﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title><![CDATA[Histórias de Médico: vidas dedicadas à Medicina - Saúde - iG]]></title><link></link><description><![CDATA[Leia histórias que acontecem nos consultórios e hospitais sob a ótica dos médicos.]]></description><language>pt-BR</language><pubDate>Sat, 5 Jan 2013 06:00:40 -0200</pubDate><lastBuildDate>Sat, 5 Jan 2013 06:00:40 -0200</lastBuildDate><docs>http://www.ig.com.br/rss/</docs>    <copyright>Copyright Sistemas Web - Internet Generation. Todos os direitos reservados.</copyright><atom:link xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" href="" rel="self" type="application/rss+xml" /><image><title><![CDATA[Histórias de Médico: vidas dedicadas à Medicina - Saúde - iG]]></title><url>http://images.ig.com.br/logo_ig.gif</url><link></link><width>65</width><height>80</height></image><item><title><![CDATA[O médico da floresta]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2013-01-05/o-medico-da-floresta.html</link><description><![CDATA[<p><strong  itemprop="name">Chris Bertelli</strong></p>Geriatra pesquisa a longevidade de um município amazônico e acredita que ele mesmo vai viver até os cem anos<p></p><p></p><p>Aos 72 anos, filho de pais longevos, o médico geriatra Euler Ribeiro estuda os hábitos de vida que levam a população ribeirinha do Amazonas a viver mais – e melhor!</p><p>Formado em Medicina há 45 anos, no Belém do Pará, completou os estudos em São Paulo e nos Estados Unidos. De volta a Manaus, ajudou a construir a primeira faculdade de medicina do Estado e virou professor da entidade.</p><p><a href="http://twitter.com/#!/igsaude" target="_self" data-mce-href="http://twitter.com/#!/igsaude">Siga o iG Saúde no Twitter</a></p><p>Por um tempo, o médico flertou com a política, foi secretário de saúde do Estado e deputado federal. Mas o amor pela profissão falou mais alto: largou a vida pública e começou a pesquisar o envelhecimento da população.</p><p><strong>Leia:&nbsp;</strong><a data-mce-href="http://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2013-01-04/conheca-a-dieta-amazonica.html" href="http://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2013-01-04/conheca-a-dieta-amazonica.html" target="_self">Conheça a dieta amazônica</a></p><p>As pesquisas formaram uma base concreta para o surgimento da Universidade Aberta da Terceira Idade, em que são conduzidos diversos projetos em parceria com importantes faculdades de todo o País, como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e internacionais, como a Universidade de Leon, na Espanha.</p><p><strong>Leia mais:&nbsp;</strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/2012-06-18/pesquisa-revela-segredo-da-longevidade-no-japao.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/2012-06-18/pesquisa-revela-segredo-da-longevidade-no-japao.html">Pesquisa revela segredo da longevidade no Japão</a></p><p>Embora em contato com pesquisadores de todo o mundo, o médico se autodenomina um “homem da floresta”.</p><p>“Na casa dos meus pais a alimentação era à base de peixe, frutas e farinha, bem semelhante ao ribeirinho”, relata.</p><p>Carne vermelha não entra na dieta do especialista. Fritura e sal também não. Euler se alimenta de três em três horas, come muita fruta e derivados do leite. Além disso, toma pelo menos três litros de água ou suco por dia.</p><p>Exercícios, relata ele, são fundamentais para manter a boa forma e a saúde. O geriatra caminha quatro quilômetros três vezes por semana. Descansar também é essencial.</p><p>“Procuro dormir no mínimo 8h por dia. Quero ser um centenário”, admite.</p><p>O único arrependimento é ter fumado durante alguns anos, hábito que levou a uma isquemia transitória.</p><p>“Desse dia em diante, não fumei mais e adotei de vez os exercícios”, ressalta.</p><p>Pai de um casal, fala em esconder o orgulho dos filhos já formados.</p><p>“Minha filha é procuradora do estado e meu filho é cirurgião plástico. Tenho também netos muito espertos. E o que tento deixar de lição para eles é que viver é bom, mas é preciso ter qualidade. Ressalto a importância de comer corretamente. Vivo da forma que prego para meus pacientes”, finaliza.</p><p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/">Leia mais notícias de saúde</a></p>]]></description><pubDate>Sat, 5 Jan 2013 06:00:40 -0200</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2013-01-05/o-medico-da-floresta.html</guid></item><item><title><![CDATA[Quando um
viciado não está pronto para aceitar ajuda]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-10-27/quando-um-viciado-nao-esta-pronto-para-aceitar-ajuda.html</link><description><![CDATA[<p><strong  itemprop="name">The New York Times</strong></p>Especialista em abuso de drogas explica como o vício inibe a capacidade de resistir ao uso e porque a internação contra a vontade ainda é uma questão controversa<p></p><p></p><p class=" ">“Eu sou viciado em analgésicos”, disse J., um atarracado trabalhador da construção civil, em uma tarde na sala de emergência, com a esposa ao seu lado. Dois anos antes, depois de meses de <a href="http://saude.ig.com.br/dor/" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/dor/">dor</a>, rigidez e inchaço nas mãos e pescoço, o clínico geral de J. havia lhe dado um diagnóstico de <a data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/artrite-reumatoide/ref1238131670598.html" href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/artrite-reumatoide/ref1238131670598.html">artrite reumatoide</a> e prescrito três medicamentos: dois para retardar a doença e outro, oxicodona, para a dor.</p><p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/artrite-reumatoide/ref1238131670598.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/artrite-reumatoide/ref1238131670598.html">Saiba mais sobre artrite reumatoide na Enciclopédia da Saúde</a></p><p>Amparado pelo analgésico, J. se sentiu mais ágil e ativo do que em todos os últimos anos que vivera.&nbsp;“Finalmente consegui ficar à altura dos outros caras”, disse.</p><p>Ele começou a trabalhar ainda mais e a dor piorou. O clínico geral aumentou a dose de oxicodona. Não demorou até que J. começasse a desejar mais o barato do que o alívio que os comprimidos traziam. Ele consultou dois outros médicos que, sem saber que ele já estava recebendo receitas de outros, prescreveram medicamentos similares. Quando um colega de trabalho se ofereceu para lhe vender analgésicos sem intermediários, a situação saiu de controle.</p><p><a href="http://twitter.com/#!/igsaude%20%20" target="_self" data-mce-href="http://twitter.com/#!/igsaude%20%20">Siga o iG Saúde no Twitter</a></p><p>No momento em que eu o vi, ele estava tomando dezenas de comprimidos por dia, muitas vezes os esmagando e cheirando para acelerar o efeito. Com uma franqueza notável, ele descreveu como as <a href="http://saude.ig.com.br/drogas/" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/drogas/">drogas</a> tinham marcado todos os aspectos de sua vida – desde dias de trabalho perdido até dívidas crescentes, estado de saúde em deterioração e tensões conjugais. Porém, quando eu listei as opções de tratamento que poderiam ajudá-lo, J. balançou a cabeça, olhou para mim e para a esposa, e se levantou.</p><p>“Eu consigo ficar bem”, disse ele, levantando as mãos. Em seguida, saiu da sala. O desespero tomou o rosto de sua esposa. "Por favor", disse ela, agarrando o meu braço, "você não pode deixar que ele saia".</p><p>Por duas vezes, ela havia encontrado o marido caído no chão do banheiro na semana anterior. Nas duas ocasiões, não conseguiu despertá-lo. Embora ela tenha ligado para o 911, número de atendimento de emergências nos Estados Unidos, o hospital liberou J. poucas horas depois de ele ter sido admitido e insistido que a overdose havia sido acidental.</p><p>“Eu simplesmente sei que vou voltar para casa um dia e encontrá-lo morto”, disse a mulher.</p><p>Ela tinha bons motivos para se preocupar. O abuso de medicamentos prescritos é o problema de vício em drogas que mais cresce nos Estados Unidos. A cada 19 minutos, alguém morre em decorrência de uma overdose de medicamentos nos Estados Unidos, o triplo do índice registrado em 1990. E de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, os analgésicos (como a oxicodona) são os grandes culpados disso. Há mais mortes de pessoas motivadas pela ingestão dessas drogas do que pelo uso total de cocaína e heroína. No entanto, embora compartilhasse da preocupação da esposa de J., havia pouco que eu pudesse fazer para forçá-lo a ingressar em um tratamento.</p><p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/abuso-de-drogas/ref1238131675331.html%20%20" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/abuso-de-drogas/ref1238131675331.html%20%20">Leia mais sobre abuso de drogas na Enciclopédia da Saúde</a></p><p>Meu hospital fica em Rhode Island, um dos pouco mais de dez estados onde não existe tratamento obrigatório para alguém como J. (isto é, alguém que não está sob a competência do sistema de justiça criminal). Se J. fosse morador de Massachusetts, nas proximidades – ou de um dos mais de 20 outros estados que permitem o tratamento involuntário da dependência – eu teria sugerido que sua esposa pedisse a um juiz que forçasse o marido a se tratar. Se tivéssemos nos encontrado em qualquer de uma dúzia de outros estados, eu poderia, por conta própria, ter internado J. – contra a sua vontade, por até vários dias.</p><p><strong>Leia mais:</strong> <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/por+dia+21+jovens+sao+internados+por+uso+de+alcool+e+droga/n1597111606737.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/por+dia+21+jovens+sao+internados+por+uso+de+alcool+e+droga/n1597111606737.html">Por dia, 21 jovens são internados por uso de álcool e drogas no Brasil</a></p><p>Os requisitos para o tratamento involuntário do vício variam amplamente em todo o país, desde o uso da substância representar um grave perigo para alguém, para os outros ou para os seus bens, até o comprometimento do discernimento para a tomada de decisões, ou até mesmo algo tão vago quanto perder o controle sobre si mesmo.</p><p>Os estados abordam o tratamento obrigatório da doença mental com uma uniformidade muito maior. Nesse caso, ele é permitido em todos, e quase todos o restringem aos casos em que o paciente representa um perigo imediato para si mesmo e para os outros.</p><p>Essa norma comum deriva de uma série de processos judiciais federais que estabeleceram requisitos processuais e materiais para declarações de saúde mental. Mas embora a admissão de dependentes que não aceitaram ser tratados não seja nova, ela tem recebido bem menos atenção judicial.</p><p>Em um caso de 1962, Robinson v. Califórnia, o Supremo Tribunal considerou que embora a condenação declarada exclusivamente por conta da dependência de drogas fosse inconstitucional, "os estados podem estabelecer um programa de tratamento obrigatório para os viciados em narcóticos". Muitos o fizeram, outros não. O alto tribunal ainda tem que rever a questão.</p><p>Outro fator complicador é discordância da sociedade quanto à definição de vício: uma doença, uma falha moral ou um meio termo entre os dois. Muitos (muitas vezes os próprios pacientes) veem o abuso de drogas simplesmente como uma escolha. Sob este ponto de vista, justificar a autonomia perdida e a despesa para os contribuintes que sustentam o tratamento obrigatório se torna algo difícil.</p><p>No entanto, cada vez mais pesquisas têm revelado que a situação da dependência é muito mais complicada do que isso. Os conceitos cognitivos que nós normalmente associamos à "força de vontade" – motivação, determinação e capacidade de adiar a satisfação, resistir aos impulsos, considerar e fazer escolhas entre alternativas – surgem de diferentes vias neurais no <a href="http://saude.ig.com.br/cerebro/" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/cerebro/">cérebro</a>.</p><p>Os elementos característicos do abuso de drogas – desejo, intoxicação, dependência e retirada – correspondem às interrupções desses circuitos. Uma série de fatores genéticos e ambientais serve para reforçar ou atenuar esses efeitos. Esses dados ressaltam as maneiras poderosas por meio das quais o vício constrange a capacidade de resistir.</p><p>A existência irregular de leis ligadas ao tratamento involuntário para o vício criou algo estranho na Medicina: um cenário em que o padrão de atendimento difere radicalmente de um lugar para o outro. Mas há indícios de que mudanças estão a caminho. Em março, o Estado de Ohio aprovou uma lei autorizando internações involuntárias relacionadas a substâncias. A Pensilvânia está considerando um projeto de lei semelhante.</p><p>Em julho, o Estado de Massachusetts estend eu seu prazo máximo de tratamento involuntário de vício de 30 para 90 dias, um movimento impulsionado pela crescente epidemia de abuso de opiáceos na região. No mesmo mês, no entanto, a Califórnia encerrou seu programa de tratamento involuntário do abuso de drogas.</p><p>Essas mudanças chegam em um momento em que cada vez mais seguradoras privadas se recusam a cobrir até mesmo internações breves para tratamento do abuso de opiáceos, e em que os estados vivenciam uma séria escassez de recursos. Ainda assim, embora períodos curtos de internação involuntária façam sentido intuitivamente – proteger o paciente até que os efeitos da intoxicação se atenuem – há surpreendentemente poucos indícios sugerindo que um período de tratamento involuntário mais longo possa levar à abstinência ou impedir o comportamento que justificou a internação forçada do paciente. A ciência deve orientar a elaboração dessas leis; porém, por enquanto, não há embasamento empírico que as sustente judicialmente.</p><p>Enquanto observava o rosto pálido da esposa de J., decidi falar com ele novamente. Sem ter mais recursos para insistir que ele ficasse, eu sabia que ela queria que eu mudasse a opinião do marido. Ele estava perto da saída, de braços cruzados, com casaco fechado. Esperei ao lado dele. Por vários momentos, ele não disse nada. Então, eu me perguntei em voz alta se ele temia a dor física que existia para além de seu vício. Sem olhar para mim, concordou.</p><p>“E se pudermos encontrar uma maneira de tratar a sua dor e também dar um fim à dor que ela está causando a você e à sua família?”, perguntei. “Talvez, juntos, possamos ajudá-lo a ter a sua vida de volta.”</p><p>J. parou por um momento para considerar minha oferta. Por um instante, sua expressão se suavizou. Então, sem mais demora, sacudiu a cabeça e foi embora. A esposa o seguiu, em lágrimas.</p><p><em>* Por Paul Christopher (professor assistente de psiquiatria e comportamento humano da Universidade Brown)</em></p><p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/">Leia mais notícias de saúde</a></p>]]></description><pubDate>Sat, 27 Oct 2012 09:00:40 -0200</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-10-27/quando-um-viciado-nao-esta-pronto-para-aceitar-ajuda.html</guid></item><item><title><![CDATA[Cinco histórias de médicos]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-10-18/cinco-historias-de-medicos.html</link><description><![CDATA[<p><strong  itemprop="name">iG São Paulo</strong></p>No dia escolhido para celebrar a profissão, iG Saúde presta homenagem aos doutores<p>Dia 18 de outubro é celebrado no País o Dia do Médico. Veja a história de alguns doutores ainda em exercício no Brasil. Em especialidades diferentes e com início de carreiras distintos, a prioridade ao paciente é o elo entre o homem que já foi torneiro mecânico, o oncologista que costumava fazer curativos em amigos, o cirurgião plástico que escolheu o sorriso como atuação, a mulher que não esquece o Viagra na mochila e a ortopedista que foca nas Olímpiadas.&nbsp;</p><p></p><p></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/de-torneiro-mecanico-a-recordista-em-transplantes/n1597651094928.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/de-torneiro-mecanico-a-recordista-em-transplantes/n1597651094928.html">De torneiro mecânico à recordista de transplante de rim</a></p><p></p><p></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/aos-6-anos-ja-sabia-que-queria-ser-medico/n1597510108621.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/aos-6-anos-ja-sabia-que-queria-ser-medico/n1597510108621.html">"Aos 6 anos, já sabia que seria médico"</a></p><p></p><p></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-artista-plastico-de-sorrisos/n1597115151207.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-artista-plastico-de-sorrisos/n1597115151207.html">O artista plástico de sorrisos</a></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p class=" "><br></p><p class="        "><br></p><p class="        "><br></p><p class="        "><br></p><p class="        "><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/nao+viajo+sem+viagra/n1596991949732.