O diabetes é uma doença crônica (dura a vida toda) marcada pelos altos níveis de glicose no sangue.
Consulte também:
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que é necessário para as células poderem usar o açúcar no sangue
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas para controlar a glicose sanguínea. O diabetes também pode ser ocasionado por carência de insulina, pela resistência a esse hormônio ou pelas duas razões.
Para compreender o diabetes, é importante primeiro entender o processo normal pelo qual a comida é quebrada e usada pelo corpo como energia.
Diversos processos acontecem quando o alimento é digerido:
As pessoas com diabetes possuem muito açúcar no sangue. Isto se deve ao fato de que:
Diabetes tipo 1
Existem três tipos principais de diabetes:
O diabetes afeta mais de 20 milhões de norte-americanos. Mais de 40 milhões de norte-americanos têm pré-diabetes (diabetes tipo 2 precoce).
Existem muitos fatores de risco para o diabetes tipo 2, inclusive:
Os níveis elevados de glicose no sangue podem causar diversos problemas, inclusive:
Entretanto, devido ao fato de o diabetes tipo 2 se desenvolver lentamente, algumas pessoas com alto nível de glicose no sangue não sentem nenhum dos sintomas.
Sintomas do diabetes tipo 1:
Pacientes com o diabetes tipo 1 costumam desenvolver os sintomas em um curto período. Esta doença é muitas vezes diagnosticada em uma situação de emergência.
Sintomas do diabetes tipo 2:
Um exame de urina pode ser feito para identificar glicose e cetonas resultantes da quebra de gordura. Entretanto, somente um exame de urina não diagnostica o diabetes.
Os seguintes exames de sangue são usados para diagnosticar o diabetes:
Pessoas com diabetes precisam verificar o nível de hemoglobina A1c (HbA1c) a cada 3 a 6 meses. A HbA1c é o resultado da média de glicose sanguínea nos 3 meses anteriores. É uma maneira muito eficaz de determinar o bom funcionamento do tratamento.
Verifique os níveis de colesterol e triglicerídeos anualmente (atenção para os níveis de LDL abaixo de 100 mg/dL).
Os objetivos imediatos são tratar a cetoacidose diabética e os altos níveis de glicose sanguínea. Como o diabetes tipo 1 começa subitamente e tem sintomas graves, as pessoas que acabaram de ser diagnosticadas podem precisar ir ao hospital.
Os objetivos do tratamento a longo prazo são:
Insulin pump
Essas metas são obtidas por meio de:
Não há cura para o diabetes. O tratamento consiste em remédios, dieta e prática de exercícios físicos para controlar a glicemia e impedir os sintomas.
APRENDA ESTAS TÉCNICAS
A técnica de gerenciamento básico do diabetes ajuda a afastar a necessidade de cuidados de emergência.
Essas técnicas incluem:
Depois que você aprender os passos básicos de cuidados com o diabetes, saiba como a doença pode causar problemas de saúde a longo prazo e quais são as melhores maneiras de impedir esses problemas. Revise e atualize o seu conhecimento, pois novas pesquisas e melhores métodos de tratar o diabetes estão constantemente sendo desenvolvidos.
AUTOTESTE
Se você é diabético, seu médico pode pedir que realize a verificação dos níveis de glicemia regularmente em casa. Existem vários aparelhos disponíveis, e eles usam apenas uma gota de sangue. A automonitoração indica se a dieta, a medicação e os exercícios físicos estão trabalhando juntos para controlar o diabetes. Ela ainda pode ajudar o médico a prevenir complicações.
Para monitorar a quantidade de glicose no sangue, diabéticos devem fazer exames de sangue regularmente. O procedimento pode ser feito em casa
A Associação Americana de Diabetes recomenda que se mantenham os níveis de açúcar no sangue em uma média baseada na sua idade. Converse sobre esses objetivos com seu médico.
Antes das refeições:
Antes de dormir:
O QUE COMER
Aprenda com seu médico sobre a quantidade de gordura, proteína e carboidratos necessária à sua dieta. Um nutricionista pode ajudar no planejamento das suas necessidades dietéticas. Diabéticos tipo 1 devem comer nos mesmos horários todos os dias e tentar ser consistentes com os tipos de alimentos selecionados. Isso ajuda a impedir que o nível glicêmico fique extremamente alto ou baixo.
Diabéticos tipo 2 devem seguir uma dieta bem balanceada com pouca gordura.
COMO ADMINISTRAR A MEDICAÇÃO
A medicação para tratar o diabetes consiste em insulina e comprimidos que reduzem o nível de glicose no sangue, chamados de drogas hipoglicêmicas.
Diabéticos tipo 1 não conseguem produzir sua própria insulina. Por isso, eles precisam de injeções de insulina. A insulina não é apresentada em comprimidos. Geralmente, são necessárias de uma a quatro injeções por dia. Algumas pessoas usam uma bomba de insulina. Ela é usada o tempo todo e secreta um fluxo constante de insulina durante o dia. Outras pessoas podem usar insulina inalável. Consulte também: Diabetes tipo 1
Diferentemente do tipo 1, o diabetes tipo 2 responde a um tratamento com exercícios físicos, dieta e medicamentos orais. Existem diversos tipos de remédios usados para reduzir a glicose sanguínea no diabetes tipo 2.
