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Gravidez ectópica

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Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Foto: ADAM

Gravidez ectópica

Definição

A gravidez ectópica é uma gravidez anormal que ocorre fora do útero. O bebê (feto) não consegue sobreviver e geralmente nem se desenvolve nesse tipo de gravidez.

Nomes alternativos

Gravidez tubária; Gravidez cervical; Gravidez abdominal

Causas, incidência e fatores de risco

A gravidez ectópica ocorre quando a gestação começa fora do útero. O local mais comum de ocorrer uma gravidez ectópica é dentro de um dos tubos (trompas de Falópio) através dos quais os óvulos passam do ovário para o útero. Entretanto, em casos raros, a gravidez ectópica pode ocorrer no ovário, na região do estômago ou no colo do útero.

Essa gestação é geralmente causada por fatores que impedem ou retardam o movimento do óvulo fertilizado da trompa de Falópio para o útero. Isso pode ser em razão de um bloqueio físico (cicatriz) na trompa decorrente de fatores hormonais ou outros, como fumar.

A maioria dos casos de bloqueio é causada por:

  • Gravidez ectópica anterior
  • Infecção anterior nas trompas de Falópio
  • Cirurgia nas trompas de Falópio

Até 50% das mulheres que tiveram uma gravidez ectópica tiveram inchaço (inflamação) nas trompas de Falópio (salpingite) ou doença inflamatória pélvica (DIP).

Alguns casos de gravidez ectópica podem ser causados por:

  • Defeitos de nascença nas trompas de Falópio
  • Complicações de um apêndice rompido
  • Endometriose
  • Cicatriz causada por uma cirurgia pélvica anterior

Fatores que também podem aumentar o risco de gravidez ectópica:

  • Idade superior a 35 anos
  • Ter muitos parceiros sexuais
  • Fertilização in vitro

Algumas vezes, a causa é desconhecida.

Outras vezes, a mulher engravida depois de fazer uma ligadura de trompas (esterilização tubária). A gravidez ectópica acontece com mais frequência em dois anos ou mais após o procedimento e não logo após a ligadura. No primeiro ano após a esterilização, somente cerca de 6% dos casos de gravidez são ectópicos, mas a maioria das gestações que ocorre entre dois e três anos após a esterilização tubária será de gravidez ectópica.

A gravidez ectópica também ocorre com mais frequência em mulheres que:

  • Fizeram cirurgia de reversão da esterilização tubária para poder engravidar
  • Usavam um dispositivo intrauterino (DIU) e ficaram grávidas (muito improvável de acontecer quando o DIU está no lugar correto)

A gravidez ectópica ocorre 1 vez entre 40 a 100 gestações.

Sintomas

  • Sangramento vaginal anormal
  • Amenorreia
  • Sensibilidade nos seios
  • Dor lombar
  • Cólica leve em um dos lados da pélvis
  • Náusea
  • Dor no baixo abdome ou região pélvica

Se a região da gravidez anormal se romper e apresentar hemorragia, os sintomas podem piorar.

Eles podem incluir:

  • Sensação de desmaio ou desmaio real
  • Pressão intensa no reto
  • Dor na região dos ombros
  • Dor forte, aguda e repentina no baixo abdome

Uma hemorragia interna causada por ruptura pode provocar pressão arterial baixa e desmaio em cerca de uma em cada 10 mulheres.

Exames e testes

O médico realizará um exame pélvico, que pode indicar sensibilidade na região pélvica.

Possíveis testes incluem:

Um aumento nos níveis de HCG quantitativo pode ajudar a diferenciar uma gravidez normal (intrauterina) de uma gravidez ectópica. As mulheres com níveis altos devem realizar um ultrassom vaginal para identificar se a gravidez é normal.

Foto: ADAM

Laparoscopia pélvica

Outros exames podem ser feitos para confirmar o diagnóstico:

  • D e C
  • Laparoscopia
  • Laparotomia

A laparoscopia é realizada quando uma cirurgia menos invasiva é desejada. Também é chamada de cirurgia do "band-aid".