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/nao+viajo+sem+viagra/n1596991949732.html">A médica da adrenalina que não viaja</a>&nbsp;<a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/nao+viajo+sem+viagra/n1596991949732.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/nao+viajo+sem+viagra/n1596991949732.html">sem Viagra</a></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p class="   "><br></p><p class="   "><br></p><p class="   "><br></p><p class="   "><a data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/medica-sonha-transformar-pacientes-com-paralisia-em-campeoes/n1597285277862.html" href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/medica-sonha-transformar-pacientes-com-paralisia-em-campeoes/n1597285277862.html" target="_self">Médica sonha transformar pacientes com paralisia em campeões</a></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p></p><p></p>]]></description><pubDate>Thu, 18 Oct 2012 08:00:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-10-18/cinco-historias-de-medicos.html</guid></item><item><title><![CDATA[Como os médicos reimplantaram parte do rosto de criança atacada por pitbull]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-09-05/como-os-medicos-reimplantaram-parte-do-rosto-de-crianca-atacada-por-pitbull.html</link><description><![CDATA[<p><strong  itemprop="name">Fernanda Aranda</strong></p>Veja no infográfico como os jovens Rachel e Guilherme, de 30 anos, fizeram a cirurgia pioneira em menino de apenas dois anos com lesões extensas na face. Paciente está recuperado e sem sequelas graves<p></p><p></p><p>Eles têm 30 anos de idade – e não de currículo – e já estão na história da cirurgia plástica brasileira.&nbsp;O casal de namorados, Rachel Baptista e Guilherme Barreiro, fez há três meses a reconstrução do rosto de um garoto de dois anos atacado por um pitbull.</p><p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/">Leia o especial com histórias de médicos</a></p><p>Salvaram a vida de Murilo, que poderia ter ficado desfigurado – além de impedido de comer, falar e beijar&nbsp;– mas hoje só tem&nbsp;cicatrizes em volta da boca, que não para de arriscar novas palavras no vocabulário infantil.</p><p>Para este feito, Rachel e Guilherme utilizaram técnicas de reimplantes faciais ainda pioneiras na literatura médica mundial. Manusearam o bisturi microscópico quase que por instinto. Era a primeira vez que o Hospital das Clínicas de São Paulo, famoso por atender os casos mais extremos da medicina brasileira, recebia um desafio tão complexo na área da cirurgia plástica reparadora: a lesão era extensa, a parte arrancada havia sido mastigada diversas vezes pelo cão e Murilo era muito pequeno.</p><p><strong>Leia:&nbsp;</strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/nao-sou-mais-um-monstro-diz-homem-que-fez-transplante-de-rosto/n1597386695729.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/nao-sou-mais-um-monstro-diz-homem-que-fez-transplante-de-rosto/n1597386695729.html">A história do jovem que fez um transplante facial</a></p><p>Tudo isso aconteceu em um dos raros dias de folga do casal, que começou com a proposta de curtir uma festa junina, mas terminou em uma operação de seis horas de muita tensão.</p><p><strong>Dia D</strong></p><p>Guilherme foi jogar basquete. Rachel se preparava para fazer as unhas. O combinado era aproveitar o sábado de folga para curtir uma festa junina organizada por um grupo de amigos. Trocaram mensagens pelo celular, mas por volta das 16h do dia 15 de junho o SMS trouxe um alerta.</p><p>“Recebi uma foto, enviada pelo residente do HC, de um paciente grave que acabara de chegar ao centro cirúrgico, trazido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar”, lembra Rachel.</p><p>“A imagem do garotinho sem parte das bochechas, com o nariz arrancado e sem o lábio superior, me deu a certeza de que eu precisava correr para o Clínicas”, conta a médica, que atualmente chefia a residência médica da cirurgia plástica do maior hospital da América Latina.</p><p><strong>Leia também:</strong> <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o+artista+plastico+de+sorrisos/n1597115151207.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o+artista+plastico+de+sorrisos/n1597115151207.html">O médico que é artista plástico de sorrisos</a></p><p>A mesma fotografia foi enviada a Guilherme, que correu para o hospital de bermudas, suado e já sem lembrar que tinha perdido feio aquele jogo na tarde de sábado. Rachel também abandonou a manicure antes do serviço completo e começou a manusear o bisturi sem esmalte nas unhas, em uma cirurgia arriscada e sem previsão de bons resultados.</p><p></p><p></p><p><strong>Vasos, veias e artérias</strong></p><p>O “caso Murilo” tinha muitas particularidades. O menino foi atacado pelo pitbull do vizinho enquanto brincava na rua. Estava com os avós maternos e, apesar de todo o desespero, a iniciativa do avô em pegar a parte mutilada que havia ficado no chão foi um fator decisivo para a plástica reparadora dar certo.</p><p>Nunca a equipe médica do HC havia recebido um paciente tão novo. Os vasos, veias e artérias que precisavam ser reconstruídos eram muito pequenos, “da finura de um risco de caneta”, compara Rachel.</p><p>“Além disso, a parte que precisava ser reimplantada havia sido mastigada, diversas vezes, por um cachorro de grande porte. Não era simplesmente costurar, como nos ensinaram na faculdade”, pontua Guilherme.</p><p>Tudo era tão microscópico naquela cirurgia que o casal Rachel e Guilherme, acompanhado pela equipe médica da Universidade de São Paulo (USP), precisou de concentração extra. O silêncio predominava na sala e qualquer movimento diferente poderia ser fatal para o sucesso da operação. Guilherme mal respirava. Rachel também evitava que o fluxo de ar a entrar e sair dos pulmões atrapalhasse a reconstrução. Seis horas de ausência de sons e fôlego preso. Ainda assim, não deu para suspirar de alívio após o fim da operação.</p><p><iframe src="http://extras.ig.com.br/infograficos/2012/saude/reconstrucao-facial/" frameborder="0" scrolling="no" width="988" height="662" data-mce-src="http://extras.ig.com.br/infograficos/2012/saude/reconstrucao-facial/"></iframe></p><p><strong>Memórias</strong></p><p></p><p></p><p>Tudo havia dado certo, mas as 48 horas após o processo cirúrgico podem provocar giros de 180 graus no quadro clínico do paciente (para o bem ou para o mal).&nbsp;Rachel e Guilherme, com a experiência dos cinco casos, em média, que operam diariamente, sabiam disso.</p><p>A literatura também preconiza esta cautela, com base nas 54.300 pessoas que, anualmente, precisam de uma cirurgia plástica após queimaduras, acidentes de carro ou domésticos, além de outras formas de violência que acabam exigindo as mãos dos cirurgiões plásticos (dados do último censo feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica sobre operações reparadoras e não estéticas realizadas no Brasil).</p><p>Mas os dois dias passaram, Murilo estava bem e Guilherme e Rachel quase cometeram o erro de comemorar antes do tempo. Os resultados da plástica reparadora eram tão bons que os namorados não conseguiam circular pelos corredores sem ser abordados e cumprimentados por outros profissionais –&nbsp;alguns deles “figurões” da plástica do HC.</p><p>Rachel, entre os parabéns ouvidos à exaustão, lembrava do tempo de menina, quando abria sapos, insetos e cuidava do olho-de-peixe do pé da melhor amiga, fatos que fizeram com que a decisão por ser médica nunca fosse dúvida. Já Guilherme puxava na memória aquele tempo de conflito sobre o futuro, quando não sabia se deixaria Campinas (interior de SP), moraria no Exterior, investiria na carreira de esportista profissional ou se aventuraria na profissão de médico.</p><p><strong>Novas marcas</strong></p><p>Ela formada pela USP, ele pela Unicamp. Os dois acabaram se encontrando na residência médica do Hospital das Clínicas há 3 anos. Engataram o namoro entre as jornadas de 36 horas de plantão e estavam ali, prontos para deixar seus nomes na plástica com a grife do HC.&nbsp;Até poderiam ficar metidos, mas...</p><p>“A cirurgia te deixa humilde e sempre puxa os seus pés para o chão”, define Guilherme.</p><p>“Já participamos de reconstruções de couro cabeludo, cirurgias na face de pacientes com câncer de boca, reconstruções de mãos de acidentados no trabalho que tinham tudo para ser memoráveis. Mas quando você vai bater no peito e ficar orgulhoso, o paciente complica, a reconstrução não dá certo e você percebe que nada é matemático.”</p><p><strong>Leia também:</strong> <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/o-que-pode-dar-errado-na-cirurgia-plastica/n1597279762822.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/o-que-pode-dar-errado-na-cirurgia-plastica/n1597279762822.html">O que pode dar errado na cirurgia plástica</a></p><p>O “caso Murilo” também fincou os pés de Rachel e Guilherme no chão. A falta de circulação de sangue nos lábios –&nbsp;que apareceu só 72 horas depois, quando o mundo da medicina já falava que a cirurgia era um “case de sucesso” –&nbsp;exigiu que o casal e o menino voltassem para a sala de operação.&nbsp;Foram mais quatro horas, sem respirar, reconstruindo veias e artérias microscópicas.</p><p>“Não é só o nosso desempenho pessoal que interfere. Temos a expectativa e a ansiedade dos parentes do paciente. Antes de falar com eles, ou de entrar em uma operação, sempre penso que eles são a minha família.”</p><p>Helen Rocha, mãe de Murilo, confirma a postura dos médicos. “Eu estava preparada para o pior. Imaginava meu filho internado por meses, desfigurado. A Rachel e o Guilherme foram muito honestos comigo. Nunca acabaram com a minha esperança, mas também não disseminavam falsas expectativas. Tudo deu tão certo que só fui reparar que eles tinham 30 anos de idade depois da crirurgia. Tenho um orgulho danado”, diz ela.</p><p><strong>Vídeo</strong>: <a href="http://tvig.ig.com.br/noticias/saude/brasil+e+o+2+pais+em+cirurgias+plasticas-8a4980262b4a9de6012b4be07d843406.html" target="_blank" data-mce-href="http://tvig.ig.com.br/noticias/saude/brasil+e+o+2+pais+em+cirurgias+plasticas-8a4980262b4a9de6012b4be07d843406.html">Brasil é o segundo país em cirurgias plásticas</a></p><p></p><p></p><p>Murilo ficou internado 10 dias. Se recuperou totalmente e saiu do centro cirúrgico falante, contando a história do “au au que morde”, mas sem nenhum trauma aparente.</p><p>Helen conta que o garoto se olha no espelho “numa boa” e nem fica incomodado com os “risquinhos” que agora circulam o lábio.</p><p>Rachel e Guilherme deixaram a própria marca na cirurgia plástica. No rosto de Murilo, agradece a mãe, as cicatrizes são muito menores do que poderiam ser caso aquele SMS não tivesse interrompido a folga dos médicos.</p><p><strong>Siga lendo</strong></p><p><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/proteja-seu-filho-de-mordidas-de-cachorro/n1237861692302.html" target="_blank" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/filhos/proteja-seu-filho-de-mordidas-de-cachorro/n1237861692302.html">Proteja seu filho das mordidas de cachorro</a></p><p><a href="http://delas.ig.com.br/bichos/guia-de-bichos/" target="_blank" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/bichos/guia-de-bichos/">Um guia especial sobre pets</a></p>]]></description><pubDate>Wed, 5 Sep 2012 05:00:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-09-05/como-os-medicos-reimplantaram-parte-do-rosto-de-crianca-atacada-por-pitbull.html</guid></item><item><title><![CDATA[Médica brasileira consegue cruzar fronteira para atender na Faixa de Gaza]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-07-24/medica-brasileira-consegue-cruzar-fronteira-para-atender-na-faixa-de-gaza.html</link><description><![CDATA[<p><strong  itemprop="name">BBC</strong></p>Liliana Mesquita Andrade fez cirurgia plástica reparadora em mutilados e 80% dos seus pacientes são crianças<p><img src="http://i0.statig.com.br/selos-agencias/bbc.gif" alt="BBC" data-mce-src="http://i0.statig.com.br/selos-agencias/bbc.gif"></p><p>A médica anestesista brasileira Liliana Mesquita Andrade aderiu há dois anos à ONG internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e em junho passou um mês na Faixa de Gaza em um programa de cirurgias plásticas de reconstrução.</p><p><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/uma-cancao-para-o-haiti/n1237552037152.html" target="_blank" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/uma-cancao-para-o-haiti/n1237552037152.html">Leia a história das médicas que foram para o Haiti e descobriram um remédio universal</a></p><p>Segundo a organização, o número de pessoas que sofrem com complicações causadas por ferimentos sérios vem aumentando em Gaza nos últimos anos, mas com o bloqueio israelense (que controla os espaços aéreo e marítimo, além de tudo que entra e sai do território) é difícil ter acesso a cuidados médicos especializados.</p><p><strong>Leia mais em mundo</strong>:</p><p><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/saiba-os-principais-fatos-do-conflito-entre-israel-e-palestinos/n1597223990085.html" target="_blank" data-mce-href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/saiba-os-principais-fatos-do-conflito-entre-israel-e-palestinos/n1597223990085.html">Saiba fatos e conflitos entre Israel e Palestinos</a></p><p><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/bloqueio-israelense-a-gaza-fortaleceu-hamas-afirma-onu/n1597027913532.html" target="_blank" data-mce-href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/bloqueio-israelense-a-gaza-fortaleceu-hamas-afirma-onu/n1597027913532.html">Bloqueio israelense a Gaza fortaleceu hamas, afirma ONU</a></p><p><a data-mce-href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/apesar-de-familiar-conflito-entre-israel-e-palestinos-tem-novas/n1597698096897.html" href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/apesar-de-familiar-conflito-entre-israel-e-palestinos-tem-novas/n1597698096897.html" target="_blank">Apesar de familiar, conflito entre Israel e palestinos tem novas condições</a></p><p>Em 2010 a MSF assinou um acordo com autoridades de saúde e deu início ao programa, com autorização do governo israelense, focando em cirurgias plásticas reparadoras.</p><p>As cirurgias mais comuns são aquelas para corrigir efeitos resultantes de queimaduras, ferimentos nas mãos, contratura de pele (nas axilas, cotovelos e mãos), amputação de dedos e sindactilismo (má formação congênita caracterizada pela junção ou fusão, completa ou parcial, de dois ou mais dedos das mãos ou dos pés).</p><p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o+artista+plastico+de+sorrisos/n1597115151207.html" target="_self" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o+artista+plastico+de+sorrisos/n1597115151207.html">O médico que é um artista plástico de sorrisos</a></p><p>Em sua sexta missão pela organização, Liliana já passou pelo Paquistão, Sudão do Sul, República Centro Africana e Haiti, mas diz que em Gaza percebeu o sentido verdadeiro da vocação como médica. Mais de 80% de seus pacientes no período eram crianças.</p><p>Ela conta que juntou-se à ONG por questões pessoais e paixão pela medicina, motivações que ela pôde colocar em prática em Gaza, onde disse ter sentido que seu diploma "foi revalidado".