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Acompanhada há meses por uma equipe médica que trabalhava para descobrir o que estava causando dores em seu peito, a australiana Georgia McLennan é diagnosticada com um tipo de câncer que evolui rapidamente

Quando viram o resultado do exame de McLennan, com câncer por todo o corpo, médicos acharam que ela não sobreviveria
Arquivo pessoal
Quando viram o resultado do exame de McLennan, com câncer por todo o corpo, médicos acharam que ela não sobreviveria

Por meses, a enfermeira Georgia McLennan, de 24 anos, sofreu com dores muito fortes em todo seu corpo. Toda vez que ela ia ao hospital, ninguém conseguia identificar o que poderia ocasionar aquela sensação angustiante que ela descrevia. Foram três meses indo e voltando aos consultórios, até que um exame de mapeamento conseguiu revelar que seu corpo estava tomado por um tipo de câncer muito agressivo.

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Exame apontou que o câncer havia se espalhado por todo o corpo da australiana
Arquivo pessoal
Exame apontou que o câncer havia se espalhado por todo o corpo da australiana

O resultado da tomografia assustou os médicos. O  câncer  já tinha se espalhado em todo o corpo da australiana em pouco tempo. A situação era tão grave que os médicos acharam que McLennan morreria em poucos dias.

"Descobri, mais tarde, que a equipe médica chegou a pensar que eu iria morrer naquele fim de semana", contou ela ao Boletim Gold Coast. "Eu nem estava com minha mãe lá porque eu realmente não havia me preocupado com a possibilidade de ser câncer", lembrou.

Foram tantos dias investigando o caso, que começou com uma “inocente” dor no peito no fim do ano de 2016, que nenhum médico imaginou que poderia ser algum tipo de tumor e que o quadro poderia evoluir tão rapidamente.


Os exames realizados até o momento não aparentavam nenhuma anormalidade. Segundo a paciente, a situação chegou a um ponto em que os médicos a questionaram se a dor que ela sentia poderia estar vindo apenas de sua cabeça, como algo psicológico.

"Eu tinha tanta dor que eu estava indo uma ou duas vezes por semana para o médico. Foi nessa época que me perguntaram se talvez estivesse tudo na minha cabeça", lembrou ela.

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Linfoma de Burkitt

Ao analisarem o exame, McLennan foi diagnosticada com linfoma de Burkitt , um tipo de câncer chamado de linfoma não hodgkin que é capaz de duplicar seu tamanho em apenas 24 horas.

"A hematologista inicialmente não sentiu que era linfoma, porque eu não tinha os sintomas comuns da doença, como perda extrema de peso, erupções cutâneas, febres e suores noturnos", contou a australiana, que afirmou estar tão inchada na época que parecia grávida.

Comum em meninos com até 10 anos de idade, pessoas imunodeprimidas, com HIV ou com o vírus Epstein-Barr, o câncer pode afetar o osso maxilar ou a região abdominal.

Os sintomas realmente não são percebidos no início, só quando a doença está avançada. A maioria deles são: aumento dos linfonodos do pescoço, axilas ou virilha, suor noturno excessivo, febre, coceira na pele, emagrecimento sem causa aparente.

Apesar de bastante impressionante, quando tratada corretamente, as chances de cura são altas. No caso de McLennan, ela precisou passar por três meses de quimioterapia e injeções espinhais semanalmente para tratar os tumores.

O tratamento geralmente é feito com a combinação de vários medicamentos, e é bastante agressivo, com a necessidade de internação do paciente até o final do processo.

Em agosto, a australiana teve sua décima e última rodada de quimioterapia e agora está em remissão. A Geórgia compartilhou sua história para conscientizar os sinais do câncer com a esperança de salvar a vida de outras pessoas.

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