Durante a gravidez e a amamentação, os medicamentos podem ser trocados pela insulina.
A diabetes gestacional pode ser tratada com exercícios físicos e mudanças na dieta.
EXERCÍCIOS FÍSICOS
A prática regular de exercícios físicos é muito importante para os diabéticos. Ela ajuda no controle da glicemia, do peso e da hipertensão. Diabéticos que praticam exercícios têm menor probabilidade de sofrerem um ataque cardíaco ou AVC, em comparação àqueles que não praticam exercícios regularmente.
Faça o teste: Qual a atividade fisica ideal para você?
Aqui vão algumas considerações sobre a prática de exercícios físicos:
Se alterar a intensidade ou duração dos exercícios, você muito provavelmente terá de mudar sua dieta ou a dose do seu medicamento para que os níveis de glicose no sangue não baixem ou aumentem muito.
Pessoas com diabetes têm risco de lesão de vaso sanguíneo, que pode ser grave o suficiente para provocar danos aos tecidos nas pernas e pés
CUIDADOS COM OS PÉS
Diabéticos têm maiores probabilidades de sofrerem problemas nos pés. O diabetes pode lesar os vasos sanguíneos e os nervos e diminuir a capacidade do corpo de combater uma infecção.
Você pode não notar uma lesão no pé até que uma infecção apareça. Pode acontecer a morte da pele ou de outro tecido.
Se não for tratado, poderá ser necessário amputar o pé afetado. O diabetes é a doença que mais comumente leva a amputações.
Para prevenir lesões, verifique e cuide de seus pés todos os dias.
Com um bom controle da glicose e da pressão arterial, muitas das complicações do diabetes podem ser evitadas. Estudos mostram que o controle rígido dos níveis de glicemia, de colesterol e de pressão arterial nos diabéticos ajuda a minimizar o risco de doença hepática, ocular, do sistema nervoso, ataque cardíaco e AVC.
As complicações de emergência incluem:
As complicações de longo prazo incluem:
Vá para o pronto-socorro ou ligue para o número de emergência local (como 192) se você tiver sintomas de cetoacidose:
Vá para o pronto-socorro ou ligue para o número de emergência local (como 192) se você tiver sintomas de níveis de glicose sanguínea extremamente baixos (coma hipoglicêmico ou reação grave à insulina):
Saiba como agir em caso de emergência
Manter o peso ideal e um estilo de vida ativo pode evitar o diabetes tipo 2. Atualmente, não existe nenhuma maneira de prevenir o diabetes tipo 1.
Não existem exames de triagem eficazes para o diabetes do tipo 1 em pessoas que não apresentam os sintomas.
A realização de exames de triagem para o diabetes tipo 2 em pessoas que não apresentam os sintomas é recomendado para:
Para evitar as complicações do diabetes, consulte seu médico pelo menos 4 vezes ao ano. Fale sobre quaisquer problemas que você tiver.
Faça os seguintes exames regularmente:
Alemzadeh R, Wyatt DT. Diabetes Mellitus. In: Kliegman RM, ed. Kliegman: Nelson Textbook of Pediatrics. 18th ed. Philadelphia, Pa: Saunders;2007:chap 590.
American Diabetes Association. Diagnosis and classification of diabetes mellitus. Diabetes Care. 2010;33 Suppl 1:S62-S69.
American Diabetes Association. Standards of medical care in diabetes -- 2010. Diabetes Care. 2010; 33 Suppl 1:S11-S61.
Eisenbarth GS, Polonsky KS, Buse JB. Type 1 Diabetes Mellitus. In: Kronenberg HM, Melmed S, Polonsky KS, Larsen PR. Kronenberg: Williams Textbook of Endocrinology. 11th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2008:chap 31.
Atualizado em 31/8/2011, por: A.D.A.M. Editorial Team: David Zieve, MD, MHA, and David R. Eltz. Previously reviewed by Ari S. Eckman, MD, Chief, Division of Endocrinology, Diabetes, and Metabolism, Trinitas Regional Medical Center, Elizabeth, NJ. Review provided by VeriMed Healthcare Network (6/28/2011).
Todas as doenças
A A.D.A.M., Inc. é reconhecida pela URAC, também chamada de American Accreditation HealthCare Commission (Comissão de Reconhecimento de Cuidados de Saúde) – www.urac.org. O programa de reconhecimento da URAC é uma auditoria independente com o objetivo de verificar se a A.D.A.M. segue padrões rigorosos de qualidade e responsabilidade. A A.D.A.M. está entre as primeiras empresas a conquistar essa importante distinção para informações e serviços de saúde on-line. Saiba mais sobre a política editorial, o processo editorial e a política de privacidade da A.D.A.M. A empresa é também um membro fundador da Hi-Ethics e segue os princípios da Health on the Net Foundation (Fundação da Saúde na Internet) – www.hon.ch.
As informações aqui fornecidas não poderão ser usadas durante nenhuma emergência médica, nem para o diagnóstico ou tratamento de doenças. Um médico licenciado deverá ser consultado para o diagnóstico ou tratamento de todas as doenças. Ligue para 192 em caso de emergências médicas. Os links para outros sites são fornecidos apenas a título de informação e não constituem um endosso a eles. 1997- 2011 A.D.A.M., Inc. A reprodução ou distribuição das informações aqui contidas é estritamente proibida.