Por que carne vermelha aumenta o risco de doença cardíaca?

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Problema vai além da gordura e do colesterol; estudo mapeia processo metabólico que aumenta risco de aterosclerose; descoberta leva a novas estratégias de proteção

O consumo de carne vermelha está ligado ao maior risco de doenças cardíacas. No ano passado, pesquisadores do Instituto Lerner de Pesquisa descobriram que, além da relação de gordura e colesterol, há ainda mais uma razão para o risco de aterosclerose e a culpa é toda do intestino. Por meio de bactérias, o intestino transforma nutrientes encontrados na carne vermelha em metabolitos – produtos do metabolismo –, o que aumenta o risco de doenças cardíacas.

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Bartérias do intestino alteram nutrientes da carne, o que aumenta o risco de aterosclerose

Agora, a equipe de pesquisadores conseguiu descobrir os mecanismos por trás do consumo de carne vermelha e a elevação do risco de aterosclerose, o endurecimento das artérias. Os resultados podem levar a novas estratégias para proteger a saúde cardiovascular.

"Identificamos os mecanismos e os envolvidos no processo. Com isto será possível identificar novas terapias para o bloqueio ou prevenção do desenvolvimento de doenças cardíacas”, disse Stanley Hazen, que liderou o estudo publicado no periódico científico Cell Metabolism.

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Basicamente,os pesquisadores descobriram que as bactérias no intestino convertem um nutriente abundante na carne vermelha, a L-carnitina, para os metabólitos N-óxido de trimetilamina (TMAO) e gama-butyrobetaine, que promovem a aterosclerose.

O entendimento de todo o processo pode permitir no futuro que a produção de carne se altere. “Ainda vai levar um tempo, mas os estudos presentes podem nos ajudar a desenvolver algo que permita que se possa comer um bife com menos preocupação”, completa.

Veja 10 sinais de que você pode ter um infarto:

Dor no peito: sIntoma clássico, a dor também pode irradiar-se para o lado esquerdo do corpo e ombro, além das mandíbulas. É uma dor de pressão no peito. Foto: Thinkstock/Getty ImagesNáuseas ou vômitos: o infarto libera os sinais aminérgicos, que colocam a pessoa em alerta e causa dor no estômago. Foto: Thinkstock/Getty ImagesPalpitações: esse sintoma às vezes acompanha um infarto, por conta das arritmias provocadas por ele. Foto: Getty ImagesFalta de ar: o mau funcionamento do coração afeta os pulmões, que leva à falta de ar. Foto: Getty ImagesSudorese: esse sinal é causado pelos sinais aminérgicos, de alerta, quando uma pessoa está infartando. A sudorese sempre vem acompanhada de outros sintomas. Foto: Getty ImagesFraqueza excessiva e repentina: nem todas as pessoas que infartam tem esse sintoma, mas uma pequena porcentagem apresenta esse sinal. Foto: Getty ImagesTontura: Calvilho explica que somente algumas pessoas relatam que sentem tonturas, sempre acompanhadas por outros sinais. Foto: Getty ImagesDesmaio: pessoas podem ter uma síncope, decorrente de uma arritmia ou parada cardíaca. Foto: Getty ImagesTosse seca: com os pulmões afetados por conta do infarto, a pessoa pode ter tosses. A tosse sempre é acompanhada de outros sintomas. Foto: Thinkstock/Getty ImagesAnsiedade: um recente estudo canadense mostrou que, nas mulheres, o infarto também pode ser confundido com ansiedade e agitação . Foto: Getty Images


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