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Infecção vaginal por fungo

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Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Definição

Foto: ADAM

Candida, mancha fluorescente

A infecção vaginal por fungos é uma infecção normalmente causada pelo fungo Candida albicans.

Este filme microscópico (identificado na figura ao lado) mostra uma mancha fluorescente de Cândida. A Cândida é uma levedura (fungo) que causa doenças brandas, mas em indivíduos imunodeficientes, pode provocar enfermidades fatais.

Nomes alternativos

Infecção por fungos – vagina; Candidíase vaginal; Monilíase vaginal

 

Causas, incidência e fatores de risco

A maioria das mulheres terá uma infecção vaginal em algum período da vida. O Candida albicans é um tipo comum de fungo. É frequentemente presente em pequenas quantidades na vagina, na boca, no trato digestivo e na pele. Geralmente, não causa doença nem sintomas.

O Candida e muitos outros germes ou micro-organismos habitam normalmente a vagina em estado de equilíbrio. Entretanto, quando a vagina desenvolve algumas condições favoráveis, o número de Candida albicans aumenta, originando a infecção.

Foto: ADAM

Infecções fúngicas

Algumas dessas condições favoráveis incluem:

  • Antibióticos usados para tratar de outras infecções, que alteram o equilíbrio natural entre os organismos na vagina ao reduzir a quantidade de bactérias protetoras
  • Gravidez, sofrer de diabetes, ou obesidade – todas essas situações criam condições que facilitam o aumento dos fungos

A candidíase vaginal não é uma doença sexualmente transmissível (DST). Entretanto, um pequeno número de homens desenvolvem sintomas como coceira e erupções no pênis após relações sexuais com uma parceira infectada.

Apresentar muitas infecções vaginais por fungos pode ser um sinal de outros problemas de saúde. Outras infecções vaginais e secreções podem ser confundidas com a candidíase vaginal.

Infecções que se repetem logo após o fim de um tratamento ou uma infecção por fungos que não responde a nenhum tratamento pode ser um sinal prévio de infecção do vírus HIV.

Sintomas

  • Secreção vaginal anormal
    • Secreção branca que varia de levemente líquida a grossa e encorpada (similar ao queijo cottage)
  • Dor na relação sexual
  • Dor ao urinar
  • Inchaço e vermelhidão da vulva
  • Coceira e queimação na vagina e nos lábios vaginais

Exames e testes

Será realizado um exame pélvico. Ele pode mostrar um inchaço (inflamação) na pele da vulva, na vagina ou no colo uterino (cérvix). O médico pode encontrar placas brancas e secas na parede vaginal.

Uma quantidade de secreção vaginal é examinada usando-se um microscópio (exame chamado citologia vaginal e teste do KOH). Esses testes comprovam o Candida.

Às vezes, uma cultura é feita quando a infecção não desaparece com tratamento ou quando ela retorna muitas vezes.

O médico também pode optar por testes para averiguar outras causas para os sintomas.

Tratamento

Existem apresentações de medicamentos para infecções vaginais por fungos tanto em cremes vaginais quanto em supositórios. 

O seu médico pode indicar miconazol, clotrimazol, tioconazol e butoconazol. Não interrompa o tratamento só porque os sintomas desapareceram. É necessário um ciclo de 3 a 7 dias, dependendo do medicamento. Se os sintomas forem mais graves ou houver muitas recorrências desta infecção, poderá ser necessário um ciclo mais longo, de até 14 dias.

Algumas mulheres que apresentam a infecção por fungos recorrentemente podem precisar ministrar o supositório vaginal de clotrimazol ou uma dose oral de fluconazol semanalmente para evitar futuras infecções.

Para auxiliar na prevenção e no tratamento do corrimento vaginal:

  • Mantenha sua área genital limpa e seca. Evite sabonetes e lave-se somente com água. Banhos de assento mornos, mas não quentes, podem aliviar os sintomas
  • Evite o uso de ducha vaginal. Embora muitas mulheres sintam-se mais limpas se utilizarem a ducha após a menstruação ou após relações sexuais, ela pode na verdade piorar o corrimento vaginal, pois remove a camada bacteriana saudável que protege a vagina de infecções
  • Consuma iogurte probiótico ou use tabletes de Lactobacillus acidophilus quando estiver sob o uso de antibióticos para prevenir a infecção por fungos
  • Use preservativos para evitar pegar ou passar doenças sexualmente transmissíveis
  • Evite o uso de qualquer produto de higiene íntima feminina
  • Evite vestir calças ou shorts apertados, que podem causar irritações
  • Use roupas íntimas de algodão ou meias-calças com forro de algodão. Evite roupas íntimas feitas de seda ou nylon, pois esses materiais não são muito absorventes e restringem a passagem de ar. Isso leva ao aumento de suor na região genital, provocando uma irritação
  • Prefira absorventes externos aos internos
  • Se for diabética, mantenha sua glicemia controlada

Evolução (prognóstico)

Os sintomas geralmente desaparecem completamente com o tratamento adequado.

Complicações

Foto: ADAM

Infecção secundária

Infecções crônicas ou recorrentes podem surgir quando não há tratamento adequado, quando há reinfecção ou quando há uma outra doença subjacente.

Pode ainda ocorrer uma infecção secundária. Coçar-se intensamente ou por muito tempo pode causar fissuras na pele da vulva, o que aumenta as chances de uma infecção.

Ligando para seu médico

Marque uma consulta com seu médico se:

  • Esta for a primeira vez em que há sintomas de candidíase genital
  • Há suspeita de infecção por fungos
  • Os sintomas não desaparecerem após o uso de cremes vaginais
  • Surgirem outros sintomas

Prevenção

Evite hidratação persistente e excessiva na região genital optando por roupas íntimas ou meias-calças com forro de algodão e calças largas. Evite usar roupas de banho ou roupas para exercícios por períodos longos e lave-as após o uso.

Referências

Nviriesy P. Vulvovaginal candidiasis and bacterial vaginosis. Infect Dis Clin North Am, 2008;22:637-652.

Eckert LO, Lentz GM. Infections of the lower genital tract: vulva, vagina, cervix, toxic shock syndrome, HIV infections. In: Katz VL, Lentz GM, Lobo RA, Gershenson DM, eds. Comprehensive Gynecology. 5th ed. Philadelphia, PA: Mosby Elsevier; 2007:chap 22.

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