</p><p><strong>Veja a galeria de fotos</strong></p><p><img src="http://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3u/mt/ok/3umtokaxsgptdwshfdmp9b3f1.jpg" alt="A médica anestesista brasileira Liliana Mesquita Andrade aderiu há dois anos à ONG internacional Médicos Sem Fronteiras e em junho deste ano passou um mês na Faixa " title="A médica anestesista brasileira Liliana Mesquita Andrade aderiu há dois anos à ONG internacional Médicos Sem Fronteiras e em junho deste ano passou um mês na Faixa "/></p><p>A médica anestesista brasileira Liliana Mesquita Andrade aderiu há dois anos à ONG internacional Médicos Sem Fronteiras e em junho deste ano passou um mês na Faixa </p><p>Foto: Isabelle Merny/MSF</p><p><img src="http://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3u/xq/fz/3uxqfzdabw2sql0kk5py22h4s.jpg" alt="O primeiro paciente, um menino de menos de dois anos, sofria de má formação congênita e tinha todos os dedos da mão grudados" title="O primeiro paciente, um menino de menos de dois anos, sofria de má formação congênita e tinha todos os dedos da mão grudados"/></p><p>O primeiro paciente, um menino de menos de dois anos, sofria de má formação congênita e tinha todos os dedos da mão grudados</p><p>Foto: Liliana Mesquita/MSF</p><p><img src="http://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9v/tc/t1/9vtct11wwcd45wbyef7dlpjvt.jpg" alt="Em sua 6º missão, Liliana já passou pelo Paquistão, Sudão do Sul, República Centro Africana e Haiti, mas diz que em Gaza sentiu que seu diploma “foi vocação&quot;" title="Em sua 6º missão, Liliana já passou pelo Paquistão, Sudão do Sul, República Centro Africana e Haiti, mas diz que em Gaza sentiu que seu diploma “foi vocação&quot;"/></p><p>Em sua 6º missão, Liliana já passou pelo Paquistão, Sudão do Sul, República Centro Africana e Haiti, mas diz que em Gaza sentiu que seu diploma “foi vocação&quot;</p><p>Foto: Liliana Mesquita/MSF</p><p><img src="http://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8e/fu/rq/8efurq0v2qe4gnmk7wwbonazq.jpg" alt="As cirurgias são feitas em hospitais de campanha, organizados sob tendas divididas em salas de operação e espaço para que as mães aguardem os filhos" title="As cirurgias são feitas em hospitais de campanha, organizados sob tendas divididas em salas de operação e espaço para que as mães aguardem os filhos"/></p><p>As cirurgias são feitas em hospitais de campanha, organizados sob tendas divididas em salas de operação e espaço para que as mães aguardem os filhos</p><p>Foto: Liliana Mesquita/MSF</p><p><img src="http://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ba/id/my/baidmy2vmwcg3dooe67e91oqi.jpg" alt="Queimaduras devido a explosões, acidentes domésticos e ainda sequelas de guerras e ataques também integram a lista dos principais problemas das crianças operadas" title="Queimaduras devido a explosões, acidentes domésticos e ainda sequelas de guerras e ataques também integram a lista dos principais problemas das crianças operadas"/></p><p>Queimaduras devido a explosões, acidentes domésticos e ainda sequelas de guerras e ataques também integram a lista dos principais problemas das crianças operadas</p><p>Foto: Liliana Mesquita/MSF</p><p><img src="http://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bb/q4/aa/bbq4aa6s78tj7i9gonk8or8bm.jpg" alt="Liliana era a única brasileira a integrar a equipe médica da MSF em Gaza, além do alemão anestesista, dois cirurgiões franceses e  1 enfermeiro italiano" title="Liliana era a única brasileira a integrar a equipe médica da MSF em Gaza, além do alemão anestesista, dois cirurgiões franceses e  1 enfermeiro italiano"/></p><p>Liliana era a única brasileira a integrar a equipe médica da MSF em Gaza, além do alemão anestesista, dois cirurgiões franceses e  1 enfermeiro italiano</p><p>Foto: Liliana Mesquita/MSF</p><p><strong><br></strong></p>]]></description><pubDate>Tue, 24 Jul 2012 16:32:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-07-24/medica-brasileira-consegue-cruzar-fronteira-para-atender-na-faixa-de-gaza.html</guid></item><item><title><![CDATA[Michael Jackson foi o caso mais complicado de CSI da vida
real]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-06-22/michael-jackson-foi-o-caso-mais-complicado-de-csi-da-vida-real.html</link><description><![CDATA[<p><strong  itemprop="name">Fernanda Aranda</strong></p>Leia a entrevista com o perito Laksmanan Sathyavagiswarn, o médico
que definiu a morte do cantor como assassinato<p class="   ">O trabalho minucioso dos peritos investigadores de crimes foi apresentado aos brasileiros na série norte-americana CSI (Crime Scene Investigation). Na vida real, Laksmanan Sathyavagiswarn faz isso há 36 anos em Los Angeles (EUA).</p><p><a href="http://twitter.com/#!/igsaude" target="_self" data-mce-href="http://twitter.com/#!/igsaude">Siga o iG Saúde no Twitter</a></p><p>No escritório em que chefia a perícia e o departamento de ciência forense, são procuradas as evidências sobre os 1.000 assassinatos que ocorrem na região anualmente.&nbsp;A abrangência geográfica do trabalho faz com que muitas celebridades do show business estejam entre estas estatísticas – ou envolvidas de alguma forma com as mortes suspeitas. Ele, acostumado com o assédio da imprensa, ficou assustado em setembro de 2009, quando assumiu o caso de maior repercussão da carreira.</p><p>“A morte do <a href="http://gente.ig.com.br/michaeljackson/" target="_blank" data-mce-href="http://gente.ig.com.br/michaeljackson/">Michael Jackson</a> foi impressionante. Em dois dias, foram catalogadas duas mil ligações telefônicas para o meu escritório (o dobro do número de assassinatos que investiga anualmente).”</p><p>“Na porta do prédio, as pessoas ficavam aglomeradas em busca de qualquer informação. Elas ocuparam três quarteirões ao redor do edifício”, lembrou o chefe da perícia de Los Angeles, que esteve São Paulo nesta sexta-feira (22) no 1º Congresso Paulista de Medicina Legal para dividir com os peritos brasileiros a experiência do “caso Jackson”.</p><p>As evidências reunidas por Sathyavagiswarn na autópsia do cantor embasaram a decisão do júri da Suprema Corte de Los Angeles de condenar o médico de Michael Jackson, Conrad Murray, como assassino culposo (quando não há intenção de matar) do astro.</p><p>Após seis semanas de julgamento, a Justiça entendeu que Murray deu uma dose fatal do sedativo propofol para ajudar o popstar a dormir. Nos EUA, diferentemente o Brasil, a perícia médica define não apenas a causa da morte (no caso de Jackson overdose de medicamentos, por exemplo), mas também a circunstância (se foi homicídio, suicídio ou acidente).</p><p class="      ">Nesta entrevista ao <strong>iG Saúde</strong>, Laksmanan Sathyavagiswarn explica as razões que o levaram a creditar o caso como um homicídio, as dificuldades enfrentadas na investigação e a importância que a elucidação de crimes tem para a humanidade.</p><p class="                                                    "><strong>iG: Quais foram os principais pontos que levaram à sua conclusão de que Michael Jackson foi assassinado?</strong></p><p class="             "><strong>Sathyavagiswarn:</strong> Nossas análises, feitas em 90 dias – a perícia tem um prazo de ação mais longo do que a urgência da mídia, um complicador – identificaram alguns fatores. As doses de propofol dadas foram extremamente altas e sem razão aparente. O paciente, mesmo anestesiado, foi deixado sozinho. Os anestésicos não foram monitorados como era preciso. Além disso, não havia estrutura de equipamentos suficientes para lidar com doses tão altas de medicação.</p><p class="   "><strong>iG: O caso Michael Jackson foi o mais difícil da sua carreira?</strong></p><p><strong>Sathyavagiswarn:</strong> O caso, em si, não foi difícil, mas a repercussão foi extremamente complicada. Em dois dias, mil ligações telefônicas foram catalogadas para o meu escritório e as pessoas ficavam aglomeradas na porta esperando informações. Já trabalhávamos com um protocolo de conduta que precisou ser reforçado.</p><p>Os boletins produzidos com as informações precisavam ter uma linguagem eficiente, que atendesse aos médicos, aos peritos, à comunidade e à imprensa. Também não seria possível privilegiar nenhum veículo da mídia. Qualquer informação tinha de ser universal. Além disso, era preciso cuidar da segurança do nosso escritório. Os celulares, inclusive dos funcionários, foram proibidos. Fotografias, nem pensar. Tínhamos que preservar o sigilo. Mas além de dar respostas, nossa missão era preservar a segurança e a dignidade da família de Jackson.</p><p><strong>iG: Existia receio em deixar o caso sem respostas? Mesmo definida a circunstância da morte como assassinato, existe uma espécie de alívio por parte da comunidade e da família?</strong></p><p><strong>Sathyavagiswarn:</strong> O sofrimento dos envolvidos sempre vai fazer parte. Mas não existe nada pior para um perito do que um caso sem conclusão ou com a causa indefinida. Trabalhamos diariamente para informar as pessoas, é um compromisso com a humanidade e também com a saúde pública, porque algumas mortes (em especial as misteriosas) são provocadas por doenças que podem se tornar epidemias, caso não controladas.</p><p>Comecei a trabalhar há 36 anos e há 20 sou chefe do setor. Tenho alguns casos na minha carreira que estão fichados como “indefinidos”. Isso é muito ruim. Mas as tecnologias mais recentes, ainda bem, nos permitem voltar para essas histórias, mesmo quando se tratam de casos já fechados. Hoje, por exemplo, sou testemunha de mortes que ocorreram em 1994. Neste contexto, o DNA foi uma das conquistas mais importantes. Assim como os exames de sangue que identificam doenças congênitas por trás de mortes de jovens aparentemente saudáveis, que morreram de forma misteriosa. Damos essa resposta à família, que nos aperta as mãos e nos diz muito obrigado.Não há dinheiro no mundo que pague isso.</p><p><a data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/" href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/" target="_self">Leia outras histórias de médico</a></p>]]></description><pubDate>Fri, 22 Jun 2012 14:08:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/2012-06-22/michael-jackson-foi-o-caso-mais-complicado-de-csi-da-vida-real.html</guid></item><item><title><![CDATA[De torneiro mecânico a recordista em transplantes]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/de-torneiro-mecanico-a-recordista-em-transplantes/n1597651094928.html</link><description><![CDATA[<p>Fernanda Aranda, iG São Paulo</p>José Medina passou por três profissões até chegar à medicina e colocou o Brasil entre os campeões mundiais de doação de órgãos<p>Jos&eacute; Osmar Medina Pestana venceu a inf&acirc;ncia pobre para deixar suas digitais na hist&oacute;ria dos <a href="http://saude.ig.com.br/transplante/"><u><strong>transplantes </strong></u></a>brasileiros.</p>
<p>Entre uma ponta e outra desta trajet&oacute;ria, passaram tr&ecirc;s instrumentos de trabalho por suas m&atilde;os: tijolos, pe&ccedil;as industriais e rins.</p>
<p>Isso porque, a transforma&ccedil;&atilde;o do menino Z&eacute; Osmar em Doutor Medina foi formada pelas profiss&otilde;es ajudante de pedreiro, torneiro mec&acirc;nico e, por fim, nefrologista da Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp).</p>
<p>Ele acaba de assumir a presid&ecirc;ncia da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Transplantes de &Oacute;rg&atilde;os (ABTO) e, no primeiro ato como presidente, no in&iacute;cio de fevereiro, <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/transplantes-crescem-118-em-2011/n1597619163159.html">divulgou um novo recorde de cirurgias do tipo no cen&aacute;rio nacional</a>.</p>
<p><strong>Leia aqui</strong>: <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/serei-eternamente-grata-por-esse-gesto-de-amor/n1597627142579.html">O cora&ccedil;&atilde;o de Elo&aacute; salvou Maria Augusta</a></p>
<p>Mais uma vez, os transplantes renais foram os mais numerosos, a maior parte deles feita no Hospital do Rim da Unifesp, unidade idealizada e administrada por Medina. O m&eacute;dico acumula 10 mil pacientes transplantados, quase a popula&ccedil;&atilde;o total de Ipaussu, cidade do interior paulista onde ele nasceu (s&atilde;o 13 mil habitantes segundo o Censo 2010) e escolheu que &ldquo;queria cuidar de gente&rdquo; quando fosse gente grande.</p>
<p>O sonho da carreira, inclusive, foi constru&iacute;do simultaneamente &agrave; constru&ccedil;&atilde;o (literal) de casas. Ajudar o pai pedreiro foi seu primeiro of&iacute;cio, assumido aos 8 anos, para melhorar a renda da fam&iacute;lia e, de quebra, alimentar a possibilidade de conseguir um diploma na &aacute;rea da sa&uacute;de.</p>
<p><strong>Infogr&aacute;fico</strong>: <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/doador+de+orgao+fica+mais+velho+no+brasil/n1596820983982.html">doador de &oacute;rg&atilde;os fica mais velho no Pa&iacute;s</a></p>
<p><strong>Metas</strong></p>
<p>&ldquo;Minha m&atilde;e era costureira, meu pai pedreiro e t&iacute;nhamos uma vida simples, mas eu n&atilde;o sentia tantas priva&ccedil;&otilde;es. S&oacute; n&atilde;o gostava de ter de abdicar das minhas f&eacute;rias para ajudar papai com o cimento e a constru&ccedil;&atilde;o. Mas sabia que isso era necess&aacute;rio&rdquo;, lembra Medina.</p>
<p>Mais velho de cinco irm&atilde;os, craque na bola de gude e no futebol &ldquo;p&eacute; na terra&rdquo;, ele foi o primeiro a ser incentivado pelos pais a estudar e fazer um curso t&eacute;cnico. &ldquo;Minha m&atilde;e, apesar de pouco estudo, era muito s&aacute;bia. Ela logo me orientou que esta era a melhor forma de, ao mesmo tempo, ter acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e a um trabalho.&rdquo;</p>
<p>Por isso, aos 15 anos de idade, o pai dos Medina Pestana perdeu seu melhor ajudante. Com diploma de torneiro mec&acirc;nico, ele passou a trabalhar em f&aacute;bricas, com pe&ccedil;as automotivas, e fazer seu p&eacute; de meia.</p>
<p>Nesta &eacute;poca, j&aacute; gostava de passear na Santa Casa de Ipaussu e observar o seu primeiro her&oacute;i da inf&acirc;ncia. &ldquo;Doutor Rafael tinha um talento para tratar nosso povo. N&atilde;o eram s&oacute; cuidados m&eacute;dicos. Eram ouvidos atentos para as reclama&ccedil;&otilde;es de toda sorte, retribu&iacute;das com conselhos para todas as &aacute;reas da vida&rdquo;, lembra.</p>
<p>Aquele m&eacute;dico que circulava por todas as casas, com&eacute;rcios, pra&ccedil;as e bailes da cidade implantou na cabe&ccedil;a de Z&eacute; Osmar uma meta audaciosa. Antes de completar 20 anos, ele deixaria Ipaussu, trabalharia um ano na capital paulista, juntaria dinheiro. &ldquo;Precisava fazer um ano de cursinho e ent&atilde;o entraria na faculdade de medicina&rdquo;, finalizava com esta frase os seus pensamentos.</p>
<p><strong>Rotinas</strong></p>
<p>Aos 19 de idade, o jovem fez as malas, deu um beijo na testa da m&atilde;e e mudou para a cidade grande. Trabalhou na Volks (com os seus conhecimentos de torneiro mec&acirc;nico) e como auxiliar de escrit&oacute;rio. Doze meses depois, dormindo em um quartinho emprestado na casa do tio no ABC Paulista, ele fez a matr&iacute;cula em um curso preparat&oacute;rio para o vestibular. E se preparou para mais 12 meses de maratona.</p>
<p>A rotina de 12 horas de trabalho foi substitu&iacute;da por 12 horas de estudo. Em dezembro de 1974 encontrou seu nome entre os aprovados para ingressar na Escola Paulista de Medicina (Unifesp), institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, um al&iacute;vio para o &ldquo;bolso apertado&rdquo; do estudante.</p>
<p>&ldquo;Estava na hora de voltar a trabalhar. N&atilde;o precisaria pagar os estudos, mas ainda tinha que me sustentar em S&atilde;o Paulo.&rdquo;</p>
<p>O novo emprego foi no laborat&oacute;rio da pr&oacute;pria Unifesp, catalogando os pacientes que chegavam &agrave; emerg&ecirc;ncia. O hor&aacute;rio, das 16h &agrave;s 23h permitia dedica&ccedil;&atilde;o aos estudos m&eacute;dicos entre 7h e 15h. E ainda servia de aperitivo das muitas especialidades m&eacute;dicas que Jos&eacute; Osmar Medina poderia escolher.</p>
<p><strong>Rins</strong></p>
<p>Ele flertou com a ortopedia, mas por sugest&atilde;o de um professor escolheu os rins como foco de atua&ccedil;&atilde;o. J&aacute; tinha deixado a casa do tio, agora morava em uma rep&uacute;blica com outros seis estudantes. Por influ&ecirc;ncia dos colegas, adotou definitivamente o nome Medina como sua identidade.&nbsp;A nefrologia, ele definiu&nbsp;como seu destino.</p>
<p>Z&eacute; Osmar ficava para tr&aacute;s, mas&nbsp;o Medina tamb&eacute;m gostava de metas audaciosas. Em 1987, j&aacute; formado, casado (com a primeira namorada de Iapussu) e decidido, ele foi para o exterior fazer especializa&ccedil;&atilde;o em transplante. Quando voltou ao Brasil decidiu organizar uma unidade com fluxo para cirurgia de transplante renal, ainda inexistente em SP.</p>
<p>&ldquo;N&atilde;o t&iacute;nhamos integra&ccedil;&atilde;o, procedimento, profissionais especializados. Em equipe, fomos formando tudo isso&rdquo;, lembra. Em menos de uma d&eacute;cada, aquele embri&atilde;o do Hospital do Rim virou uma pot&ecirc;ncia mundial. Os 15 transplantes renais anuais viraram 500 cirurgias por ano em 2004, um recorde no mundo, que rendeu novas chances de vida para milhares de pacientes e homenagens em v&aacute;rios idiomas ao doutor Medina. Hoje j&aacute; s&atilde;o quase 700 transplantes a cada 12 meses s&oacute; nesta unidade.</p>
<p><strong>Dez mil</strong></p>
<p>O auxiliar de pedreiro, torneiro mec&acirc;nico e m&eacute;dico que moram em Medina trabalham em uma esp&eacute;cie de sintonia na hora dos transplantes. &Eacute; preciso arquitetar a cirurgia, parte por parte, como a constru&ccedil;&atilde;o de um um novo organismo; depois&nbsp;encaixar todas as pe&ccedil;as precisamente em um tipo de esquema industrial. Para em sequ&ecirc;ncia, cuidar a vida toda daquele ser humano que ganhou um novo &oacute;rg&atilde;o.</p>
