Falência dos rins poderia ser evitada com exames simples

Doença renal crônica manteve 90 mil brasileiros em diálise em 2011, com um custo anual de dois bilhões de reais

iG São Paulo |

Saber o que pode causar uma doença é o primeiro passo para evitá-la. Com essa premissa, governos, profissionais de saúde, hospitais e ONGs de saúde de todo o mundo lembram hoje o Dia Mundial do Rim. A data está cheia de ações voltadas para alertar sobre o que muita gente não sabe sobre esse órgão vital para o corpo humano.

Pouca gente sabe, por exemplo, que as duas principais causas de falência dos rins são a pressão alta e o diabetes. E o pior: a maioria só é diagnosticada quando os rins já estão funcionando com apenas 50% da capacidade.

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Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), um em cada 10 adultos tem doença renal crônica. Um verdadeiro exército de doentes que, invariavelmente, acabará trilhando dois caminhos: diálise e transplante renal. O último censo de SBN, divulgado em 2011, mostrou que mais de 90 mil brasileiros fazem diálise, com um custo anual de dois bilhões de reais e uma taxa de mortalidade de 17% no último ano.

“Muitas pessoas morrem sem sequer ter acesso a essa terapia, por falta de diagnóstico”, complementa Daniel Rinaldi, presidente da SBN.

Um drama que poderia ser evitado com mais informação e com exames simples e baratos, que deveriam ser feito anualmente, defende a nefrologista Deise Rosa de Boni de Carvalho, chefe do serviço de Nefrologia do Hospital São Vicente de Paulo (RJ).

Saiba mais sobre insuficiência renal aguda

“Estar atento à pressão arterial e fazer exames de urina e de dosagem de creatinina no sangue são medidas simples, mas muito importantes. Se o exame de urina mostrar a presença continuada de proteína, pode ser indício de uma lesão renal, às vezes, em fase inicial. Já a creatinina é uma substância do sangue que é filtrada pelos rins. Uma quantidade aumentada dela no sangue significa a diminuição da função renal”, explica a médica.

Em muitos casos, o diagnóstico precoce e o tratamento da doença na fase inicial podem evitar que a doença progrida para fases mais avançadas. E como a doença renal crônica muitas vezes está associada ao diabetes, pressão alta e doenças do coração, o seu tratamento também ajuda a evitar outras complicações como infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC).

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Para alertar os governantes e a população para a gravidade da doença a SBN inicia hoje (8) a campanha “Rins em Defesa da Vida” com a iluminação em vermelho, azul e amarelo de prédios e monumentos em diversas cidades brasileiras. No Rio, o monumento iluminado será o Cristo Redentor. Em São Paulo receberão as cores do Dia do Rim a Ponte Estaiada, o Vale do Anhangabaú, o Monumento às Bandeiras, o Obelisco e a torre de transmissão da Rede Bandeirantes.

SAIBA MAIS

Quem tem mais risco de ter doença renal:
Pessoas com doenças cardiovasculares
Quem tem doença renal na família
Diabéticos
Idosos
Hipertensos

Fique atento e vá ao médico caso tenha:
Fraqueza
Cansaço
Inchaço no rosto, nos pés ou nas pernas
Dificuldades para urinar
Urina com espuma ou com alterações na cor (escura ou avermelhada)
Aumento ou redução da quantidade habitual de urina

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