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Câncer do cólon

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Definição

Câncer do cólon ou colorretal é o câncer que começa no intestino grosso (cólon) ou no reto (extremidade do cólon).

Foto: ADAM

Intestino grosso: órgão oco longo revestido por membrana mucosa. Camadas musculares envolvem todo seu comprimento, ajudando a movimentar o material alimentar até o reto

Outros tipos de câncer podem afetar o cólon, como linfoma, tumores carcinoides, melanoma e sarcomas. Esses são raros. Neste artigo, o uso do termo "câncer do cólon" se refere somente ao carcinoma do cólon.

Nomes alternativos

Câncer colorretal; câncer - cólon; câncer retal; câncer - reto; adenocarcinoma - cólon; cólon - adenocarcinoma

Causas, incidência e fatores de risco

De acordo com a American Cancer Society, o câncer colorretal é uma das principais causas de morte relacionadas ao câncer nos Estados Unidos. No entanto, o diagnóstico precoce frequentemente leva a uma cura completa.

Quase todo câncer do cólon começa em glândulas no revestimento do cólon e do reto. Quando a maioria das pessoas e os médicos conversa sobre câncer colorretal, geralmente é a isso que eles estão se referindo.

Não há uma causa única para o câncer do cólon. Quase todos os cânceres de cólon começam como pólipos não cancerosos (benignos) que se desenvolvem lentamente em câncer.

Foto: ADAM

Retirada de um pólipo do cólon (para exame)

Quando são descobertos pólipos em uma sigmoidoscopia (uma inspeção do terço inferior do intestino grosso), eles são retirados para testar se há câncer. Se uma grande quantidade de pólipos é encontrada, um exame mais meticuloso de todo o comprimento do intestino grosso (colonoscopia) pode ser recomendado.

Você tem um risco maior de câncer do cólon se tiver:

  • Mais de 60 anos
  • Descendência afro-americana e do leste europeu
  • Uma dieta com muita carne vermelha ou processada
  • Câncer em outro local do corpo
  • Pólipos colorretais
  • Doença inflamatória intestinal (doença de Crohn ou colite ulcerativa)
  • Histórico familiar de câncer do cólon
  • Histórico pessoal de câncer de mama

Determinadas síndromes genéticas também aumentam o risco de desenvolvimento de câncer do cólon. Duas das mais comuns são o câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC), também conhecido como síndrome de Lynch e a polipose adenomatosa familiar (FAP).

O que você come pode influenciar no risco de câncer do cólon. O câncer do cólon pode estar associado a uma dieta com muita gordura, pouca fibra e carne vermelha. No entanto, alguns estudos descobriram que o risco não diminui se você passa a ter uma dieta com muita fibra, então a causa do vínculo ainda não é clara.

Fumar e beber álcool são outros fatores de risco de câncer colorretal.

 Sintomas

Vários casos de câncer do cólon não têm sintomas.

Os seguintes sintomas, no entanto, podem indicar câncer do cólon:

  • Dor abdominal e sensibilidade no abdome inferior
  • Sangue nas fezes
  • Diarreia, constipação ou outra mudança nos hábitos intestinais
  • Obstrução intestinal
  • Fezes estreitas
  • Anemia inexplicada
  • Perda de peso sem nenhuma razão conhecida

Exames e testes

Com a triagem apropriada, o câncer do cólon pode ser detectado antes dos sintomas se desenvolverem, quando ainda é curável.

Seu médico realizará um exame físico e pressionará a área do seu abdome. O exame físico raramente mostra qualquer problema, embora o médico possa sentir uma massa no abdome. Um exame retal pode revelar uma massa em pacientes com câncer retal, mas não câncer do cólon.

Foto: ADAM

Colonoscopia

Um exame de sangue oculto nas fezes pode detectar quantidades pequenas de sangue nas fezes, o que pode sugerir câncer do cólon. No entanto, esse teste frequentemente é negativo em pacientes com câncer do cólon. Por esta razão, um exame de sangue oculto nas fezes deve ser feito junto com uma colonoscopia ou sigmoidoscopia. Também é importante observar que um exame de sangue oculto nas fezes positivo não necessariamente significa que você tem câncer.

Os testes de imagiologia para diagnosticar o câncer colorretal incluem

Observação: Somente a colonoscopia pode observar todo o cólon.

Exames de sangue que podem ser realizados incluem:

  • Hemograma completo para verificar se há anemia
  • Testes da função hepática

Se seu médico souber que você tem câncer colorretal, mais testes serão realizados para ver se o câncer se disseminou. Isso é chamado estadiamento. Tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdome, área pélvica, peito ou cérebro podem ser usadas para estadiar o câncer. Algumas vezes, tomografias por emissão de pósitrons (PET) também são usadas.

Foto: ADAM

Estágios do câncer

Os estágios de câncer do cólon são:

  •  Estágio 0: Câncer muito precoce na camada mais interna do intestino
  • Estágio I: Câncer nas camadas internas do cólon
  • Estágio II: Câncer que se disseminou através da parede muscular do cólon
  • Estágio III: Câncer que se disseminou para os nódulos linfáticos
  • Estágio IV: Câncer que se disseminou para outros órgãos

Exames de sangue para detectar marcadores tumorais, incluindo antígeno carcinoembrionário (CEA) e CA 19-9, podem ajudar seu médico a acompanhá-lo após o tratamento.