<p>&ldquo;&Eacute; a oportunidade que n&oacute;s m&eacute;dicos temos de unir os dois extremos da medicina. Desde os cuidados mais simples, como medir a press&atilde;o, colocar a m&atilde;o no paciente, at&eacute; a mais alta complexidade cir&uacute;rgica&rdquo;, explica. &ldquo;&Eacute; m&aacute;gico&rdquo;, define Medina que, para homenagear o seu her&oacute;i Daniel, duas vezes por ano volta a Ipaussu e trabalha por duas semanas, de forma volunt&aacute;ria, na Santa Casa. Ouvindo queixas de&nbsp;toda sorte e dando conselhos sobre tudo.&nbsp;</p>
<p><strong>Siga lendo</strong></p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/pioneira+em+transplantes+de+coracao/n1238148188012.html">Ela foi a m&eacute;dica pioneira em transplantes do cora&ccedil;&atilde;o</a><br />
&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Sat, 31 Mar 2012 09:39:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/de-torneiro-mecanico-a-recordista-em-transplantes/n1597651094928.html</guid></item><item><title><![CDATA[Aos 6 anos, já sabia que queria ser médico]]></title><link></link><description><![CDATA[<p>Chris Bertelli, iG São Paulo</p>Dos curativos nos amigos à direção de clínica oncológica, o médico Celso Massumoto relata histórias marcantes de sua trajetória<p>O pequeno Celso mal sabia escrever, mas j&aacute; tinha certeza do que queria ser quando crescesse: m&eacute;dico.</p>
<p>Desde pequeno, era ele quem os amigos chamavam quando algu&eacute;m se machucava durante a partida de futebol. E l&aacute; ia ele, feliz, fazer o curativo.</p>
<p>&ldquo;Aos 6 anos, j&aacute; sabia que queria ser m&eacute;dico. Sempre quis cuidar das pessoas, desde essa idade&rdquo;, diz.</p>
<p>Hoje, com 25 anos de carreira, a maior parte deles como hematologista, Celso Massumoto &eacute; diretor de uma cl&iacute;nica especializada em tratamento do <a href="http://saude.ig.com.br/cancer/"><strong>c&acirc;ncer</strong></a>, dirige a Casa Hope, entidade filantr&oacute;pica que d&aacute; apoio a crian&ccedil;as e adolescentes portadores da doen&ccedil;a, e atua como m&eacute;dico do hospital S&iacute;rio-Liban&ecirc;s, em S&atilde;o Paulo.</p>
<p>&ldquo;&Eacute; preciso tratar o c&acirc;ncer individualmente. N&atilde;o &eacute; apenas tratar a doen&ccedil;a, mas tamb&eacute;m cuidar de uma das fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas mais simples: reintegrar a pessoa &agrave; sociedade&rdquo;, afirma.</p>
<p>Como muitos especialistas de sua &aacute;rea, Massumoto recebeu parte de seu treinamento como m&eacute;dico hematologista no Exterior. No Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle (EUA), protagonizou uma hist&oacute;ria da qual ri at&eacute; hoje.</p>
<p>O ent&atilde;o novo residente chegou para o plant&atilde;o e se confundiu na hora de escolher o caminho para a ala onde deveria come&ccedil;ar a trabalhar.</p>
<p>&ldquo;As portas eram todas iguais e acabei abrindo a porta antifogo e acionando o alarme de inc&ecirc;ndio. Os bombeiros chegaram e foi preciso evacuar o pr&eacute;dio&rdquo;, lembra. Segundo ele, quinhentas pessoas, entre m&eacute;dicos e pacientes, foram obrigadas a deixar o local. Uma hora depois, todos voltavam para dentro do hospital. O epis&oacute;dio ficou gravado na mem&oacute;ria do rec&eacute;m-formado.</p>
<p>Mas foi nesse mesmo hospital onde ele vivenciou uma das hist&oacute;rias mais marcantes do in&iacute;cio de sua trajet&oacute;ria como m&eacute;dico. Um paciente sob seus cuidados come&ccedil;ou a passar mal e teve um choque s&eacute;ptico.</p>
<p>&ldquo;S&oacute; que nos EUA &eacute; preciso chamar a equipe de resgate em casos como esse, para que eles transfiram o paciente de uma ala para outra&rdquo;, afirma. Celso ligou para o 911, n&uacute;mero de emerg&ecirc;ncia norte-americano, mas cinco minutos depois os param&eacute;dicos ainda n&atilde;o haviam chegado. Com a ajuda de uma enfermeira, ele levou a paciente &agrave; UTI.</p>
<p>&ldquo;Gra&ccedil;as a essa aud&aacute;cia, a paciente se restabeleceu. Nessas horas, cada minuto &eacute; essencial. Fui elogiado pelo diretor cl&iacute;nico porque a minha conduta, apesar de ir contra as regras, salvou uma vida&rdquo;, conta.</p>
<p>&ldquo;Foi um momento emocionante. Ficou a li&ccedil;&atilde;o: temos que fazer sempre o que &eacute; melhor para o paciente&rdquo;, diz.</p>
<p><strong>M&eacute;dico e pai</strong></p>
<p>Celso tamb&eacute;m &eacute; diretor da casa Hope, institui&ccedil;&atilde;o que d&aacute; aux&iacute;lio a crian&ccedil;as e adolescentes com c&acirc;ncer. Em um dia de trabalho, precisou levar a filha mais velha e encontrou uma crian&ccedil;a que havia feito a cirurgia de retirada de um olho.  A filha n&atilde;o entendia porque uma crian&ccedil;a com quase a mesma idade havia perdido um olho. Coube ao pai &ndash; e m&eacute;dico &ndash; tentar explicar o momento delicado.</p>
<p>&ldquo;N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil ver uma crian&ccedil;a sem uma parte do corpo, &eacute; muito triste. Foi um momento dif&iacute;cil n&atilde;o s&oacute; como m&eacute;dico, mas tamb&eacute;m como pai e ser humano&rdquo;, diz.</p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/p1237807333756.html"><strong>Leia not&iacute;cias de sa&uacute;de</strong></a></p>]]></description><pubDate>Sun, 22 Jan 2012 06:35:40 -0200</pubDate><guid></guid></item><item><title><![CDATA[Não acreditamos em medicina pobre para pobre]]></title><link></link><description><![CDATA[<p>Yara Achôa, iG São Paulo</p>Veja como a organização Expedicionários da Saúde está mudando a vida de populações indígenas isoladas<p>Um grupo de amigos, em sua maioria m&eacute;dicos, frequentemente organizava caminhadas em meio &agrave; natureza. Em 2002, ao visitarem o Pico da Neblina, no Amazonas, tiveram a oportunidade de conhecer uma aldeia Yanomami. Confrontados com uma realidade muito diferente da que viviam, acabaram mudando o foco de suas viagens.</p>
<p>&ldquo;Ali mesmo combinamos de montar um grupo e tentar fazer alguma coisa pela popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena da regi&atilde;o&rdquo;, conta o ortopedista Ricardo Affonso Ferreira, de Campinas.</p>
<p><a href="http://twitter.com/#!/igsaude"><strong>Siga o iG Sa&uacute;de no Twitter</strong></a></p>
<p>Eles procuraram institui&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis pelo atendimento &agrave; sa&uacute;de para entender como atuavam e assim planejar uma participa&ccedil;&atilde;o eficaz. Em 2003 nascia oficialmente a Associa&ccedil;&atilde;o Expedicion&aacute;rios da Sa&uacute;de.</p>
<p>&ldquo;Nosso objetivo sempre foi levar atendimento m&eacute;dico especializado, principalmente cir&uacute;rgico, para as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas que vivem geograficamente isoladas, com excel&ecirc;ncia na qualidade de servi&ccedil;os e gest&atilde;o respons&aacute;vel. N&atilde;o acreditamos em medicina pobre para pobre&rdquo;, diz Ferreira.</p>
<p>De l&aacute; para c&aacute; foram 20 expedi&ccedil;&otilde;es. Da primeira viagem, com tr&ecirc;s m&eacute;dicos e 130 kg de equipamentos, eles evolu&iacute;ram para uma equipe com mais de 20 m&eacute;dicos, 60 enfermeiros e outros tantos profissionais &ndash; todos volunt&aacute;rios &ndash;, e cerca de tr&ecirc;s toneladas de equipamentos. Ao todo foram realizadas mais de 2500 cirurgias e 13 mil consultas, sempre acompanhadas por tradutores para que os pacientes pudessem passar e receber as informa&ccedil;&otilde;es corretamente.</p>
<p>&ldquo;No in&iacute;cio os &iacute;ndios nos olhavam desconfiados. Mas fomos ganhando a confian&ccedil;a deles, que perceberam que est&aacute;vamos trazendo benef&iacute;cios&rdquo;.</p>
<p>A mais recente a&ccedil;&atilde;o aconteceu no final do m&ecirc;s de novembro, na aldeia Sai Cinza, localizada no munic&iacute;pio de Jacareacanga, oeste do Par&aacute;.</p>
<p>Nessa expedi&ccedil;&atilde;o, os m&eacute;dicos contaram com o apoio financeiro da Odebrecht, que constr&oacute;i a Usina Hidrel&eacute;trica Teles Pires na regi&atilde;o. A empresa tamb&eacute;m implantou um c&oacute;digo de &eacute;tica ind&iacute;gena para os trabalhadores de sua obra e desenvolveu uma cartilha espec&iacute;fica sobre o tema.</p>
<p>&ldquo;S&atilde;o a&ccedil;&otilde;es como essas e parceiros que contribuem com doa&ccedil;&otilde;es financeiras, de servi&ccedil;os e insumos que tornam o projeto vi&aacute;vel&rdquo;, diz Ferreira.</p>
<p>Os Expedicion&aacute;rios n&atilde;o deixam por menos: se empenham para levar tecnologia de ponta &agrave;s aldeias ind&iacute;genas. &ldquo;Montamos um verdadeiro centro m&eacute;dico, com duas salas cir&uacute;rgicas, sala de atendimento, sala de conforto m&eacute;dico, materiais de qualidade. Tudo igual aos grandes centros&rdquo;.</p>
<p>A equipe de profissionais &eacute; composta por oftalmologistas, cl&iacute;nicos gerais, anestesistas, ortopedistas, ginecologistas, dentistas e enfermeiros.</p>
<p>Para realizar o trabalho na aldeia Sai Cinza, que beneficiou &iacute;ndios das etnias Apiak&aacute;, Kayabi e Munduruku, foi utilizada a estrutura de uma escola ind&iacute;gena da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio (Funai). Ali foram feitos cerca de 1500 atendimentos e 200 procedimentos cir&uacute;rgicos.</p>
<p>&ldquo;Batemos o recorde de cirurgias de cataratas e tamb&eacute;m fizemos muitos atendimentos de <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/dicasdesaude/sinais+da+hernia+de+disco/n1596898004891.html">h&eacute;rnia</a>&rdquo;.</p>
<p>O m&eacute;dico conta que &eacute; uma felicidade levar atendimento a uma popula&ccedil;&atilde;o t&atilde;o carente e sofrida. &ldquo;&Eacute; uma alegria ver crian&ccedil;as que tinham cataratas cong&ecirc;nitas e n&atilde;o enxergavam voltar a correr, jogar futebol, ca&ccedil;ar&rdquo;.</p>
<p>Mesmo com temperamento reservado, os &iacute;ndios acabam demonstrando gratid&atilde;o para com os doutores. &ldquo;Recebemos muita aten&ccedil;&atilde;o e carinho. Nessa recente expedi&ccedil;&atilde;o ao Par&aacute;, tivemos uma situa&ccedil;&atilde;o lind&iacute;ssima: no &uacute;ltimo dia os &iacute;ndios formaram uma fila, alguns sorrindo outros chorando, e vieram nos cumprimentar&rdquo;, lembra o m&eacute;dico.</p>
<p>Por situa&ccedil;&otilde;es como essa, Ferreira acredita que os profissionais da Expedicion&aacute;rios da Sa&uacute;de ganham muito mais do que d&atilde;o com o trabalho junto aos &iacute;ndios.</p>
<p>&ldquo;N&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o de altru&iacute;smo e sim de colaborar com a sobreviv&ecirc;ncia desses povos. Sinto que temos uma d&iacute;vida com a sociedade. E &eacute; indescrit&iacute;vel o que sentimos. Para mim &eacute; um grande privil&eacute;gio&rdquo;.</p>
<p>Veja mais imagens dos atendimentos dos Expedicion&aacute;rios da Sa&uacute;de:</p>
<p></p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/p1237807347770.html"><strong>&nbsp;Leia outras hist&oacute;rias de m&eacute;dicos</strong></a></p>]]></description><pubDate>Sat, 10 Dec 2011 06:59:40 -0200</pubDate><guid></guid></item><item><title><![CDATA[O médico por trás da saúde dos pilotos na Fórmula 1 no Brasil]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-medico-por-tras-da-saude-dos-pilotos-na-formula-1-no-brasil/n1597377280364.html</link><description><![CDATA[<p>Yara Achôa, iG São Paulo</p>Dino Altmann é cirurgião oncológico, mas há 22 anos trabalha na F1. Para as provas, leva a experiência do trânsito violento de SP<p>Respons&aacute;vel m&eacute;dico do Grande Pr&ecirc;mio Brasil e cirurgi&atilde;o do Hospital S&atilde;o Luiz, de S&atilde;o Paulo, Dino Altmann trabalha na F&oacute;rmula 1 h&aacute; 22 anos.</p>
<p>&ldquo;Minha especialidade &eacute; cirurgia oncol&oacute;gica, mas tive treinamento intensivo em pronto socorro (PS). Comecei no internato na faculdade de medicina. Depois de formado, ainda trabalhei por 12 anos em PS. Vivemos em um pa&iacute;s violento, fazemos muitos atendimentos de trauma. Isso d&aacute; uma grande experi&ecirc;ncia para lidarmos com emerg&ecirc;ncias em um evento como a F1&rdquo;, diz.</p>
<p><a href="http://twitter.com/#!/igsaude">Siga o iG Sa&uacute;de no Twitter</a></p>
<p>&Eacute; b&aacute;sico, portanto, que os profissionais m&eacute;dicos da F1 tenham prepara&ccedil;&atilde;o para atender traumas. &ldquo;Outras caracter&iacute;sticas os qualificam para o trabalho: eles s&atilde;o bastante ativos, gostam de desafios, t&ecirc;m respostas r&aacute;pidas diante de situa&ccedil;&otilde;es inusitadas e s&atilde;o &aacute;geis nos pensamentos e nas a&ccedil;&otilde;es&rdquo;, afirma Altmann.</p>
<p>Para quem v&ecirc; glamour no trabalho na pista de Interlagos, o especialista avisa: &ldquo;&Eacute; um trabalho como outro qualquer. Parece bonito, diferente, mas &eacute; muito parecido com o que a gente faz no dia a dia. N&atilde;o tenho tempo para ficar vendo a corrida&rdquo;.</p>
<p>Sempre de prontid&atilde;o, a equipe est&aacute; apta para chegar &agrave; pista segundos ap&oacute;s o acidente. &ldquo;Toda aten&ccedil;&atilde;o &eacute; pouca. Olhando a magnitude do impacto, j&aacute; temos ideia do que vamos encontrar no local. Podemos achar um piloto em coma que depois de cinco minutos acorda como se nada tivesse acontecido ou um piloto que est&aacute; falando normalmente e de repente apaga. Nossa miss&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; socorrer as les&otilde;es aparentes, mas prever o que pode acontecer ap&oacute;s o impacto e prevenir maiores danos&rdquo;, explica o respons&aacute;vel m&eacute;dico pelo GP Brasil.</p>
<p><strong>Leia tamb&eacute;m: </strong><a target="_self" href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/primeirossocorros/como+agir+em+caso+de+emergencia/n1596829156401.html"><strong>Como agir em caso de emerg&ecirc;ncia</strong></a></p>
<p>Sobre ocorr&ecirc;ncias marcantes, ele destaca o atendimento feito ao piloto espanhol Fernando Alonso, em 2003. Chovia torrencialmente naquele dia. O australiano Mark Webber bateu na reta dos boxes, espalhando detritos pela pista.</p>
<p>&ldquo;O Alonso encontrou um pneu voando em sua dire&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o conseguiu desviar, chocando-se violentamente contra o muro de prote&ccedil;&atilde;o. Foi um fato que marcou devido a magnitude do acidente&rdquo;, lembra Altmann. Ap&oacute;s a batida, a dire&ccedil;&atilde;o da prova deu bandeira vermelha e a corrida foi interrompida. Nenhum dos pilotos sofreu sequelas graves.</p>
<p>Apesar da dedica&ccedil;&atilde;o e do profissionalismo, o m&eacute;dico n&atilde;o deixa de ter sua prefer&ecirc;ncia. &ldquo;Tor&ccedil;o pelos brasileiros. E tenho especial predile&ccedil;&atilde;o pelo Felipe Massa. Sua vez ainda vai chegar&rdquo;.</p>
<p><a target="_blank" href="http://esporte.ig.com.br/automobilismo/f1/p1238172895424.html"><strong>Leia mais sobre F&oacute;rmula 1</strong></a></p>
<p><strong>N&uacute;meros</strong><br />
<br />
Para o Grande Pr&ecirc;mio Brasil, o Hospital S&atilde;o Luiz &ndash; hospital oficial do GP h&aacute; 11 anos &ndash; conta com 173 profissionais no aut&oacute;dromo, al&eacute;m de 40 outros divididos por suas tr&ecirc;s unidades, formando equipes de plant&atilde;o exclusivas para o evento. &ldquo;S&atilde;o profissionais altamente qualificados, que passam por reciclagens anuais e participam de simula&ccedil;&otilde;es real&iacute;sticas para agir com precis&atilde;o em caso de necessidade&rdquo;, refor&ccedil;a Altmann. <br />
<br />
No aut&oacute;dromo, &eacute; montado um aut&ecirc;ntico centro m&eacute;dico, equipado com tecnologia hospitalar e apto a receber os mais complexos procedimentos. Est&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o leitos para atendimento ambulatorial; para queimados e politraumatizados; salas de emerg&ecirc;ncia e de observa&ccedil;&atilde;o; UTI; centro cir&uacute;rgico; sala de raios-X e ultrassom; laborat&oacute;rio de an&aacute;lises cl&iacute;nicas; farm&aacute;cia; heliponto; entre outras depend&ecirc;ncias.</p>
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frota, s&atilde;o seis ve&iacute;culos distribu&iacute;dos por todo o tra&ccedil;ado, sete ambul&acirc;ncias e dois helic&oacute;pteros, sem contar duas equipes m&eacute;dicas que ficam nos boxes. Veja quantos s&atilde;o e como est&atilde;o equipados os ve&iacute;culos:</p>
<p><strong>1 medical car</strong>: com um motorista, um m&eacute;dico da FIA e um cirurgi&atilde;o com especializa&ccedil;&atilde;o em trauma. Possui mala de ressuscita&ccedil;&atilde;o com kit para cricofaringostomia (procedimento de urg&ecirc;ncia em que &eacute; feita uma incis&atilde;o no pesco&ccedil;o para desobstruir a via a&eacute;rea pela traqu&eacute;ia, quando o piloto n&atilde;o consegue respirar), torpedo de oxig&ecirc;nio com aspirador e nebulizador, monitor e desfibrilador card&iacute;aco, colar cervical, colch&atilde;o de imobiliza&ccedil;&atilde;o a v&aacute;cuo, material para imobiliza&ccedil;&atilde;o de membros.</p>
