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Cistos ovarianos

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Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Definição

Foto: ADAM

Cistos ovarianos

Um cisto no ovário é uma bolsa cheia de líquido que se forma sobre ou dentro do ovário.

Este artigo é sobre cistos que se formam durante o ciclo menstrual, denominados cistos funcionais. Os cistos funcionais (não são os mesmos cistos decorrentes de câncer ou de outras doenças).

Eles costumam desaparecer sozinhos em 60 dias. Podem ser prescritos contraceptivos orais para ajudar a estabelecer ciclos normais.

Para obter mais informações sobre outras causas de cistos sobre ou próximos aos ovários, consulte:

Nomes alternativos

Cistos fisiológicos no ovário; Cistos ovarianos funcionais; Cistos de corpo lúteo; Cistos foliculares

Causas, incidência e fatores de risco

Todo mês, durante o ciclo menstrual, um folículo (onde o óvulo está se desenvolvendo) cresce no ovário. Na maioria dos meses, um óvulo é liberado deste folículo (o que chamamos de ovulação). Se o folículo não conseguir abrir e liberar o óvulo, o líquido permanece dentro dele e origina um cisto. Isto é chamado de cisto folicular.

Um outro tipo de cisto, chamado de cisto de corpo lúteo, ocorre após o óvulo ter sido liberado de um folículo. Esses geralmente contêm uma pequena quantidade de sangue.

Os cistos no ovário são comuns e ocorrem com mais frequência durante a idade fértil da mulher (da puberdade até a menopausa). Os cistos ovarianos são menos frequentes após a menopausa.

Não foram descobertos fatores de risco.

Cisto funcional não é a mesma coisa que tumores ou cistos de ovário (inclusive câncer de ovário) decorrentes de situações hormonais como a doença ovariana policística.

O uso de medicamentos para fertilidade pode provocar a hiperestimulação dos ovários, na qual múltiplos cistos grandes são formados nos ovários. Estes geralmente desaparecem após a menstruação ou após a gravidez.

Sintomas

Os cistos no ovário frequentemente não apresentam sintomas. Os sintomas que ocorrem normalmente são dor ou atraso no período menstrual.

Foto: ADAM

Anatomia reprodutiva feminina

É provável que um cisto ovariano cause dor se:

  • Aumentar de tamanho
  • Sangrar
  • Romper-se
  • Sofrer uma colisão durante a relação sexual
  • For torcido ou provocar a torção das trompas de Falópio

Entre outros, os sintomas dos cistos ovarianos são:

  • Inchaço no abdome
  • Dor ao evacuar
  • Dor na pélvis pouco antes ou depois do início do período menstrual
  • Dor durante as relações sexuais ou dor pélvica ao mover-se
  • Dor pélvica – dor leve e constante
  • Dor pélvica súbita e forte, frequentemente acompanhada de náusea e vômito, podendo ser um sinal de torção do suprimento sanguíneo do ovário ou de ruptura de um cisto acompanhada de sangramento interno

Os cistos foliculares não costumam provocar alterações nos períodos menstruais, sendo mais frequentes com cistos de corpo lúteo. Alguns cistos podem provocar nódoas ou sangramentos.

Exames e testes

Seu médico pode descobrir um cisto durante um exame físico ou em uma ecografia solicitada por outra razão.

A ecografia é realizada em muitas pacientes para diagnosticar um cisto. O médico pode pedir para vê-la novamente em 4 a 6 semanas para certificar-se de que o cisto desapareceu.

Foto: ADAM

Útero

Outros exames de imagem que podem ser realizados:

O cisto no ovário pode ser sentido em um exame pélvico.

Seu médico pode solicitar os seguintes exames de sangue:

Tratamento

Os cistos ovarianos funcionais geralmente não necessitam de tratamento. Eles geralmente somem depois de 8 a 12 semanas sem tratamento.

Foto: ADAM

Os ovários, as trompas uterinas e o útero do trato reprodutivo feminino

Pílulas anticoncepcionais podem ser prescritas durante 4 a 6 semanas. Seu uso a longo prazo pode diminuir o surgimento de novos cistos no ovário.

As pílulas não diminuem o tamanho dos cistos já presentes no ovário, que geralmente desaparecem sozinhos.

Pode ser necessária a realização de cirurgia para a remoção de cistos ou do ovário para garantir a ausência de células cancerígenas.

O procedimento cirúrgico é mais provável para:

  • Cistos complexos no ovário que não desaparecem
  • Cistos que apresentam sintomas e que não desaparecem
  • Cistos simples no ovário que são maiores que 5 a 10 centímetros
  • Mulheres que estão na menopausa ou próximas desse período

Os tipos de cirurgia para cistos no ovário são:

  • Laparotomia exploradora
  • Laparoscopia pélvica para remoção do cisto ou do ovário

Seu médico pode recomendar outros tratamentos caso um distúrbio, como a síndrome do ovário policístico, seja a causa dos cistos no ovário.

Evolução (prognóstico)

Os cistos que ocorrem em mulheres que ainda menstruam costumam desaparecer sozinhos. Existe um risco maior de câncer em mulheres que estão na pós-menopausa.

Complicações

As complicações estão associadas à doença que provoca o surgimento dos cistos.

As complicações podem ocorrer com cistos que:

  • Sangram
  • Rompem-se
  • Mostram sinais de alterações que podem sugerir um câncer
  • São torcidos

Ligando para o médico

Marque uma consulta com seu médico se:

  • Apresentar sintomas de cistos no ovário
  • Apresentar dor severa
  • Apresentar sangramentos anormais

Faça o mesmo, caso os seguintes sintomas tenham se apresentado com frequência em um período de duas semanas:

  • Sensação de satisfação quando mal começa a comer
  • Perda de apetite
  • Perda de peso involuntária

Prevenção

Caso não esteja tentando engravidar e apresente cistos com frequência, você pode evitá-los ministrando hormônios (pílulas anticoncepcionais, por exemplo), que previnem o crescimento dos folículos.

Referências

Katz VL. Benign gynecologic lesions: Vulva, vagina, cervix, uterus, oviduct, ovary. In: Katz VL, Lentz GM, Lobo RA, Gershenson DM, eds. Comprehensive Gynecology. 5th ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2007:chap 18.

Atualizado em 30/3/2010, por: Susan Storck, MD, FACOG, Chief, Eastside Department of Obstetrics and Gynecology, Group Health Cooperative of Puget Sound, Redmond, Washington; Clinical Teaching Faculty, Department of Obstetrics and Gynecology, University of Washington School of Medicine. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

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