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Herpes simples

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Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Definição

A herpes simples é uma infecção viral que afeta principalmente a área bucal ou genital.

Causas, incidência e fatores de risco

Existem dois grupos de vírus da herpes simples:

  • vírus da herpes simples tipo 1 (HSV-1) é normalmente associado a infecções dos lábios, da boca e da face. Esse é o vírus mais comum de herpes simples e muitas pessoas o desenvolvem na infância. O HSV-1 frequentemente causa feridas (lesões) no interior da boca, como aftas, ou infecção do olho (principalmente na conjuntiva e na córnea). Também pode levar a uma infecção no revestimento do cérebro (meningoencefalite). É transmitido por meio de contato com a saliva infectada. Na vida adulta, cerca de 30-90% das pessoas já têm anticorpos contra o HSV-1.

  • O vírus da herpes simples 2 (HSV-2) é normalmente, mas não sempre, transmitido sexualmente. Os sintomas incluem úlceras ou feridas genitais. Entretanto, algumas pessoas com HSV-2 não apresentam sintomas. A infecção cruzada dos vírus do tipo 1 e 2 pode acontecer se houver contato oral-genital. Isto é, pode-se pegar herpes genital na boca ou herpes oral na área genital.

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Foto: ADAM

Esta visualização em close de uma erupção de herpes inicial mostra pequenas bolhas agrupadas e muita vermelhidão

Uma infecção no dedo, chamada de panarício herpético, é outra forma de infecção do HSV. Geralmente atinge trabalhadores da área de saúde que foram expostos à saliva durante os procedimentos. Às vezes, crianças também podem pegar essa doença.

O HSV pode infectar um feto e causar anormalidades. A mãe infectada pode transmitir o vírus ao recém-nascido em partos vaginais, principalmente se ela tiver uma infecção ativa no momento do parto. Entretanto, 60-80% das infecções do HSV adquiridas por recém-nascidos ocorrem em mulheres que NÃO apresentam sintomas de infecção de HSV ou histórico de infecção de HSV genital.

É possível que o vírus seja transmitido mesmo quando não há sintomas ou feridas visíveis. Dois terços das pessoas com a infecção do HSV têm recorrências dos sintomas, e um terço têm três ou mais recorrências (surtos) por ano.

O HSV nunca é eliminado do organismo, mas permanece dormente e pode ser ativado, causando sintomas.

Sintomas

  • Aftas ou úlceras - geralmente na boca, nos lábios e nas gengivas, ou nas genitais
  • Nódulos linfáticos aumentados no pescoço ou na virilha (geralmente somente no momento inicial da infecção)
  • Herpes de boca
  • Febre - especialmente durante o primeiro episódio
  • Lesões genitais - podem começar com uma sensação de queimação ou formigamento
  • Aftas

Sinais e testes

Muitas vezes, os médicos conseguem detectar uma infecção de HSV simplesmente olhando as feridas. Entretanto, certos testes podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico. Esses testes incluem:

  • Exames de sangue para anticorpos de HSV (sorologia)
  • Teste de anticorpo fluorescente direto das células extraídas de uma lesão
  • Cultura viral da lesão

Tratamento

Alguns casos não são graves e não precisam de tratamento.

Pessoas que têm surtos graves ou prolongados (principalmente se for o primeiro episódio), que têm problemas no sistema imunológico ou aquelas que têm recorrência frequente se beneficiam de medicamentos antivirais, como aciclovir, famciclovir e valaciclovir.

Pacientes com recorrências graves ou frequentes de herpes oral ou genital podem optar por continuar com os medicamentos antivirais para reduzir a frequência e a gravidade dessas recorrências.

Evolução (prognóstico)

As lesões orais ou genitais costumam curar sozinhas em 7-10 dias. A infecção pode se agravar e durar mais tempo em pessoas que sofrem de alguma doença que enfraquece o sistema imunológico.

Depois que a infecção ocorre, o vírus se espalha até as células nervosas e permanece no corpo pelo resto da vida. Pode ressurgir de tempos em tempos e causar sintomas ou surtos. As recorrências podem ser provocadas por excesso de luz solar, febre, estresse, doença aguda e medicamentos ou doenças que enfraqueçam o sistema imunológico (câncer, HIV/AIDS ou o uso de corticoesteroides, por exemplo).

Complicações

  • Dermatite herpetiforme (herpes espalhada pela pele)
  • Encefalite
  • Infecção do olho -- ceratoconjuntivite
  • Infecção da traqueia
  • Meningite
  • Pneumonia
  • Infecção prolongada grave em indivíduos imunossuprimidos

Ligando para o médico

Procure seu médico caso apresente sintomas que lembrem a infecção da herpes. Existem muitas doenças diferentes que podem causar lesões similares (principalmente na região genital).

Se você tiver um histórico de infecção de herpes e desenvolver lesões similares, informe seu médico caso elas não melhorem após 7-10 dias ou caso você sofra de alguma doença que enfraqueça o sistema imunológico.

Prevenção

É difícil de prevenir a infecção de HSV, pois o vírus pode ser espalhado mesmo por pessoas que não apresentam sintomas de um surto ativo.

Evitar contato direto com uma lesão aberta reduz o risco de infecção.

Pessoas com herpes genital devem evitar contato sexual enquanto houver lesões ativas. A prática de sexo seguro também pode reduzir o risco de infecção -- o que inclui o uso do preservativo.

As pessoas com lesões do HSV ativas devem evitar, ainda, contato com recém-nascidos, crianças com eczema ou pessoas com sistema imunológico suprimido, pois eles compõem grupos de risco para doenças mais graves.

Para minimizar o risco de infectar recém-nascidos, é recomendada a cesariana para gestantes que possuem uma infecção ativa de HSV no momento do parto.

Referências

Whitley RJ. Herpes simplex virus infections. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier. 2007: chap 397.

Atualizado em 28/8/2009, por: David C. Dugdale, III, MD, Professor of Medicine, Division of General Medicine, Department of Medicine, University of Washington School of Medicine; and Jatin M. Vyas, MD, PhD, Assistant Professor in Medicine, Harvard Medical School, Assistant in Medicine, Division of Infectious Disease, Department of Medicine, Massachusetts General Hospital. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

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