<p><strong>3 carros de interven&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida</strong>: com um motorista, dois m&eacute;dicos, um bombeiro. S&atilde;o equipados com mala de ressuscita&ccedil;&atilde;o, kit para cricofaringostomia, torpedo de oxig&ecirc;nio com nebulizador e aspirador, monitor e desfibrilador card&iacute;aco.</p>
<p><strong>2 carros de extra&ccedil;&atilde;o de pilotos</strong>: com um motorista, dois m&eacute;dicos, quatro socorristas, dois bombeiros especialistas em desencarceramento. S&atilde;o equipados com colar cervical, ferramentas e cintas para retirada do assento remov&iacute;vel, ferramentas para desencarceramento, prancha de imobiliza&ccedil;&atilde;o, colch&atilde;o de imobiliza&ccedil;&atilde;o a v&aacute;cuo.</p>
<p><strong>7 ambul&acirc;ncias</strong>: com um motorista, um enfermeiro, um m&eacute;dico. S&atilde;o equipadas com mala de ressuscita&ccedil;&atilde;o com kit para cricofaringostomia, monitor e desfibrilador card&iacute;aco, aspirador de secre&ccedil;&otilde;es, ox&iacute;metro digital, duas bombas de infus&atilde;o de drogas, colar cervical, material para imobiliza&ccedil;&atilde;o de membros.<br />
<br />
<strong>2 helic&oacute;pteros</strong>: com um comandante, um m&eacute;dico e um enfermeiro. S&atilde;o equipados com mala de ressuscita&ccedil;&atilde;o, monitor e desfibrilador card&iacute;aco, torpedo de oxig&ecirc;nio, respirador, aspirador de secre&ccedil;&otilde;es, ox&iacute;metro digital.</p>
<p><strong>Leia outras hist&oacute;rias de m&eacute;dicos:<br />
</strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/faca+o+que+eu+faco/n1237862189352.html"><strong>Fa&ccedil;a o que eu fa&ccedil;o! Conhe&ccedil;a os m&eacute;dicos maratonistas</strong></a><strong><br />
</strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/a+medica+nicole+coser+vai+passar+as+festas+dentro+do+hospital/n1237898614006.html"><strong>Como &eacute; passar as festas de final de ano dentro do hospital</strong></a><strong><br />
</strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/mil+e+uma+noites+e+dias+na+ambulancia+do+samu/n1238125477472.html"><strong>Mil e uma noites (e dias) na ambul&acirc;ncia do SAMU</strong></a><strong><br />
</strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/nao+viajo+sem+viagra/n1596991949732.html"><strong>Karina Oliani: a param&eacute;dica especializada no resgate em &aacute;reas extremas</strong></a><br />
&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Fri, 25 Nov 2011 12:28:40 -0200</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-medico-por-tras-da-saude-dos-pilotos-na-formula-1-no-brasil/n1597377280364.html</guid></item><item><title><![CDATA[Médica sonha transformar pacientes com paralisia em campeões]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/medica-sonha-transformar-pacientes-com-paralisia-em-campeoes/n1597285277862.html</link><description><![CDATA[<p>Fernanda Aranda, iG São Paulo</p>Patrícia é ortopedista e apaixonada por remo. Fez do esporte a melhor terapia para crianças com paralisia<p>N&atilde;o foi nos livros de medicina, nem no almoxarifado do Instituto de Ortopedia do Hospital das Cl&iacute;nicas de S&atilde;o Paulo (IOT). Patr&iacute;cia Moreno Grangeiro encontrou no remo, sua paix&atilde;o desde os tempos de estudante, a melhor terap&ecirc;utica para seus pacientes com paralisia cerebral.</p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/p1237807347770.html">Leia aqui outras hist&oacute;rias de m&eacute;dicos</a></p>
<p>E, de quebra, achou tamb&eacute;m a f&oacute;rmula m&aacute;gica de conseguir fazer caber em s&oacute; 24 horas de um dia a carreira de ortopedista e de esportista (j&aacute; foi campe&atilde; mundial e sul-americana).</p>
<p>&ldquo;O remo para mim &eacute; religi&atilde;o, bom para o corpo e esp&iacute;rito, muito parecido com o que representa a medicina na minha vida. N&atilde;o daria para escolher entre um e outro&rdquo;, diz.</p>
<p>J&aacute; para as crian&ccedil;as e adolescentes que trata e para quem apresenta o esporte, o remo ganhou um papel crucial.</p>
<p><strong>Veja o v&iacute;deo</strong>: <a href="http://tvig.ig.com.br/noticias/saude/novo+tratamento+para+paralisia+cerebral-8a4980262b4a9de6012b4b7fcc54077d.html?x_ig_comments=True">Novo tratamento com c&eacute;lulas tronco para paralisia cerebral</a></p>
<p>&ldquo;Abre as portas para a oportunidade de um dia ser campe&atilde;o&rdquo;, sonha Diogo Rezende Caldeira, 15 anos, que nasceu com paralisia cerebral, j&aacute; passou por tr&ecirc;s cirurgias ortop&eacute;dicas e h&aacute; dois anos frequenta, junto com sua m&eacute;dica e amiga as aulas de remo no clube Pinheiros na Cidade Universit&aacute;ria da USP.</p>
<p>A vontade de subir no p&oacute;dio e estampar medalhas no peito tamb&eacute;m &eacute; partilhada por Washington de Souza Lima, 17 anos e Karoline Ribeiro dos Santos, 15, outros dois pacientes de Patr&iacute;cia que reservam o s&aacute;bado para remar nas raias da universidade, num exerc&iacute;cio, al&eacute;m de f&iacute;sico, de supera&ccedil;&atilde;o dos movimentos comprometidos pela paralisia.</p>
<p><strong>Saiba mais</strong>: <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/cientistas+identificam+gene+vinculado+a+paralisia+cerebral/n1597031114175.html">Cientistas identificam gene vinculado &agrave; paralisia cerebral</a></p>
<p>&ldquo;Ouvir o entusiasmo deles (s&atilde;o seis pacientes que, com frequ&ecirc;ncia, j&aacute; participam dos treinamentos) me traz a certeza de que remar n&atilde;o &eacute; apenas uma reabilita&ccedil;&atilde;o motora&rdquo;, avalia Patr&iacute;cia. &ldquo;&Eacute; ferramenta de inser&ccedil;&atilde;o social destes meninos e tamb&eacute;m no mercado de trabalho. Se seguirem com seriedade e disciplina, todos podem ser atletas profissionais e campe&otilde;es de paraolimp&iacute;adas, do parapanamericano e de tantas outras competi&ccedil;&otilde;es.&rdquo;</p>
<p><strong>Escolhas</strong></p>
<p>O esporte nasceu quase simultaneamente &agrave; chegada de Patr&iacute;cia no mundo. Desde menina, as atividades f&iacute;sicas fizeram parte da rotina da garota e o encontro com o v&ocirc;lei nas aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, logo na primeira s&eacute;rie do Ensino Fundamentel, fez dos exerc&iacute;cios um &quot;v&iacute;cio&quot; bom para a sa&uacute;de.</p>
<p>A op&ccedil;&atilde;o pela medicina tamb&eacute;m sempre morou na menina. &ldquo;N&atilde;o me lembro de querer ser outra coisa na vida. Talvez, o fato do meu pai ter tido Parkinson aos 35 anos &ndash; e a vontade de cur&aacute;-lo &ndash; tenha sido um empurr&atilde;o, mas o diploma de m&eacute;dica foi uma meta a ser alcan&ccedil;ada j&aacute; pequenina.&rdquo;</p>
<p>Enquanto cursava medicina na USP, aos 20 anos, surgiu a oportunidade de ir para os Estados Unidos, estudar como bolsista do curso de neuroci&ecirc;ncias, j&aacute; que jogaria na equipe da universidade norte-americana.</p>
<p>&ldquo;Tranquei a matr&iacute;cula em S&atilde;o Paulo, fiz as malas e fui. Nos treinamentos para o v&ocirc;lei, faz&iacute;amos simula&ccedil;&atilde;o de remo para aumentar a for&ccedil;a e a concentra&ccedil;&atilde;o. Da&iacute;, foi amor &agrave; primeira remada. Adorava jogar, mas amei mais remar.&rdquo;</p>
<p>Quando voltou ao Brasil, em 2004, retornou tamb&eacute;m &agrave; medicina e ao remo. J&aacute; era hora de escolher a especializa&ccedil;&atilde;o e a ortopedia &ndash; que tanto d&aacute; &ecirc;nfase ao organismo e aos movimentos&ndash; tamb&eacute;m surgiu como uma alternativa natural.</p>
<p>&ldquo;Fiquei fascinada pela possibilidade de operar crian&ccedil;as e adolescentes que tinham alguma repercuss&atilde;o ortop&eacute;dica por conta de problemas neurol&oacute;gicos&rdquo;, lembra. E assim, mais um caminho despontou para a m&eacute;dica residente que n&atilde;o tardou em tornar-se parte da equipe oficial do Hospital das Cl&iacute;nicas da USP.</p>
<p>Enquanto exercitava o c&eacute;rebro para aperfei&ccedil;oar as t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas da ortopedia, diariamente o despertador da m&eacute;dica era programado para fazer barulho &agrave;s 4h30. E assim ela conseguia ir at&eacute; a raia da universidade paulista, colocar o barco na &aacute;gua, remar por 90 minutos e ainda fazer muscula&ccedil;&atilde;o por outra uma hora. Depois, era hora de vestir o jaleco, atender pacientes e operar at&eacute; as 19h, uma rotina repetida at&eacute; hoje.</p>
<p>&ldquo;Na &aacute;gua, voc&ecirc; precisa de disciplina, perseveran&ccedil;a e saber trabalhar em equipe. No solo, fazendo cirurgia, estas tr&ecirc;s coisas tamb&eacute;m s&atilde;o imprescind&iacute;veis.&rdquo;</p>
<p>A dedica&ccedil;&atilde;o dupla rendeu uma boa carreira como m&eacute;dica e muitos pr&ecirc;mios na vida de atleta. E a intersec&ccedil;&atilde;o das duas jornadas de &ecirc;xito foi decretada quando Patr&iacute;cia teve um clique e acreditou ser poss&iacute;vel escalar futuros campe&otilde;es do remo entre seus pacientes operados.</p>
<p></p>
<p><strong>Proje&ccedil;&atilde;o</strong></p>
<p>Os convites para remar, de forma s&eacute;ria e comprometida, Patr&iacute;cia faz aos pacientes que t&ecirc;m mais de 15 anos e perfil competitivo. Atualmente, seis adolescentes treinam para, em um futuro pr&oacute;ximo, ingressaram nas equipes oficiais e que participam de torneio.</p>
<p>&ldquo;Com ajuda das assistentes sociais, fa&ccedil;o as abordagens e apresento o esporte aos garotos e garotas. Infelizmente, nem todos conseguem participar. O acesso &agrave; USP n&atilde;o &eacute; dos mais f&aacute;ceis, muitos precisam pegar dois, tr&ecirc;s &ocirc;nibus para treinar e, al&eacute;m da pr&oacute;pria dificuldade de locomo&ccedil;&atilde;o, h&aacute; os custos.&rdquo;</p>
<p>Os que passam por este obst&aacute;culo inicial mostram para Patr&iacute;cia que, de fato, as salas de cirurgia e de espera do Instituto de Ortopedia do Hospital da Cl&iacute;nica s&atilde;o mesmo terrenos f&eacute;rteis para encontrar campe&otilde;es.</p>
<p>E o sorriso de satisfa&ccedil;&atilde;o do av&ocirc; de Washington &ndash; um dos meninos atendidos por Patr&iacute;cia e que est&aacute; prestes a competir profissionalmente &ndash; comprova que a melhor terapia para o jovem n&atilde;o estava mesmo nos livros de medicina.</p>
<p>&ldquo;Imagina s&oacute; voc&ecirc;&rdquo;, diz o av&ocirc; Jos&eacute;. &ldquo;H&aacute; quarenta anos, eu deixei o Esp&iacute;rito Santo para trabalhar na obra de constru&ccedil;&atilde;o da raia da USP. Eram 16 horas por dia de muito suor. E, quem sabe no futuro, ser&aacute; nesta mesma raia em que eu vou assistir meu neto ser campe&atilde;o de remo.&rdquo;</p>
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<p><strong>&quot;N&atilde;o viajo sem Viagra&quot;<br />
</strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/nao+viajo+sem+viagra/n1596991949732.html">Karina Oliani &eacute; param&eacute;dica especializada no resgate em &aacute;reas extremas. Para tais aventuras, ela conta que o rem&eacute;dio salva vidas</a><br />
&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Sun, 30 Oct 2011 06:17:40 -0200</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/medica-sonha-transformar-pacientes-com-paralisia-em-campeoes/n1597285277862.html</guid></item><item><title><![CDATA[Heróis globais]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/herois-globais/n1597103562281.html</link><description><![CDATA[<p>Yara Achôa, iG São Paulo</p>Projeto internacional selecionou para correr nos EUA 25 portadores de dispositivos que tratam condições crônicas<p>Criado h&aacute; seis anos, o programa Global Heroes, iniciativa da Twin Cities In Motion e da Medtronic Foundation, nos EUA, seleciona corredores de todo o mundo que usem algum dispositivo m&eacute;dico para o tratamento de condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas &ndash; como <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/doenca+cardiaca/ref1238131563399.html"><strong>doen&ccedil;as card&iacute;acas</strong></a>, <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/diabetes/ref1238131674836.html"><strong>diabetes</strong></a>, problemas de coluna, <a href="http://saude.ig.com.br/dor/p1238130517766.html"><strong>dores cr&ocirc;nicas</strong></a> e dist&uacute;rbios neurol&oacute;gicos &ndash; para participar da Maratona Medtronic Twin Cities (42 quil&ocirc;metros) ou da Medtronic TC Mile 10 (corrida de 10 milhas / 16 quil&ocirc;metros) em Minneapolis.</p>
<p>A proposta do projeto &eacute; homenagear pessoas que utilizam alguma tecnologia m&eacute;dica e mostrar que, mesmo assim, &eacute; poss&iacute;vel se dedicar a um esporte e ter uma qualidade de vida melhor.</p>
<p><strong>Conhe&ccedil;a o <a href="http://saude.ig.com.br/bemestar/programa+de+caminhada+e+corrida/n1596963045235.html">Programa de Caminhada e Corrida do iG Sa&uacute;de</a></strong></p>
<p>Esse ano foram recrutados 25 atletas de 10 pa&iacute;ses, entre eles Austr&aacute;lia, Canad&aacute;, Su&eacute;cia, Israel e It&aacute;lia. A corrida ser&aacute; no final de setembro e, pela primeira vez, o Brasil ter&aacute; seu representante.</p>
<p>Trata-se do m&eacute;dico endocrinologista J&uacute;lio C&eacute;sar Batista Lucas, de 44 anos, diab&eacute;tico e usu&aacute;rio de bomba de insulina, aparelho que envia insulina a seu organismo 24 horas por dia. Portador de diabetes h&aacute; 36 anos, J&uacute;lio conta que sempre praticou atividade f&iacute;sica.</p>
<p>&ldquo;Na inf&acirc;ncia jogava futebol, empinava pipa, andava de bicicleta. Na juventude comecei a nadar e correr. N&atilde;o deixei de fazer nada por conta da doen&ccedil;a. S&oacute; tomava cuidado para evitar a hipoglicemia (baixo n&iacute;vel de a&ccedil;&uacute;car no sangue). Todo diab&eacute;tico teme esse quadro. &Eacute; o que pode dificultar a pr&aacute;tica esportiva.&rdquo;</p>
<p>Com o uso popularizado da insulina, o controle melhorou, conta o m&eacute;dico. &ldquo;Em 2009 passei do tratamento convencional (injet&aacute;vel) para o intensivo, com a utiliza&ccedil;&atilde;o da bomba. Embora o diabetes nunca tenha me impedido de praticar esportes, o dispositivo trouxe muito mais seguran&ccedil;a. Hoje, posso controlar melhor os meus n&iacute;veis de glicose durante as atividades f&iacute;sicas e evitar as hipoglicemias&rdquo;, explica o corredor.</p>
<p>A bomba de infus&atilde;o de insulina &eacute; um aparelho, do tamanho de um pequeno celular, ligado ao corpo por um fin&iacute;ssimo cateter. A agulha &eacute; inserida na regi&atilde;o subcut&acirc;nea do abd&ocirc;men ou da coxa, e deve ser substitu&iacute;da a cada tr&ecirc;s dias.</p>
<p>O dispositivo n&atilde;o mede a glicemia nem diz quanto de insulina deve ser usada. A dosagem continua sendo feita por meio do glicos&iacute;metro. Mas seu funcionamento &eacute; simples: libera a quantidade de insulina programada, 24 horas por dia, simulando o funcionamento do p&acirc;ncreas de uma pessoa sem a doen&ccedil;a.</p>
<p>Sobre a sele&ccedil;&atilde;o para a corrida nos Estados Unidos, J&uacute;lio C&eacute;sar s&oacute; tem a comemorar. &ldquo;Vou participar das 10 milhas e a expectativa &eacute; a melhor poss&iacute;vel. Estaremos no outono americano, clima ideal para correr. E, dizem, &eacute; a prova urbana mais bonita do mundo&rdquo;.</p>
<p><strong>Leia tamb&eacute;m: <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/dicasdesaude/cuidados+depois+de+correr+uma+maratona/n1596931205787.html">Cuidados depois de correr <br />
uma maratona</a></strong></p>
<p>A sele&ccedil;&atilde;o dos Global Heroes &eacute; realizada pela  Twin Cities In Motion, organiza&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos, que realiza a corrida. A Medtronic Foundation ainda ir&aacute; doar mil d&oacute;lares em nome de cada corredor a uma associa&ccedil;&atilde;o de pacientes que educa e apoia as pessoas que vivem com a mesma condi&ccedil;&atilde;o do atleta.</p>
<p>&ldquo;O objetivo do projeto &eacute; mostrar para as pessoas que mesmo sendo portadoras de uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica e usu&aacute;rias de uma tecnologia m&eacute;dica, elas podem seguir com seus sonhos e viver uma vida ativa e plena&rdquo;, explica Oscar Porto, diretor geral da Medtronic no Brasil.</p>
<p>&ldquo;O J&uacute;lio C&eacute;sar &eacute; um exemplo a ser seguido por muitos outros brasileiros. Estamos contentes por t&ecirc;-lo como um Global Hero representante do nosso pa&iacute;s nesse importante evento&rdquo;.</p>
