Estudo mostrou que nicotina, inalada do cigarro eletrônico, aumenta as chances de aterosclerose, primeira causa de ataque cardíaco no mundo

Olivia Foiret, gerente da ClopiNette: butique parisiense vende o e-cigarro em vários sabores
Corentin Fohlen/International Herald Tribune
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O uso de cigarros eletrônicos até pode ajudar a cortar o vício, mas não reduz os riscos de aterosclerose , a primeira causa de ataques cardíacos em todo o mundo. Estudo realizado em tecidos de ratos e de humanos mostrou que a exposição à nicotina – principal substância viciante do cigarro e que também está presente nos cigarros eletrônicos - pode causar dano nas células do coração.

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“Os resultados sugerem que os cigarros eletrônicos não reduzem o risco dos fumantes para doença cardíaca” disse Chi-Ming Hai, pesquisador da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, e autor do estudo apresentado recentemente no encontro anual da Sociedade Americana de Biologia Celular.

O aumento do risco de desenvolver aterosclerose em fumantes de cigarros comuns por conta de outros agentes químicos já foram comprovados há alguns anos, mas ainda não se sabia qual mecanismo fazia com que a nicotina tivesse relação com a invasão de células do músculo liso vascular – células encontradas na parte interior dos vasos sanguíneos. Agora, os testes feitos em células do músculo liso vascular de ratos e humanos mostraram que existe uma relação direta entre a nicotina e a aterosclerose.

Normalmente, células musculares vasculares ficam em torno de vasos sanguíneos para ajudar a manter o fluxo sanguíneo e pressão arterial sob controle. A nicotina e outros produtos químicos do cigarro, no entanto, fazem com que estas células atuem como “brocas” na perfuração da camada de proteção das células vasculares do coração, consequentemente formando o processo da aterosclerose, placas que bloqueiam o fluxo do sangue.

No estudo, a nicotina apareceu como condutora do aumento de invasão de células do músculo liso vascular da camada média da parede arterial para a camada interna da parede arterial, o que aumenta a formação de placas na aterosclerose.

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O estudo de Chi-Ming Hai contradiz a o que é falado a respeito dos cigarros eletrônicos, promovidos como sistemas de entrega de nicotina seguros para a saúde. No cigarro eletrônico, diferente dos cigarros comuns, a nicotina é fornecida na forma de vapor e sem os agentes, já conhecidos como cancerígenos, da fumaça do tabaco.

O cientista afirma que se por um lado, o uso de nicotina ajuda no tratamento para lagar o cigarro comum, por outro, o consumo de longo prazo de nicotina pelo cigarro eletrônico aumenta o risco de desenvolvimento de aterosclerose.” Ainda assim, acredito que a compreensão dos mecanismos entre a nicotina e aterosclerose pode levar a novas terapias para minimizar os efeitos nocivos da nicotina sobre o sistema vascular”, disse.

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