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Clamídia

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Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Definição

A clamídia é uma doença causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Geralmente, é transmitida sexualmente.

Causas, incidência e fatores de risco

A infecção por clamídia é a doença sexualmente transmissível (DST) mais comum nos Estados Unidos. Indivíduos sexualmente ativos e indivíduos com múltiplos parceiros apresentam alto risco de contrair a doença.

Sintomas

Um em cada quatro homens com clamídia não apresentam sintomas. Nos homens, a clamídia pode produzir sintomas similares à gonorreia. Eles podem incluir:

  • Sensação de queimação ao urinar
  • Secreção do pênis ou do reto
  • Sensibilidade ou dor nos testículos
  • Dor ou secreção retal

Somente cerca de 30% das mulheres com clamídia apresentam os sintomas. Os sintomas que podem ocorrer em mulheres abrangem:

  • Sensação de queimação ao urinar
  • Dor no ato sexual
  • Dor ou secreção retal
  • Sintomas de doença inflamatória pélvica (DIP), salpingite, inflamação do fígado semelhante à hepatite
  • Secreção vaginal

Exames e testes

O diagnóstico da infecção por clamídia envolve amostras da secreção uretral nos homens ou das secreções do colo do útero nas mulheres. Se o indivíduo pratica sexo anal, amostras extraídas do reto também podem ser solicitadas. A amostra é encaminhada para um teste de anticorpos monoclonais ou fluorescentes, teste de sonda de DNA ou cultura celular. Alguns desses testes também podem ser realizados em amostras de urina.

Tratamento

Em geral, o tratamento para clamídia é feito com antibióticos, incluindo tetraciclinas, azitromicina ou eritromicina.

Você pode contrair clamídia com gonorreia ou sífilis, assim, se você tiver uma doença sexualmente transmissível, deverá ser testado para outras DSTs também. Todos com quem você manteve contato sexual devem fazer o teste para clamídia.

Os parceiros sexuais devem ser tratados para evitar a retransmissão da doença. Não existe imunidade significativa após a infecção, e uma pessoa pode ser infectada novamente.

Deve ser realizada uma avaliação de acompanhamento após quatro semanas para determinar se a infecção foi curada. 

Evolução (prognóstico)

O tratamento antibiótico no início funciona muito bem e pode impedir o desenvolvimento de complicações a longo prazo. A infecção não tratada, por outro lado, pode levar a complicações.

Complicações

As infecções por clamídia em mulheres podem causar inflamação do colo uterino. Em homens, as infecções por clamídia podem provocar inflamação da uretra, denominada uretrite.

A clamídia não tratada pode se espalhar para o útero ou para as trompas de Falópio, resultando em salpingite ou doença inflamatória pélvica. Essas doenças podem levar à infertilidade e ao aumento do risco de gravidez ectópica.

Caso a mulher tenha contraído clamídia durante a gravidez, ela pode causar uma infecção no útero após o parto (endometrite pós-parto). Além disso, o bebê pode desenvolver conjuntivite (infecção ocular) associada à clamídia e pneumonia.

Ligando para o médico

Consulte um profissional da área da saúde se tiver sintomas de clamídia. Devido ao fato de muitas pessoas com clamídia não apresentarem sintomas, os adultos sexualmente ativos devem realizar exames periodicamente.

Prevenção

Todas as mulheres sexualmente ativas acima de 25 anos devem realizar exames de clamídia anuais. Todas as mulheres com novos ou múltiplos parceiros devem também realizar testes.

Um relacionamento sexual reciprocamente monogâmico com um parceiro não infectado é uma maneira de evitar essa infecção. O uso correto de preservativos durante o ato sexual normalmente previne a infecção.

Referências

U.S. Preventive Services Task Force. Screening for colorectal cancer. U.S. Preventive Services Task Force. Ann Intern Med. 2007;147:128-134.

Stamm WE, Batteiger BE. Chlamydiatrachomatis (trachoma, perinatal infections, lymphogranuloma venereum, and other genital infections). In: Mandell GL, Bennett JE, Dolin R, eds. Principles and Practice of Infectious Diseases. 7th ed. Philadelphia, Pa: Elsevier Churchill Livingstone; 2009:chap 180.

Atualizado em 7/6/2010, por: Linda J. Vorvick, MD, Medical Director, MEDEX Northwest Division of Physician Assistant Studies, University of Washington, School of Medicine; Susan Storck, MD, FACOG, Chief, Eastside Department of Obstetrics and Gynecology, Group Health Cooperative of Puget Sound, Redmond, Washington; Clinical Teaching Faculty, Department of Obstetrics and Gynecology, University of Washington School of Medicine. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

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