<p><strong>Veja no infogr&aacute;fico: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/bemestar/como+o+corpo+enfrenta+a+corrida/n1596822408032.html"><strong>Como o corpo enfrenta a corrida</strong></a><strong><br />
Fa&ccedil;a o teste: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/bemestar/qual+a+atividade+fisica+ideal+para+voce/n1237863260132.html"><strong>Qual a atividade f&iacute;sica ideal para voc&ecirc;?</strong></a></p>]]></description><pubDate>Fri, 19 Aug 2011 11:10:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/herois-globais/n1597103562281.html</guid></item><item><title><![CDATA[O artista plástico de sorrisos]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-artista-plastico-de-sorrisos/n1597115151207.html</link><description><![CDATA[<p>Fernanda Aranda, iG São Paulo</p>O cirurgião Nivaldo Alonso viaja o Brasil e o mundo para dar aos pacientes com lábio leporino o direito de uma risada plena<p>Um jovem que n&atilde;o sentiu at&eacute; os 21 anos o sabor de um beijo. Uma senhora de 53 que s&oacute; desejava que a filha de 12 n&atilde;o tivesse mais o sorriso t&atilde;o parecido com o dela.</p>
<p>S&atilde;o dois exemplos de pacientes, ambos do interior do Cear&aacute;, que ap&oacute;s serem atendidos pelo cirurgi&atilde;o pl&aacute;stico Nivaldo Alonso, pagaram a consulta com risos. Risadas plenas, escondidas por vergonha at&eacute; aquele contato com o m&eacute;dico. Isso porque, toda vez que queriam surgir no rosto, estampavam uma condi&ccedil;&atilde;o chamada popularmente de l&aacute;bio leporino.</p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/p1237807347770.html"><strong>Conhe&ccedil;a outras hist&oacute;rias de m&eacute;dicos</strong></a></p>
<p>Alonso, desde 1997, viaja ao menos uma vez por ano &ndash; com o bisturi na bagagem &ndash; para esculpir voluntariamente marcas sorridentes na popula&ccedil;&atilde;o mais carente do Pa&iacute;s. S&atilde;o portadores de uma malforma&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica na boca. Neles, os l&aacute;bios n&atilde;o s&atilde;o totalmente formados e a cavidade bucal fica aberta o tempo todo, mesmo com a boca fechada.</p>
<p>Uma cirurgia pl&aacute;stica, facilmente, pode corrigir a anomalia quando os pacientes ainda s&atilde;o beb&ecirc;s. Mas a falta de centros especializados e cirurgi&otilde;es capacitados para tal procedimento fazem com que muitas pessoas convivam com o l&aacute;bio leporino at&eacute; a vida adulta. Era o caso do jovem que s&oacute; desejava dar o primeiro beijo. Era a situa&ccedil;&atilde;o daquela senhora que, ap&oacute;s mais de quatro d&eacute;cadas com l&aacute;bio leporino, viu a filha ca&ccedil;ula nascer com o mesmo problema. Ela s&oacute; queria que a menina n&atilde;o passasse tantos anos escondendo sorrisos como precisou fazer.</p>
<p><strong>As escolhas de Nivaldo</strong></p>
<p>Nivaldo Alonso escolheu a carreira m&eacute;dica &ldquo;quase que por acaso&rdquo; aos 18 anos, em 1972. &ldquo;N&atilde;o havia m&eacute;dicos na fam&iacute;lia. N&atilde;o tinha um her&oacute;i imagin&aacute;rio que era doutor. Tinha vontade de ser m&eacute;dico e n&atilde;o engenheiro ou advogado, as tr&ecirc;s profiss&otilde;es poss&iacute;veis na minha &eacute;poca.&rdquo;</p>
<p>O jovem morava em Santos, no litoral paulista, e foi aprovado na Escola Paulista de Medicina (Unifesp), na capital de S&atilde;o Paulo. Fez as malas, procurou uma rep&uacute;blica de estudantes para poder terminar os estudos. Mas com o dinheiro curto do pai taxista e da m&atilde;e dona de casa, logo no primeiro ano de faculdade precisou trabalhar para pagar o aluguel.</p>
<p>De manh&atilde; o aspirante a m&eacute;dico estudava. Durante as madrugadas, das 19h at&eacute; as 7h, era escritur&aacute;rio do pronto-socorro do hospital universit&aacute;rio e recebia ajuda de custo para a fun&ccedil;&atilde;o. Os casos complexos que chegavam em intervalos de cinco minutos direcionavam Alonso a escolher a carreira de cirurgi&atilde;o, que solucionaria r&aacute;pido as deformidades de acidentados de carro, v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia dom&eacute;sticas ou de rua. Fez resid&ecirc;ncia e teve a oportunidade de fazer especializa&ccedil;&atilde;o em cirurgias na &aacute;rea da cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o na Fran&ccedil;a.</p>
<p>Voltou um ano depois, j&aacute; formado, decidido a utilizar a cirurgia pl&aacute;stica n&atilde;o para fazer lipoaspira&ccedil;&otilde;es ou implantes de silicone, duas modalidades que respeita muito, mas nunca o fisgaram a ponto de virarem pr&aacute;ticas cotidianas.</p>
<p>&ldquo;Gostava mesmo de operar os rostos, as fissuras labiais e palatinas&rdquo;, afirma. J&aacute; em 1997, Alonso era chefe da resid&ecirc;ncia de cirurgia craniofacial no Hospital das Cl&iacute;nicas de S&atilde;o Paulo e foi convidado para participar da <a href="http://www.operationsmile.org.br/novo/">Opera&ccedil;&atilde;o Sorriso no Brasil</a>, uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental que j&aacute; viajava o mundo levando as corre&ccedil;&otilde;es para pacientes com l&aacute;bio leporino.</p>
<p>O m&eacute;dico cirurgi&atilde;o pl&aacute;stico aceitou participar das miss&otilde;es 25 anos ap&oacute;s ter escolhido a medicina como of&iacute;cio. &ldquo;No come&ccedil;o, fiz isso porque acreditava ser uma oportunidade &uacute;nica de viajar pelo territ&oacute;rio brasileiro e conhecer outros lugares fora de S&atilde;o Paulo&rdquo;, relembra. Mas o cirurgi&atilde;o avalia que s&oacute; quando come&ccedil;ou a receber como recompensas os sorrisos de ex-l&aacute;bios leporinos entendeu o que era, de fato, ser m&eacute;dico.</p>
<p><strong>Presen&ccedil;as e aus&ecirc;ncias</strong></p>
<p>Para participar das miss&otilde;es da Opera&ccedil;&atilde;o Brasil, Nivaldo Alonso organiza a agenda de seu consult&oacute;rio particular, os hor&aacute;rios da universidade onde leciona e tamb&eacute;m os compromissos do hospital p&uacute;blico em que trabalha.</p>
<p>&ldquo;S&atilde;o entre sete e dez dias que fico fora e n&atilde;o tenho ganho financeiro algum, s&oacute; gasto.&rdquo;</p>
<p>De fato, ser um volunt&aacute;rio do projeto permitiu ao cirurgi&atilde;o conhecer os locais mais distantes no Pa&iacute;s, comunidades em que &aacute;gua pot&aacute;vel &eacute; privil&eacute;gio de poucos e at&eacute; outros pa&iacute;ses como Qu&ecirc;nia, Filipinas e Marrocos.</p>
<p>&ldquo;Mas n&atilde;o importa o endere&ccedil;o. Em qualquer idioma ou sotaque, sempre h&aacute; uma fala de que eles esperam mudan&ccedil;as na vida, uma reviravolta em 180 graus. Eles arrumam mecanismos de sobreviv&ecirc;ncia com o l&aacute;bio leporino, pois sabem que para alguns causam repulsa, rejei&ccedil;&atilde;o. Quando chegam at&eacute; n&oacute;s, querem ser vistos olhos nos olhos.&rdquo;</p>
<p>A presen&ccedil;a da Opera&ccedil;&atilde;o Sorriso, conta Nivaldo Alonso, &eacute; transformadora, tanto para quem &eacute; atendido quanto para quem atende. A chegada da equipe de cirurgi&otilde;es volunt&aacute;rios precisa fazer triagem dos casos que se aglomeram em filas de espera, formada por pessoas com dificuldade na fala, na mastiga&ccedil;&atilde;o, no simples ato de sorrir. As cirurgias podem ter dura&ccedil;&atilde;o entre 45 minutos e duas horas e at&eacute; hoje, em m&eacute;dia, foram 3.600 sorrisos reconstru&iacute;dos s&oacute; em territ&oacute;rio brasileiro.</p>
<p>A aus&ecirc;ncia da Opera&ccedil;&atilde;o Sorriso tamb&eacute;m &eacute; sentida. Nem sempre &eacute; poss&iacute;vel operar todos os pacientes que chegam querendo cuidados. A falta de pessoas para dar continuidade ao tratamento tamb&eacute;m acaba os privando de fonoaudiologia e reparos essenciais para o resultado completo.</p>
<p>&ldquo;Por isso, tamb&eacute;m &eacute; nossa miss&atilde;o popularizar a cirurgia pl&aacute;stica de fissura labial, treinar jovens m&eacute;dicos e pressionar o poder p&uacute;blico para que leve o acesso universal a todos os brasileiros.&rdquo;</p>
<p>As malas de Nivaldo Alonso est&atilde;o arrumadas, rumo ao Rio de Janeiro, para mais uma miss&atilde;o. Provavelmente, na semana em que ser&aacute; volunt&aacute;rio, ser&atilde;o 25 cirurgias realizadas. E depois de partir, o m&eacute;dico vai levar mais hist&oacute;rias para contar. E l&aacute; na comunidade atendida vai deixar, quem sabe, uma fam&iacute;lia orgulhosa de seus sorrisos e um jovem com plena capacidade de beijar sua namorada.&nbsp;</p>
<p><strong>Continue lendo</strong>:</p>
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<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/nao+viajo+sem+viagra/n1596991949732.html"><strong>A m&eacute;dica da adrenalina e que n&atilde;o viaja sem viagra</strong></a><strong><br />
&nbsp;</strong></p>]]></description><pubDate>Sat, 6 Aug 2011 06:55:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-artista-plastico-de-sorrisos/n1597115151207.html</guid></item><item><title><![CDATA[Telefone celular na luta contra a malária]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/telefone-celular-na-luta-contra-a-malaria/n1597095569858.html</link><description><![CDATA[<p>Agência Consulado de Israel</p>Engenheiro biomédico israelense desenvolveu sistema de imagens via celular para o diagnóstico da doença fatal<p>Um pesquisador israelense desenvolveu uma tecnologia n&atilde;o invasiva de baixo custo para o diagn&oacute;stico e monitoramento da mal&aacute;ria utilizando-se de uma simples c&acirc;mera fotogr&aacute;fica de celular.</p>
<p>Alberto Bilenca, do departamento de engenharia biom&eacute;dica da <a href="http://web.bgu.ac.il/eng/engn/biomed">Bem-Gurion University</a> &ndash; BGU, de Negev (Israel), recebeu da <a href="http://www.gatesfoundation.org/Pages/home.aspx">Funda&ccedil;&atilde;o Bill e Melinda Gates</a> uma bolsa no valor de cem mil d&oacute;lares para o desenvolvimento da tecnologia em parceria como Linnie Golightly, da <a href="http://www.med.cornell.edu/research/lgolightly/index.html">Universidade Cornell</a>, de Nova York.</p>
<p>A mal&aacute;ria, doen&ccedil;a infecciosa causada por um parasita transportado por mosquitos infectados, &eacute; a segunda maior causa de mortalidade na &Aacute;frica &ndash; a primeira &eacute; o HIV. Aproximadamente 85% das mortes relacionadas &agrave; mal&aacute;ria ocorrem em crian&ccedil;as abaixo dos cinco anos de idade, em um &iacute;ndice anual de 3.000 mortes. As crian&ccedil;as s&atilde;o particularmente suscet&iacute;veis &agrave; mal&aacute;ria cerebral, forma da doen&ccedil;a que costuma levar &agrave; morte.</p>
<p>O dispositivo desenvolvido por Bilenca n&atilde;o somente &eacute; capaz de diagnosticar a mal&aacute;ria como pode determinar, com precis&atilde;o, o est&aacute;gio no qual se encontra a doen&ccedil;a &ndash; fator crucial para a escolha do tratamento.</p>
<p>Um prot&oacute;tipo do sistema de imagens via celular est&aacute; sendo desenvolvido e passar&aacute; por testes de campo na &Aacute;frica em 2012. O pr&oacute;ximo passo ser&aacute; testar o sistema para a detec&ccedil;&atilde;o do pigmento da mal&aacute;ria em um laborat&oacute;rio de Cornell.</p>
<p><strong>Simples e barato</strong></p>
<p>Uma grande vantagem do novo dispositivo para o mundo emergente &eacute; o baix&iacute;ssimo custo, conseguido com uma lente especial, de apenas US$15, acoplada a um telefone celular com c&acirc;mera. Outra vantagem &eacute; a transmiss&atilde;o imediata das imagens para os laborat&oacute;rios, sediados na &Aacute;frica ou em outros continentes, para o diagn&oacute;stico feito por especialistas. A t&eacute;cnica &eacute; amplamente utilizada atualmente entre pesquisadores trabalhando na &Aacute;frica que n&atilde;o disp&otilde;em de instala&ccedil;&otilde;es sofisticadas.</p>
<p>Por meio de imagens do olho ou da pele do paciente, o dispositivo pode detectar o pigmento hemozoina, indicador da presen&ccedil;a da mal&aacute;ria no organismo. O parasita da doen&ccedil;a ataca as c&eacute;lulas dos gl&oacute;bulos vermelhos, gerando hemozoina durante o processo. O pigmento altera a orienta&ccedil;&atilde;o da luz refletida a partir do tecido, que se torna vis&iacute;vel com o uso da lente acoplada ao celular com c&acirc;mera.</p>
<p>&ldquo;Muitos dispositivos s&atilde;o focados no diagn&oacute;stico, mas n&atilde;o no monitoramento da severidade da doen&ccedil;a. Tentamos realizar as duas coisas. Muitas vezes, em vilarejos africanos, &eacute; preciso decidir se vale a pena, em termos de custo, transportar uma crian&ccedil;a at&eacute; um hospital &ndash; geralmente situado a grandes dist&acirc;ncias. Esperamos que nosso dispositivo ajude a determinar quais pacientes necessitam de hospitaliza&ccedil;&atilde;o, pois n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel levar todas as pessoas infectadas pela mal&aacute;ria at&eacute; um hospital&rdquo;, explica Bilenca.</p>
<p>O monitoramento da severidade da doen&ccedil;a &eacute; realizado por meio da an&aacute;lise da <a href="http://saude.ig.com.br/circulacao"><strong>circula&ccedil;&atilde;o</strong></a> sangu&iacute;nea, pois &agrave; medida que o pigmento da mal&aacute;ria &eacute; liberado na corrente sangu&iacute;nea ele come&ccedil;a a bloque&aacute;-la, diminuindo a circula&ccedil;&atilde;o. A imagem do olho do paciente captada pelo dispositivo &eacute; especialmente eficaz para monitorar a circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea em dire&ccedil;&atilde;o ao c&eacute;rebro devido &agrave; grande transpar&ecirc;ncia do olho, que permite que uma grande quantidade de luz o penetre e ilumine as c&eacute;lulas sangu&iacute;neas. O monitoramento da circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea no c&eacute;rebro &eacute; crucial para a detec&ccedil;&atilde;o da mal&aacute;ria cerebral, a forma mais grave da doen&ccedil;a.</p>
<p><strong>Tecnologia israelense</strong></p>
<p>Bilenca, que passou a integrar a faculdade de BGU da Escola de Medicina da Harvard em setembro de 2010, primeiramente desenvolveu o sistema de imagens para an&aacute;lise da corrente sangu&iacute;nea, id&eacute;ia que tem diversas aplica&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>&ldquo;Altera&ccedil;&otilde;es na corrente sangu&iacute;nea est&atilde;o relacionadas a muitas outras condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Comecei examinando a rela&ccedil;&atilde;o entre a corrente sangu&iacute;nea e a mal&aacute;ria e percebi que poder&iacute;amos fazer algo a partir dali&rdquo;, explica.</p>
<p>A verba concedida pela Funda&ccedil;&atilde;o Gates para o projeto de Bilenca faz parte das 88 bolsas distribu&iacute;das a 25 pa&iacute;ses para apoiar iniciativas em prol do aprimoramento da sa&uacute;de mundial. O objetivo &eacute; ajudar a diminuir as barreiras para o desenvolvimento de id&eacute;ias criativas para a sa&uacute;de mundial.</p>
<p>&ldquo;Em termos f&iacute;sicos e cient&iacute;ficos, estas t&eacute;cnicas para a detec&ccedil;&atilde;o da mal&aacute;ria j&aacute; s&atilde;o conhecidas h&aacute; 30 anos. A novidade &eacute; que agora estamos incorporando as mesmas ao telefone celular&rdquo; diz Bilenca.</p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/p1237807333756.html"><strong>Siga lendo sobre sa&uacute;de</strong></a></p>]]></description><pubDate>Wed, 27 Jul 2011 11:15:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/telefone-celular-na-luta-contra-a-malaria/n1597095569858.html</guid></item><item><title><![CDATA[O paciente mais inesquecível de um Médico Sem Fronteira]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-paciente-mais-inesquecivel-de-um-medico-sem-fronteira/n1596870840511.html</link><description><![CDATA[<p>Lívia Machado, iG São Paulo</p>Entre tantas missões pelo mundo, foi um morador de rua do Rio de Janeiro que mais marcou a vida de David Oliveira de Souza<p>Em dez anos quase completos de medicina, bem distribu&iacute;dos por miss&otilde;es dentro e fora do Pa&iacute;s, David Oliveira de Souza, ex-coordenador da organiza&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-humanit&aacute;ria internacional M&eacute;dicos Sem Fronteiras, multiplica hist&oacute;rias, contrap&otilde;e realidades e, por vezes, se confunde na fun&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>Veja tamb&eacute;m:</strong> <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/receita+medica+com+colagem+e+ditado/n1237768999584.html">Receita m&eacute;dica com colagem e ditado</a></p>
<p>Pela defini&ccedil;&atilde;o do dicion&aacute;rio, m&eacute;dico &eacute; o profissional formado em ci&ecirc;ncias m&eacute;dicas. No Brasil, o t&iacute;tulo de doutor &eacute; atribu&iacute;do ao menor sinal do jaleco branco. A forma&ccedil;&atilde;o de Souza, por&eacute;m, vai muito al&eacute;m de uma conota&ccedil;&atilde;o simplista e redundante.</p>
