede Oncomed, Leandro Ramos, o suporte nutricional é necessário, especialmente, em estágios avançados da doença.

“É o momento em que o câncer deixa de ser o foco do tratamento e os médicos se empenham em tratar do paciente em si”, diz ele.

A nutricionista Thais reforça que a alimentação é peça chave na recuperação do doente de câncer, pois reforça o sistema de defesa do organismo. A alimentação artificial, apesar de necessária, só é permanente em casos extremos.

“Normalmente, o suporte nutricional é provisório e pode ser até complementar à alimentação normal. Após a reposição de nutrientes, o paciente volta a se alimentar de forma gradativa, começando pelos líquidos, seguindo para os pastosos e finalmente voltando às comidas sólidas.”

O câncer no peritônio, que acomente Hebe, é considerado raro pelos especialistas . A incidência desta doença no País é de 5 casos para cada 100 mil habitantes. Para efeitos de comparação, a taxa de câncer de mama no Brasil é de 52 casos a cada 100 mil pessoas, ou seja, dez vezes mais recorrente.

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