 Tratamento

O tratamento depende parcialmente do estágio do câncer.

Em geral, os tratamentos podem incluir:

  • Quimioterapia para matar células cancerígenas
  • Cirurgia (mais frequentemente uma colectomia) para remover células cancerígenas
  • Radioterapia para destruir tecido canceroso

O câncer do cólon no estágio 0 pode ser tratado removendo as células cancerígenas, frequentemente durante uma colonoscopia. Para câncer nos estágios I, II e III, uma cirurgia mais extensiva é necessária para remover a parte do cólon que é cancerígena. (Consulte: Ressecção do cólon)

Há algumas discussões sobre se os pacientes com câncer do cólon no estágio II devem receber quimioterapia após a cirurgia. Você deverá discutir isso com seu oncologista.

Quase todos os pacientes com câncer do cólon no estágio III devem receber quimioterapia após a cirurgia por aproximadamente 6 a 8 meses. A droga para quimioterapia 5-fluorouracil mostrou um aumento na chance de uma cura em determinados pacientes.

A quimioterapia também é usada para tratar de pacientes com câncer de cólon no estágio IV para melhorar os sintomas e prolongar a sobrevivência.

  • Irinotecano, oxaliplatina, capecitabina e 5-fluorouracil são as três drogas mais comumente usadas.
  • Anticorpos monoclonais, incluindo cetuximab, panitumumab e bevacizumab, foram usados sozinhos ou em combinação com quimioterapia.

Você pode receber apenas um tipo ou uma combinação das drogas.

Para pacientes com a doença no estágio IV que se disseminou para o fígado, vários tratamentos direcionados especificamente para o fígado podem ser usados. Isso pode incluir:

  • Queima do câncer (ablação)
  • Remoção do câncer
  • Quimioterapia ou radioterapia diretamente no fígado
  • Congelamento do câncer (crioterapia)

Embora a radioterapia seja ocasionalmente usada em pacientes com câncer do cólon, ela é geralmente usada em combinação com quimioterapia para pacientes com câncer retal no estágio III.

Evolução (prognóstico)

O câncer do cólon é, em muitos casos, uma doença tratável se for detectada no início.

O seu estado depende de vários fatores, inclusive o estágio do câncer. Em geral, quando tratado em um estágio precoce, a grande maioria dos pacientes sobrevive no mínimo 5 anos após seus diagnósticos. (Isso é chamado de taxa de sobrevivência de 5 anos.) No entanto, a taxa de sobrevivência de 5 anos cai consideravelmente uma vez que o câncer tenha se disseminado.

Se o câncer do cólon não voltar (retornar) em 5 anos, ele é considerado curado. Cânceres no estágio I, II e III são considerados potencialmente curáveis. Na maioria dos casos, o câncer no estágio IV não é curável.

Complicações

  • Bloqueio do cólon
  • Câncer que retorna ao cólon
  • Câncer que se dissemina para outros órgãos ou tecidos (metástase)
  • Desenvolvimento de um segundo câncer colorretal primário

Ligando para o médico

  Ligue para o médico se apresentar:

  • Fezes negras como piche
  • Sangue durante uma evacuação
  • Alteração brusca nos hábitos do intestino

Prevenção

A taxa de mortalidade por câncer do cólon caiu nos últimos 15 anos. Isso pode ser devido à maior consciência e à triagem por colonoscopia.

O câncer do cólon quase sempre pode ser detectado em seus estágios mais precoces e curáveis por colonoscopia. Quase todos os homens e mulheres com 50 anos ou mais deveriam passar por uma triagem de câncer do cólon. Pacientes com risco podem precisar de triagem mais cedo.

A triagem de câncer do cólon pode detectar pólipos pré-cancerosos. A remoção desses pólipos pode prevenir o câncer do cólon.

Para obter informações, consulte: Colonoscopia

Modificações na dieta e no estilo de vida são importantes. Alguma evidência sugere que dietas com pouca gordura e muita fibra podem reduzir seu risco de câncer do cólon.

Vários estudos relataram que os AINEs (aspirina, ibuprofeno, naproxeno, celecoxib) podem ajudar a reduzir o risco de câncer colorretal. No entanto, não é recomendado tomar aspirina ou outros medicamentos anti-inflamatórios para prevenir câncer do cólon se você tiver um risco médio da doença – mesmo se alguém na sua família tiver tido a condição. Tomar mais de 300 mg por dia de aspirina e drogas semelhantes pode causar hemorragia gastrointestinal perigosa e problemas cardíacos em algumas pessoas.

Embora a aspirina em baixas doses possa ajudar a reduzir seu risco de outras condições, como doença cardíaca, ela não reduz a taxa de câncer do cólon.

Referências

National Comprehensive Cancer Network. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology: Colon Cancer. V3.2009.

Cuzick J, Otto F, Baron JA, et al. Aspirin and non-steroidal anti-inflammatory drugs for cancer prevention: an international consensus statement. Lancet Oncol. 2009 May;10(5):501-7.

Lieberman DA. Clinical practice. Screening for colorectal cancer. N Engl JMed. 2009 Sep 17;361(12):1179-87.

Cappell MS. Pathophysiology, clinical presentation, and management of colon cancer. Gastroenterol Clin North Am. 2008;37:1-24.

Atualizado em 28/12/2010, por: Yi-Bin Chen, MD, Leukemia/Bone Marrow Transplant Program, Massachusetts General Hospital. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

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