Médica brasileira consegue cruzar fronteira para atender na Faixa de Gaza

Liliana Mesquita Andrade fez cirurgia plástica reparadora em mutilados e 80% dos seus pacientes são crianças

BBC |

BBC

A médica anestesista brasileira Liliana Mesquita Andrade aderiu há dois anos à ONG internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e em junho passou um mês na Faixa de Gaza em um programa de cirurgias plásticas de reconstrução.

Leia a história das médicas que foram para o Haiti e descobriram um remédio universal

Segundo a organização, o número de pessoas que sofrem com complicações causadas por ferimentos sérios vem aumentando em Gaza nos últimos anos, mas com o bloqueio israelense (que controla os espaços aéreo e marítimo, além de tudo que entra e sai do território) é difícil ter acesso a cuidados médicos especializados.

Leia mais em mundo:

Saiba fatos e conflitos entre Israel e Palestinos

Bloqueio israelense a Gaza fortaleceu hamas, afirma ONU

Apesar de familiar, conflito entre Israel e palestinos tem novas condições

Em 2010 a MSF assinou um acordo com autoridades de saúde e deu início ao programa, com autorização do governo israelense, focando em cirurgias plásticas reparadoras.

As cirurgias mais comuns são aquelas para corrigir efeitos resultantes de queimaduras, ferimentos nas mãos, contratura de pele (nas axilas, cotovelos e mãos), amputação de dedos e sindactilismo (má formação congênita caracterizada pela junção ou fusão, completa ou parcial, de dois ou mais dedos das mãos ou dos pés).

O médico que é um artista plástico de sorrisos

Em sua sexta missão pela organização, Liliana já passou pelo Paquistão, Sudão do Sul, República Centro Africana e Haiti, mas diz que em Gaza percebeu o sentido verdadeiro da vocação como médica. Mais de 80% de seus pacientes no período eram crianças.

Ela conta que juntou-se à ONG por questões pessoais e paixão pela medicina, motivações que ela pôde colocar em prática em Gaza, onde disse ter sentido que seu diploma "foi revalidado".

Veja a galeria de fotos

A médica anestesista brasileira Liliana Mesquita Andrade aderiu há dois anos à ONG internacional Médicos Sem Fronteiras e em junho deste ano passou um mês na Faixa . Foto: Isabelle Merny/MSFO primeiro paciente, um menino de menos de dois anos, sofria de má formação congênita e tinha todos os dedos da mão grudados. Foto: Liliana Mesquita/MSFEm sua 6º missão, Liliana já passou pelo Paquistão, Sudão do Sul, República Centro Africana e Haiti, mas diz que em Gaza sentiu que seu diploma “foi vocação". Foto: Liliana Mesquita/MSFAs cirurgias são feitas em hospitais de campanha, organizados sob tendas divididas em salas de operação e espaço para que as mães aguardem os filhos. Foto: Liliana Mesquita/MSFQueimaduras devido a explosões, acidentes domésticos e ainda sequelas de guerras e ataques também integram a lista dos principais problemas das crianças operadas. Foto: Liliana Mesquita/MSFLiliana era a única brasileira a integrar a equipe médica da MSF em Gaza, além do alemão anestesista, dois cirurgiões franceses e  1 enfermeiro italiano. Foto: Liliana Mesquita/MSF


Notícias Relacionadas


    Mais destaques

    Destaques da home iG