Isso porque apenas pequenas incisões precisam ser feitas para acomodar os instrumentos cirúrgicos usados para visualizar o conteúdo abdominal e realizar a cirurgia.

Tratamento

A gravidez ectópica não pode ser mantida até o parto. As células em desenvolvimento devem ser removidas para salvar a vida da mãe.

Se a região da gravidez ectópica se romper, será necessário procurar ajuda médica imediatamente. A ruptura pode causar choque, caracterizando uma situação de emergência.

Possíveis tratamentos para o caso de choque:

  • Transfusão de sangue
  • Líquidos administrados por via intravenosa
  • Manter a paciente aquecida
  • Oxigênio
  • Manter as pernas elevadas

Se ocorrer ruptura, uma cirurgia (laparotomia) será realizada para interromper a perda de sangue.

Essa cirurgia também é feita para:

  • Confirmar uma gravidez ectópica
  • Remover a gravidez anormal
  • Corrigir danos ao tecido

Em alguns casos, talvez seja necessário retirar a trompa de Falópio.

Os tratamentos cirúrgicos mais comuns no caso de uma gravidez ectópica em que não ocorreu ruptura são a minilaparotomia e a laparoscopia. Se o médico entender que não vai ocorrer ruptura, ele pode receitar um medicamento chamado metotrexato e monitorar a paciente. É possível que sejam realizados exames de sangue e testes da função hepática.

Evolução (prognóstico)

Um terço das mulheres que teve uma gravidez ectópica é capaz de engravidar posteriormente. Uma nova gravidez ectópica pode ocorrer em um terço das mulheres. Algumas mulheres não engravidam novamente.

A probabilidade de uma gravidez bem-sucedida depende de alguns fatores:

  • A idade da mulher
  • Se ela já teve filhos
  • O motivo da primeira gravidez ectópica

A taxa de mortalidade por gravidez ectópica nos Estados Unidos diminuiu nos últimos 30 anos para menos de 0,1%.

Complicações

A complicação mais comum é a ruptura com hemorragia interna, que causa choque. A morte por causa da ruptura é rara.

Ligando para o médico

Ligue para o seu médico se você apresentar sintomas de gravidez ectópica (principalmente dor no baixo abdome ou sangramento vaginal anormal). É possível desenvolver uma gravidez ectópica se você for capaz de engravidar (fértil) e sexualmente ativa, mesmo se usar algum método contraceptivo.

Prevenção

A maioria das formas de gravidez ectópica que ocorre fora das trompas de Falópio é provavelmente inevitável. Entretanto, é possível evitar uma gravidez tubária (o tipo mais comum de gravidez ectópica) em alguns casos evitando condições que possam deixar cicatrizes nas trompas.

Medidas que podem reduzir riscos:

  • Evitar fatores de risco para a doença inflamatória pélvica (DIP), como ter muitos parceiros sexuais, praticar sexo sem camisinha e contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST)
  • Diagnóstico e tratamento precoces de DST
  • Diagnóstico e tratamento precoces de salpingite e DIP
  • Parar de fumar

Referências

Houry DE, Salhi BA. Acute complications of pregnancy. In: Marx JA, ed. Rosen's Emergency Medicine: Concepts and Clinical Practice. 7th ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2009:chap 176.

Lobo RA. Ectopic pregnancy: Etiology, pathology, diagnosis, management, fertility prognosis. In: Katz VL, Lentz GM, Lobo RA, Gershenson DM, eds. Comprehensive Gynecology. 5th ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2007:chap 17.

Barnhart KT. Ectopic pregnancy. N Engl J Med. 2009;361:379-387.

Atualizado em 21/2/2010, por: Linda J. Vorvick, MD, Medical Director, MEDEX Northwest Division of Physician Assistant Studies, University of Washington School of Medicine; and Susan Storck, MD, FACOG, Chief, Eastside Department of Obstetrics and Gynecology, Group Health Cooperative of Puget Sound, Redmond, Washington; Clinical Teaching Faculty, Department of Obstetrics and Gynecology, University of Washington School of Medicine. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

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