Minha Saúde

enhanced by Google
 

Labirintite

Compartilhar:
Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Definição

Labirintite é um distúrbio do ouvido que inclui irritação e inchaço do ouvido interno.

Nomes alternativos

Labirintite bacteriana, labirintite serosa, neuronite — vestibular, neuronite vestibular, neurolabirintite viral, neurite vestibular

Causas, incidência e fatores de risco

Existem várias causas para labirintite. Normalmente, ela ocorre após uma infecção no ouvido (otite média) ou uma infecção do trato respiratório superior. Também pode ocorrer após uma alergia, colesteatoma, ou após a ingestão de certos medicamentos perigosos para o ouvido interno.

Foto: ADAM

O ouvido tem estruturas externa, média e interna. O tímpano e os três pequenos ossos conduzem o som do tímpano à cóclea

Durante a labirintite, as partes do ouvido interno ficam irritadas e inflamadas. Isso interfere em sua função, que inclui a capacidade de manter o equilíbrio.

As seguintes situações aumentam o risco de labirintite:

  • Ingestão de grandes quantidades de álcool
  • Fatiga
  • Histórico de alergias
  • Doença viral, infecção respiratória ou infecção do ouvido recentes
  • Fumo
  • Estresse
  • Uso de certos medicamentos com ou sem receita (principalmente ácido acetilsalicílico)

Sintomas

  • Sensação anormal de movimento (vertigem)
  • Dificuldade de focar a visão devido a movimentos oculares involuntários
  • Tontura
  • Perda de audição em um ouvido
  • Falta de equilíbrio, como cair para um lado
  • Náusea e vômitos
  • Zumbido ou outros ruídos nos ouvidos (tinnitus)

Exames e testes

Um exame físico e neurológico completo deve ser realizado. Um exame do ouvido pode não revelar qualquer problema.

Normalmente, o diagnóstico de labirintite não requer outros testes. Os testes serão feitos para descartar outras causas para os sintomas. Isso pode incluir:

Tratamento

A labirintite normalmente desaparece em algumas semanas. O tratamento inclui a redução dos sintomas, como as sensações giratórias.

Entre os medicamentos que podem reduzir os sintomas estão:

  • Anti-histamínicos
  • Corticoides como prednisona quando os sintomas são graves
  • Medicamentos como proclorperazina para controlar náusea e vômitos
  • Remédios para aliviar a tontura como meclizina ou escopolamina
  • Medicamentos hipnóticos sedativos

Problemas persistentes de equilíbrio podem melhorar com fisioterapia.

Para evitar a piora dos sintomas durante os episódios de labirintite, tente fazer o seguinte:

  • Fique parado e descanse quando os sintomas aparecerem
  • Retome a atividade gradualmente
  • Evite alterações bruscas de posição
  • Não tente ler quando os sintomas ocorrerem
  • Evite luzes claras

Pode ser que você precise de ajuda para caminhar quando os sintomas ocorrerem. Evite atividades perigosas como dirigir, operar máquinas pesadas e escalar até uma semana após o desaparecimento dos sintomas.

Evolução (prognóstico)

Se tiver vômitos, pode ser necessário ser internado no hospital. Os sintomas graves normalmente desaparecem em uma semana. A maioria dos pacientes fica totalmente bem dentro de dois a três meses. A tontura contínua normalmente persiste em pacientes mais velhos.

A audição geralmente volta ao normal. Em alguns casos, a perda de audição pode ser permanente.

Complicações

  • Lesões a si mesmo e aos outros durante os ataques de vertigem
  • Perda de audição permanente (raro)
  • Disseminação da inflamação para outras áreas do ouvido ou para o cérebro (raro)

Ligando para o médico

Ligue para seu médico se tiver tontura, vertigem, perda do equilíbrio ou outros sintomas de labirintite. Também ligue se tiver perda de audição.

Entre os sintomas urgentes ou de emergência estão: visão dupla, fraqueza ou paralisia, fala enrolada, convulsões, desmaios, vômitos persistentes ou vertigem acompanhada de febre acima de 38 graus Celsius.

Prevenção

O tratamento imediato de infecções respiratórias ou do ouvido pode ajudar a evitar a labirintite.

Referências

Polensek SH. Labyrinthitis. In: Ferri FF, ed. Ferri’s Clinical Advisor 2011. 1st ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier; 2010.

Todas as doenças
Ver de novo