<p>As experi&ecirc;ncias, vividas por meses e anos em comunidades pobres, pa&iacute;ses subdesenvolvidos - marcados pela acidez da fome, cat&aacute;strofes naturais, mis&eacute;ria e desnutri&ccedil;&atilde;o - realidade que resiste em algumas cidades do Brasil, mas com um coeficiente (talvez) menor - exigem despreendimento e um senso humanit&aacute;rio pouco comum at&eacute; mesmo nas pessoas de boa vontade.</p>
<p>Ele j&aacute; contraiu mal&aacute;ria duas vezes, perdeu as contas de quantas infec&ccedil;&otilde;es g&aacute;stricas &ndash; as indesej&aacute;veis diarr&eacute;ias &ndash; j&aacute; fizeram parte da rotina de um m&eacute;dico sem barreiras &ndash; f&iacute;sicas e emocionais.</p>
<p>A Eti&oacute;pia, o Haiti e Mo&ccedil;ambique, embora deixem muitas marcas na trajet&oacute;ria do especialista, ficam em um segundo plano quando &eacute; preciso resgatar e resumir dez anos em um conto, uma prosa.</p>
<p>Para Souza, um bom atendimento m&eacute;dico precisa entrar na vida do paciente, entender a realidade local, antes de se apresentar como a possibilidade de fazer alguma diferen&ccedil;a.</p>
<p>A vida mais desconcertante recordada pelo profissional foi sentida em 2000, ao trabalhar no atendimento m&eacute;dico de moradores de rua. O servi&ccedil;o consistia em oferecer consulta pelas ruas, no per&iacute;odo noturno, quando essa popula&ccedil;&atilde;o procura uma marquise pra chamar de cama. &ldquo;Foi uma das experi&ecirc;ncias que mais me marcou. Eles est&atilde;o muito perto da gente, &eacute; um fen&ocirc;meno cada vez mais frequente, estamos acostumados a v&ecirc;-los, a julgar.&rdquo;</p>
<p>O trabalho exigia uma postura diferenciada no atendimento cl&iacute;nico. A entrevista m&eacute;dica tradicional n&atilde;o funcionava com essas pessoas. Os moradores de rua silenciam e assumem uma dor, tosse, ferida como parte do corpo, ou sintoma natural. &ldquo;Voc&ecirc; n&atilde;o sabe se ele emagreceu. A roupa usada &eacute; doa&ccedil;&atilde;o, por isso est&aacute; sempre mais larga. Ele n&atilde;o tem o h&aacute;bito de se olhar no espelho, pouco se conhece.&rdquo;</p>
<p>A bebida ajuda a mascarar a fome e funciona como um excelente analg&eacute;sico para as dores. Com o tempo, tudo isso &eacute; sublimado, eles n&atilde;o t&ecirc;m mais consci&ecirc;ncia do que &eacute; sa&uacute;de, relata o m&eacute;dico.</p>
<p>Em uma dessas noites, David conheceu Seu Francisco, um estivador de 60 anos, que veio do nordeste para tentar a vida no Rio de Janeiro. Depois de perder o emprego no Cais do Porto, pr&oacute;ximo a Pra&ccedil;a Mau&aacute;, permaneceu como morador da regi&atilde;o.</p>
<p><strong>Leia o especial: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/o+preco+da+vida+r+10/n1237778496477.html">O pre&ccedil;o da vida: R$ 10</a></p>
<p>Seu Francisco usava muletas e tinha um quadro agudo de varicocele, uma doen&ccedil;a que provoca edema na bolsa escrotal. Recebia os m&eacute;dicos com muita alegria, embora recha&ccedil;asse a vida que levava.</p>
<p>Naquele mesmo ano, uma rede de televis&atilde;o famosa fez uma grande reportagem sobre a vida dos moradores de rua. Por interm&eacute;dio do M&eacute;dico Sem Fronteiras, e da equipe em que David Souza trabalhava, Seu Francisco foi um dos personagens principais do programa.</p>
<p>Semanas ap&oacute;s a hist&oacute;ria do morar de rua ser veiculada em rede nacional, o escrit&oacute;rio do MSF recebe a liga&ccedil;&atilde;o de um jovem dizendo ser do Rio Grande do Norte. Com a voz embargada, ele afirmava que tinha reconhecido o pai desaparecido no tal programa de televis&atilde;o. Ele era filho de Seu Francisco. &ldquo;O rapaz contou que tinha recursos, forma&ccedil;&atilde;o profissional e poderia cuidar do pai, ajud&aacute;-lo. Ficamos emocionados e achamos que seria, certamente, uma grande not&iacute;cia.&rdquo;</p>
<p>Francisco n&atilde;o era alcoolista e nem dependente de qualquer outra droga, garante o m&eacute;dico. A vida na rua foi uma condi&ccedil;&atilde;o formatada pela circunst&acirc;ncia do desemprego, que retroalimenta outros problemas sociais. O poss&iacute;vel resgate, entretanto, n&atilde;o foi aceito. Ao ser informado que o filho fizera contato com a Organiza&ccedil;&atilde;o, o j&aacute; popular morador da Pra&ccedil;a Mau&aacute; se recusou encarar a fam&iacute;lia naquela condi&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>Alerta:</strong> <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/alcool+mata+mais+do+que+aids+tuberculose+e+violencia/n1238003384150.html">&Aacute;lcool mata mais do que aids, tuberculose e viol&ecirc;ncia</a></p>
<p>&ldquo;A gente tende a simplificar a raz&atilde;o pelas quais essas pessoas est&atilde;o na rua. Para ele, era vergonhoso voltar &agrave; cidade de origem daquele jeito. Comunicamos aos filhos a decis&atilde;o, e dissemos que n&atilde;o poder&iacute;amos fazer o papel de mediador, mas demos pistas de onde eles poderiam ach&aacute;-lo.&rdquo;</p>
<p>Cinco anos ap&oacute;s o desenrolar dessa hist&oacute;ria, Souza soube,&nbsp;por meio&nbsp;de outros moradores de rua, que Francisco tinha sido encontrado morto no mesmo lugar onde ficava. Ningu&eacute;m sabia por quais raz&otilde;es. S&atilde;o essas hist&oacute;rias surpreendentes, choques anafil&aacute;ticos de realidade, que transformam a medicina em uma pr&aacute;tica sem limites geogr&aacute;ficos. David j&aacute; viajou o mundo, mas&nbsp;aprendeu que a melhor consulta &eacute; aquela sem a fronteira&nbsp;do julgamento, do preconceito, do medo e da cr&iacute;tica.</p>
<p><strong>Conhe&ccedil;a outras hist&oacute;rias: </strong></p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/mil+e+uma+noites+e+dias+na+ambulancia+do+samu/n1238125477472.html">Mil e uma noites (e dias) na ambul&acirc;ncia do SAMU</a><br />
<a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o+homem+que+entende+o+coracao+das+mulheres/n1596830963793.html">O homem que entende o cora&ccedil;&atilde;o das mulheres</a><br />
<a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/pioneira+em+transplantes+de+coracao/n1238148188012.html">Pioneira em transplantes de cora&ccedil;&atilde;o</a></p>]]></description><pubDate>Thu, 14 Jul 2011 14:26:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-paciente-mais-inesquecivel-de-um-medico-sem-fronteira/n1596870840511.html</guid></item><item><title><![CDATA[Não viajo sem Viagra]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/nao-viajo-sem-viagra/n1596991949732.html</link><description><![CDATA[<p>Lívia Machado, iG São Paulo</p>Karina Oliani é paramédica especializada no resgate em áreas extremas. Para tais aventuras, ela conta que o remédio salva vidas<p>A grande casa de boneca servia apenas como um mini-rappel. Escalar as paredes do m&oacute;vel era certamente mais desafiador do que pentear os longos cabelos da Barbie.</p>
<p>Ao 12 anos, Karina Oliani, hoje m&eacute;dica especializada em paramedicina, saltou de p&aacute;ra-quedas. A carteira de mergulhadora foi conquistada seis anos antes de assumir o volante de um carro - ou guidom da motocicleta, seu transporte terrestre favorito.</p>
<p><strong>Leia tamb&eacute;m:</strong> <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/doutores+da+rua/n1596821993723.html">Doutores da rua</a></p>
<p>O padr&atilde;o de vida compat&iacute;vel com os desejos aventureiros permitiu que ela conquistasse um curr&iacute;culo peculiar, bastante diferenciado dos tradicionais donos do jaleco branco no Brasil.</p>
<p>Sem limites f&iacute;sicos, a &uacute;nica modalidade esportiva que ela assume total inaptid&atilde;o &eacute; a bocha. <a href="http://saude.ig.com.br/bemestar/rodopios+e+piruetas+depois+dos+20+30+e+ate+50+anos/n1237863219160.html">Bal&eacute;</a>, jazz, caiaque, <a href="http://saude.ig.com.br/bemestar/programa+de+caminhada+e+corrida/n1596963045235.html">corrida</a>, montanhismo, jud&ocirc;, snowboard, bodyboard (bi-campe&atilde; da modalidade) e at&eacute; pole dance &ndash; reconhecida internacionalmente como dan&ccedil;a &ndash; j&aacute; estiveram (e muitas ainda fazem parte da rotina) presentes em algum per&iacute;odo dos seus bem suados 29 anos.</p>
<p><strong>O melhor esporte: a medicina <br />
</strong></p>
<p>Em 2007, ap&oacute;s concluir o curso de medicina, realizado em uma faculdade privada da capital paulista, Karina arrumou as malas para fazer uma especializa&ccedil;&atilde;o em paramedicina na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.</p>
<p>Durante dois anos, aprendeu t&eacute;cnicas de um conceito quase inexistente no Brasil. Na volta &agrave; terra natal, empenhada na t&eacute;cnica, conquistou mais uma carteira de habilita&ccedil;&atilde;o: fez curso de piloto de helic&oacute;ptero. Hoje, &eacute; especialista no resgate em &aacute;reas extremas, e trabalha para aglutinar medicina e esporte em um s&oacute; oficio.</p>
<p>Junto com outros quatro colegas, montou uma empresa com a proposta de promover a medicina de aventura. Os cinco doutores s&atilde;o contratados para assessorar alpinistas amadores durante expedi&ccedil;&otilde;es de montanhismo. Acompanhar tais equipes &eacute; o fil&atilde;o do neg&oacute;cio, mas n&atilde;o o &uacute;nico. Eles pretendem oferecer capacita&ccedil;&atilde;o a outros profissionais e publicar o manual brasileiro de paramedicina. O grupo conseguiu os direitos para adaptar o conceito americano &agrave; realidade tupiniquim.</p>
<p>&ldquo;&Eacute; uma &aacute;rea pouco explorada no Brasil. Mas quem &eacute; apaixonado pelo esporte, acaba direcionando a vida, a rotina para escalar e vencer desafios ao menos uma vez por ano. E o esporte vira um v&iacute;cio&quot;, defende ela.</p>
<p>De fato, por aqui, a paramedicina &eacute; oferecida em cursos espec&iacute;ficos e com uma atua&ccedil;&atilde;o nada tur&iacute;stica ou desbravadora. Os profissionais trabalham em ambul&acirc;ncias do SAMU (Servi&ccedil;o de Atendimento M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia) ou no resgate privado.</p>
<p><strong>O indispens&aacute;vel Viagra</strong></p>
<p>A vida sem rotina, embora cansativa, permitiu a m&eacute;dica conhecer mais de 40 pa&iacute;ses, escalar o Everest, Himalaia, realizar resgates no Alasca e montar um &aacute;lbum fotogr&aacute;fico digno de exposi&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Como boa n&ocirc;made &ndash; apenas 40% do tempo ela passa em casa, em S&atilde;o Paulo &ndash; a mala nunca &eacute; desfeita. Al&eacute;m das roupas que equivalem a um iglu &ndash; encarar o frio requer prote&ccedil;&atilde;o acima do conforto &ndash; outro item indispens&aacute;vel no kit de <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/primeirossocorros/p1237824866019.html">primeiros socorros</a> &eacute; o Viagra, tradicional rem&eacute;dio contra impot&ecirc;ncia sexual.</p>
<p>Na medicina de montanha, o medicamento &eacute; essencial para tratar o quadro de edema pulmonar de alta montanha, provocado nos alpinistas pela falta de oxig&ecirc;nio e aumento da press&atilde;o nas art&eacute;rias pulmonares. Segundo a especialista, a fisiologia do problema &eacute; completamente diferente durante a escalada. &ldquo;O rem&eacute;dio tradicional para tratar o edema pode matar em diferentes condi&ccedil;&otilde;es de temperatura e press&atilde;o. N&atilde;o viajo sem o Viagra, ele salva vidas.&rdquo;</p>
<p><strong>Sem banho</strong></p>
<p>Trechos da atua&ccedil;&atilde;o de Karina podem ser conferidos no programa Extremos, do canal pago Multishow. Junto com o cinegrafista Magoo e a tamb&eacute;m apresentadora Julia Ericson, o trio viaja para lugares incr&iacute;veis mundo a fora, roteirizando cultura, esporte e adrenalina.</p>
<p>&Agrave; frente de quadros esportivos na televis&atilde;o desde 2005, a m&eacute;dica tem traquejo e o desprendimento necess&aacute;rio para ignorar as c&acirc;meras, a falta de higiene imposta em alguns destinos e curtir a viagem ou realizar cirurgias de emerg&ecirc;ncia. &ldquo;Meu c&acirc;mera teve um edema cerebral de alta montanha escalando o Monte Kilimanjaro (na &Aacute;frica), tive que socorr&ecirc;-lo &agrave;s pressas.&rdquo;</p>
<p>Destemida e sem frescura, hist&oacute;rias de quase morte, ou a experi&ecirc;ncia de viver mais de 20 dias sem tomar banho transformam os relatos em contos que alternam comicidade e tr&aacute;g&eacute;dia. Durante a temporada que passou prestando atendimento no Himalaia, a m&eacute;dica sofreu um grave acidente. A falta de banho e limpeza, principalmente dos cabelos, beiravam o insuport&aacute;vel.</p>
<p>O frio e o vento, na &eacute;poca, estavam muito agressivos e impossibilitavam a higiene. Cansada de esperar a temperatura favor&aacute;vel, ela decidiu arriscar. Ainda com o shampoo nos cabelos, um mini-tornado derrubou a tenda de banho e a arreme&ccedil;ou 20 metros do local de apoio.</p>
<p>&quot;Estava nua, quase morrendo de frio. Bati as costelas, me cortei e perdi equipamentos importantes para a vida nessas &aacute;reas. Foi um susto muito grande, s&oacute; sobrevivi por que fui socorrida rapidamente. Hoje, o susto virou hist&oacute;ria, mas j&aacute; passei por poucas e boas.&quot;</p>
<p>Por conta do curr&iacute;culo diferenciado, Karina &eacute; acionada pelos amigos (tamb&eacute;m) na hora da dor e de uma viagem. Para aliviar o desconforto, &eacute; &oacute;timo ter um m&eacute;dico por perto. Ao planejar uma viagem, ningu&eacute;m &eacute; melhor do que ela no servi&ccedil;o de guia tur&iacute;stico. Sem pestanejar, ela indica os destinos prediletos: &quot;Amo a &Aacute;frica e o Brasil.&quot;</p>
<p><br />
<strong>Leia mais:</strong><br />
<a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/pioneira+em+transplantes+de+coracao/n1238148188012.html">Pioneira em transplantes de cora&ccedil;&atilde;o</a><br />
<a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/e+o+casal+fez+sexo+na+unidade+semiintensiva/n1237864357731.html">E o casal fez sexo na unidade semi-intensiva</a><br />
<a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o+homem+que+entende+o+coracao+das+mulheres/n1596830963793.html">O homem que entende o cora&ccedil;&atilde;o das mulheres</a></p>]]></description><pubDate>Thu, 23 Jun 2011 07:30:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/nao-viajo-sem-viagra/n1596991949732.html</guid></item><item><title><![CDATA[Doutores da rua]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/doutores-da-rua/n1596821993723.html</link><description><![CDATA[<p>Fernanda Aranda, iG São Paulo. Fotos: Livia Machado</p>As histórias de ex-moradores de rua que viraram agentes de saúde e hoje cuidam da "população invisível"<p>O mendigo que bate na janela do carro e pede esmola pode sofrer da mesma&nbsp;press&atilde;o alta&nbsp;do motorista que fecha o vidro e torce para o sem&aacute;foro abrir r&aacute;pido.</p>
<p>A&nbsp;<a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/guiadedoencas/hipertensao/ref1238131624953.html">hipertens&atilde;o</a> que prejudica ambos, no entanto, tem formas diferentes de ser vista. No morador de rua, ela &eacute; invis&iacute;vel, apesar de ser duas vezes mais incidente do que na popula&ccedil;&atilde;o geral.</p>
<p>Para cuidar destes &ldquo;pacientes fantasmas&rdquo;, Marivaldo, Jos&eacute; Hilmar, Jos&eacute; Carlos e Manoel aceitaram dedicar oito horas de seus dias, seis vezes por semana. Eles tamb&eacute;m j&aacute; dormiram ao relento, passaram frio e sabem que tudo fica em segundo plano quando n&atilde;o se tem casa para morar. A experi&ecirc;ncia em viver nas ruas os convenceu de que prevenir doen&ccedil;a &eacute; sim um instrumento de reinser&ccedil;&atilde;o social.</p>
<p>Mesmo sem diploma universit&aacute;rio (por enquanto, j&aacute; que eles&nbsp;v&atilde;o fazer faculdade) viraram &ldquo;doutores&rdquo;. Doutores das ruas. Chamam seus &ldquo;pacientes&rdquo; pelo nome (e apelido), fazem ficha m&eacute;dica, levam ao posto e ao hospital quem &eacute; ignorado a ponto de passar a fazer parte do cen&aacute;rio urbano como algo im&oacute;vel, tal qual uma &aacute;rvore ou o cimento das cal&ccedil;adas.</p>
<p>A reportagem do <strong>iG Sa&uacute;de </strong>acompanhou dois dias de trabalho destes agentes de sa&uacute;de especiais, ligados &agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo. Em um &aacute;rduo trabalho que exige caminhar &ndash; em m&eacute;dia &ndash; 15 quil&ocirc;metros por dia, a equipe leva a melhor medicina ao estilo &ldquo;olho no olho&rdquo; para quase todas as esquinas do centro paulistano.</p>
<p><strong>Leitos e estrelas <br />
</strong><br />
</p>
<p>Meio-dia, sol escaldante, popula&ccedil;&atilde;o apressada. Para os agentes, um paciente. Para os pedestres que queriam chegar mais r&aacute;pido &agrave; esta&ccedil;&atilde;o Tatuap&eacute;, na zona leste paulistana, o homem deitado em plena cal&ccedil;ada da Avenida Radial Leste era encarado s&oacute; como um obst&aacute;culo ao tr&aacute;fego.</p>
<p>Jos&eacute; Carlos dos Santos, 46 anos, diz compreender esse comportamento. &ldquo;Eu tamb&eacute;m n&atilde;o reparava nos moradores de rua at&eacute; me tornar um&rdquo;, afirma, ao aproximar-se do paciente.</p>
<p>Antes de sentir a ang&uacute;stia de ser &ldquo;lombada viva&rdquo; nas ruas de S&atilde;o Paulo, Z&eacute; Carlos trabalhava como gerente de uma rede de supermercados, com bom sal&aacute;rio e boa vida. Perdeu o emprego em 1999. Um ano depois n&atilde;o conseguiu mais pagar o aluguel e, mesmo com estudo completo, acabou nas ruas.</p>
<p>Foram quatro anos sem endere&ccedil;o fixo, dormindo em papel&otilde;es, em um enredo muito parecido ao enfrentado por aquele homem/obst&aacute;culo da Radial Leste que agora era &ldquo;paciente&rdquo; do ex-gerente de supermercado, ex-morador de rua e atual agente de sa&uacute;de.</p>
<p>Cuidar daquele homem &ndash; que com a voz rouca disse que acabara de receber alta hospitalar ap&oacute;s ficar 40 dias internado por conta de uma forte <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/guiadedoencas/pneumonia/ref1238131554985.html">pneumonia</a> &ndash; era mais do que o of&iacute;cio. Era Z&eacute; Carlos fazendo as pazes com o seu passado.</p>
<p><strong>Doen&ccedil;as sem endere&ccedil;o</strong></p>
<p>No dia acompanhado pela reportagem, Z&eacute; Carlos percorria a cidade junto com outros tr&ecirc;s &ldquo;doutores das ruas&rdquo;, os agentes Jos&eacute; Hilmar de Andrade, 41 anos, Marivaldo da Silva Santos, 36, e Manoel Sim&otilde;es Costa, 61 anos. Todos, diariamente, enfrentam, brigam e fazem as pazes com os dias dif&iacute;ceis que j&aacute; passaram.</p>
<p>Cada um deles j&aacute; morou na rua por motivos diferentes. O resgate dessa vida foi feito por meio de um papel pregado nas paredes de todos os albergues municipais de S&atilde;o Paulo em 2004, 2005 e 2006.</p>
<p>Na &eacute;poca, a Prefeitura teve a ideia de formar equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia que cuidariam exclusivamente da popula&ccedil;&atilde;o de rua. Como sabiam que os pacientes seriam resistentes em tratar as doen&ccedil;as que nem imaginavam ter, a estrat&eacute;gia foi escalar quem j&aacute; viveu na pele a situa&ccedil;&atilde;o, capacitar estes interessados e transform&aacute;-los em ponte entre os moradores das cal&ccedil;adas e as unidades de sa&uacute;de.</p>
<p>Hoje, j&aacute; existem 24 equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia de Rua, que atuam em 11 Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS) distribu&iacute;das em 10 Distritos da capital paulistana. Os agentes capacitados ficam respons&aacute;veis por pedacinhos da cidade. Cadastram todos os moradores em situa&ccedil;&atilde;o de rua que encontram nas andan&ccedil;as pelo per&iacute;metro que fica sob suas responsabilidades. S&atilde;o eles que fazem o cart&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) dos mendigos, os convencem a procurar o posto m&eacute;dico e, por vezes, a passar pela primeira consulta de suas vidas. Fazer com que n&atilde;o abandonem o tratamento tamb&eacute;m &eacute; miss&atilde;o destes agentes.</p>
<p>Z&eacute; Carlos, Hilmar, Marivaldo e Manoel foram aprovados por esta sele&ccedil;&atilde;o do governo municipal entre 2005 e 2006. Em pouco tempo na nova carreira, ganharam o prefixo &ldquo;ex&rdquo; antes das palavras &ldquo;morador de rua&rdquo;, classifica&ccedil;&atilde;o que durante anos definiu a situa&ccedil;&atilde;o de vida de todos eles.</p>
<p>Por meio de suas anota&ccedil;&otilde;es, fichas e encaminhamentos, estes agentes ajudaram a Secretaria de Sa&uacute;de a desenhar a incid&ecirc;ncia das doen&ccedil;as que moram a c&eacute;u aberto. Revelaram que os moradores de rua, al&eacute;m de esquecidos, s&atilde;o hipertensos, <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/guiadedoencas/diabetes/ref1238131674836.html">diab&eacute;ticos</a>, <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/guiadedoencas/tuberculose+pulmonar/ref1238131669675.html">tuberculosos</a> e sofrem com doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis e depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica em n&iacute;veis muito superiores aos da popula&ccedil;&atilde;o em geral.</p>
<p>&ldquo;De certa forma, conseguimos fazer com que, pelo menos para o SUS paulistano, eles deixem de ser invis&iacute;veis&rdquo;, diz o agente Marivaldo.</p>
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<div class="graficoGrande">
<h3>As doen&ccedil;as a c&eacute;u aberto</h3>
<p>No &uacute;ltimo ano foram consultados 1907 moradores de rua. Saiba quais s&atilde;o as doen&ccedil;as mais incidentes. Valor em %</p>
<div id="grafico28"><strong>Gerando gr&aacute;fico...</strong></div>
<div class="credito"><cite>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de SP</cite></div>
</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Crack, desilus&atilde;o e poesia</strong></p>
<p>Marivaldo n&atilde;o deixou a cidade natal Feira de Santana, na Bahia, para ser invis&iacute;vel em S&atilde;o Paulo. Pelo contr&aacute;rio. A oportunidade de trabalhar na cidade grande e ganhar R$ 400, aos 18 anos, como ajudante de obras pintou como a chance dele, pela primeira vez, se destacar.</p>
<p>O sonho do emprego virou pesadelo em apenas tr&ecirc;s meses. Demitido e sem dinheiro, as ruas em torno da Pra&ccedil;a da S&eacute;, marco zero paulistano, viraram a &uacute;nica moradia poss&iacute;vel. Neste per&iacute;odo, o jovem quase virou not&iacute;cia. Dormia no mesmo local onde em 1996 os moradores de rua foram brutalmente assassinados.</p>
<p>Naquela noite, Marivaldo tinha mudado &ldquo;de cama&rdquo;. Acredita que s&oacute; por isso n&atilde;o foi morto a pauladas e n&atilde;o estampou a primeira p&aacute;gina de todos os jornais do dia seguinte. Driblando as drogas e as bebidas, ele fez da poesia seu &uacute;nico v&iacute;cio. Escrevia compulsivamente em cadernos encontrados no lixo. Em 2005 &ndash; pouco depois de encontrar a ressurrei&ccedil;&atilde;o no an&uacute;ncio da prefeitura &ndash; os versos viraram livro.</p>
<p>&ldquo;Todo o sal&aacute;rio que ganhei como agente investi em estudo. Primeiro terminei o ensino fundamental, depois o m&eacute;dio e agora entrei na faculdade de Assist&ecirc;ncia Social&rdquo;, conta.</p>
<p>Se Marivaldo conseguiu escapar da sedu&ccedil;&atilde;o das <a href="http://saude.ig.com.br/drogas/"><strong>drogas </strong></a>que prometem esquentar o frio e enganar a fome de quem vive na rua, Hilmar e Manoel acreditam que s&oacute; passaram a viver nas esquinas por causa dos entorpecentes.</p>
<p>&ldquo;A vida havia perdido o sentido&rdquo;, lembra Hilmar. &ldquo;Um dia ganhei R$ 2 mil em um bico. Fui para a rua, torrei tudo em crack e nunca mais aprendi o caminho de volta para casa. Sem documento, sem banho, morei na rua por quatro anos&rdquo;, conta ele, resgatado da depend&ecirc;ncia em 2006 pelo mesmo convite para deixar de ser s&oacute; um viciado e virar agente de sa&uacute;de.</p>
<p>J&aacute; Manoel ganhou o &ldquo;passaporte&rdquo; para as ruas aos 56 anos, regado a muito &aacute;lcool e uma desilus&atilde;o amorosa. Bem antes disso, aos 16, ele pegou gosto pela bebida tomando o restinho dos drinques que sobravam nos copos dos clientes da churrascaria, no Rio Grande do Sul, onde trabalhava como gar&ccedil;om. Veio para S&atilde;o Paulo, casou e teve um filho. &ldquo;Bebia demais, era um desgosto&rdquo; conta.</p>
<p>Um dia brigou com a mulher, saiu de casa para ajudar a descarregar um caminh&atilde;o. Os trocados pela ajuda ele gastou em &aacute;lcool. Foi assaltado, perdeu a carteira e a coragem de voltar para fam&iacute;lia. Ficou na rua por&nbsp;dois anos at&eacute; ver o an&uacute;ncio para ser agente de sa&uacute;de em um albergue onde parou para tomar banho e fazer a barba. Criou a estrat&eacute;gia de anotar todas as g&iacute;rias faladas na rua em uma caderneta. &ldquo;Se voc&ecirc; desaprende a linguagem deles, n&atilde;o consegue a confian&ccedil;a&rdquo;, explica o doutor mais velho do grupo.</p>
<p><strong>Leia tamb&eacute;m</strong>: <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/sobreviventes+do+crack/n1237583290067.html">Sobreviventes do crack</a></p>
<p><strong>Ceia</strong></p>
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<p>A ternura que estes doutores da rua carregam em suas visitas di&aacute;rias contrasta com o passado que tanto os maltratou. Um bate-papo com a popula&ccedil;&atilde;o de rua, numerosa e ao mesmo tempo invis&iacute;vel, pode ser o rem&eacute;dio que eles precisam para sair do limbo urbano, procurar ajuda e talvez a reinser&ccedil;&atilde;o na sociedade, apostam.</p>
<p>Vencer a tuberculose, o diabetes, a hipertens&atilde;o e a <a href="http://saude.ig.com.br/drogas/"><strong>depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica </strong></a>de seus pacientes j&aacute; seria desafio suficientemente dif&iacute;cil, mas estes agentes de&nbsp;sa&uacute;de&nbsp;querem mais.</p>
<p>Ao final da jornada acompanhada pelo <strong>iG</strong>, Marivaldo, Z&eacute; Carlos, Hilmar e Manoel encontraram um grupo de moradores de rua que partilhava salgadinhos, salsichas e miojo. A refei&ccedil;&atilde;o era cal&oacute;rica e pouco nutritiva para os pacientes que t&ecirc;m &iacute;ndices de <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/guiadedoencas/hipertensao/ref1238131624953.html">hipertens&atilde;o</a> de 43% e <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/guiadedoencas/diabetes/ref1238131674836.html">diabetes</a> de 33%.</p>
<p>Mas n&atilde;o era s&oacute; isso que incomodava os doutores da rua. Eles ainda n&atilde;o conseguem entender por que seus pacientes &ndash; que na hora do contato, discutiam literatura e poesia (eles indicaram livros e versos &agrave; rep&oacute;rter) &ndash; seguem sendo encarados s&oacute; como lombadas vivas por quem passa com pressa pela rua.</p>
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<p>Continue lendo</p>
<p><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/3+em+cada+4+moradores+de+rua+usam+alcool+ou+drogas/n1237648458532.html">3 em cada 4 moradores de rua usam &aacute;lcool ou drogas</a><br />
<a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/moradores+de+rua+sao+invisiveis+para+sociedade/n1237653440497.html">Moradores de rua s&atilde;o &quot;invis&iacute;veis&quot; para sociedade</a><br />
<a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/oito+personagens+relatam+o+drama+de+viver+na+rua/n1237653445710.html">Oito personagens relatam o drama de viver na rua</a><br />
&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Mon, 30 May 2011 09:29:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/doutores-da-rua/n1596821993723.html</guid></item><item><title><![CDATA[O homem que entende o coração das mulheres]]></title><link>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-homem-que-entende-o-coracao-das-mulheres/n1596830963793.html</link><description><![CDATA[<p>Yara Achôa, iG São Paulo</p>Roque Marcos Savioli sempre teve um olhar diferenciado para o coração feminino. Hoje ele é um especialista no assunto<p>&ldquo;Qual foi a &uacute;ltima vez que voc&ecirc; fez algo por voc&ecirc;?&rdquo;, costuma questionar o cardiologista Roque Marcos Savioli &agrave; suas pacientes. Isso porque, como constata em sua experi&ecirc;ncia nos consult&oacute;rios, as mulheres est&atilde;o envolvidas em tantas fun&ccedil;&otilde;es hoje em dia que esquecem de si.</p>
<p>&ldquo;Falta se colocar limites. Elas assumem muitas responsabilidades, cuidam de muita gente, se cobram demais. O <a href="http://saude.ig.com.br/coracao/" target="_self"><strong>cora&ccedil;&atilde;o</strong></a> sofre com isso&rdquo;.</p>
<p>V&aacute;rios estudos analisam o cora&ccedil;&atilde;o feminino de forma diferente ao do homem. E h&aacute; tempos o cardiologista percebe esse movimento. Mas foi alguns anos atr&aacute;s, em uma de suas palestras sobre sa&uacute;de do cora&ccedil;&atilde;o, que ele definiu seu foco de vez.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/o+infarto+do+novo+seculo/n1237864680431.html"><strong>O infarto do novo s&eacute;culo</strong></a></p>
<p>&ldquo;Era um domingo de agosto, frio e chuvoso. Esperava uma plateia m&iacute;nima. De repente me deparei com mais de mil mulheres, de todas as idades, &aacute;vidas por informa&ccedil;&otilde;es. Percebi, ent&atilde;o, que deveria continuar com esse prop&oacute;sito de melhorar a qualidade de vida delas&rdquo;.</p>
<p>Na pr&aacute;tica cl&iacute;nica di&aacute;ria ele diz que observa o que os trabalhos cient&iacute;ficos apontam: h&aacute; mais preocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de cardiovascular do homem do que com a da mulher.</p>
<p>&ldquo;A mulher n&atilde;o se cuida t&atilde;o bem quanto o homem quando o assunto &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, revela. Acontece que a maior causa de morte entre mulheres s&atilde;o as doen&ccedil;as cardiovasculares, ou seja, o infarto do mioc&aacute;rdio e o <a href="http://saude.ig.com.br/avc+90+dos+riscos+vem+de+apenas+10+causas/n1237671364478.html">acidente vascular cerebral (AVC)</a>.</p>
<p>Por in&uacute;meros fatores ela tamb&eacute;m demora muito para pedir ajuda. &ldquo;A mulher est&aacute; sempre pensando primeiro nos filhos, no marido, no trabalho... E &eacute; mais tolerante &agrave; dor&rdquo;.</p>
<p>O cardiologista ilustra com a hist&oacute;ria de uma de suas pacientes: &ldquo;Ela acordou com uma dorzinha e achou que era problema de est&ocirc;mago, n&atilde;o ligou. Depois viu o marido dormindo, ficou com d&oacute; de acord&aacute;-lo para pedir ajuda. Quando finalmente foi para o hospital, estava infartando&rdquo;.</p>
<p>Do alto de sua experi&ecirc;ncia de 37 anos de profiss&atilde;o, Roque Savioli escreveu mais de uma dezena de livros, sendo o mais recente &quot;Um Cora&ccedil;&atilde;o de Mulher&quot; (Editora Can&ccedil;&atilde;o Nova), no qual aborda os aspectos fisiol&oacute;gicos, emocionais e espirituais que envolvem o cora&ccedil;&atilde;o humano.</p>
<p>&ldquo;Na maioria das vezes, a pessoa chega ao consult&oacute;rio sem doen&ccedil;a alguma. Eu preciso ter a sensibilidade para entender que o que pode estar doendo &eacute; o emocional&rdquo;, diz.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Confiss&otilde;es</span></p>
<p>O m&eacute;dico conta que ele pr&oacute;prio realiza o eletrocardiograma em suas pacientes &ndash; quando poderia deixar que um de seus assistentes o fizesse. &ldquo;Quando elas deitam ali no div&atilde;, para o exame, as hist&oacute;rias v&atilde;o surgindo&rdquo;.</p>
<p>Em se tratando de sa&uacute;de do cora&ccedil;&atilde;o, o m&eacute;dico tamb&eacute;m considera importantes aspectos como a f&eacute; e a espiritualidade &ndash; &ldquo;que n&atilde;o necessariamente tem a ver com religi&atilde;o&rdquo;. E gosta de lembrar o caso de Dona Carmem, uma senhora que o procurou beirando os 90 anos.</p>
<p>&ldquo;Ela chegou ao meu consult&oacute;rio ap&oacute;s ter lido meu livro Milagres que a Medicina N&atilde;o Contou. Tinha acompanhamento m&eacute;dico, mas sua parte cardiol&oacute;gica estava sem os devidos cuidados.</p>
<p>Assim que a vi, senti que aquela senhora tinha algo de especial, pois ficou patente na minha lembran&ccedil;a o seu bom humor e o seu bem-estar, apesar do cora&ccedil;&atilde;o fraco e das limita&ccedil;&otilde;es que a idade lhe impusera. Tive de solicitar, em car&aacute;ter de urg&ecirc;ncia, uma interna&ccedil;&atilde;o para que pud&eacute;ssemos implantar um marca-passo para normalizar seu quadro&rdquo;.</p>
<p>Uma das coisas que mais o impressionou em Dona Carmem foi a alegria de viver, a intelig&ecirc;ncia e principalmente a f&eacute;.</p>
<p>&ldquo;Por pior que fosse o momento, por pr&oacute;ximo que ela estivesse da morte, sempre esteve firme em sua f&eacute;. Em uma outra ocasi&atilde;o a atendi queixando-se de dores no peito que a fizeram imaginar um infarto. Ap&oacute;s tranquiliz&aacute;-la, mostrando que as dores eram de origem muscular, ela me chamou de lado e sussurrou em meu ouvido: &lsquo;doutor Roque, pensei que j&aacute; estava indo dar um abra&ccedil;o em Jesus&rsquo;&rdquo;.</p>]]></description><pubDate>Fri, 22 Apr 2011 08:27:40 -0300</pubDate><guid>http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/o-homem-que-entende-o-coracao-das-mulheres/n1596830963793.html</guid></item></channel></rss> 