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Uma das maiores instituições de saúde da Europa, Charité tem capacidade para internar mais de 20 pessoas em quarentena

À medida em que as mortes causadas pelo ebola aumentam, cresce também a preocupação de países europeus e norte-americanos com a possibilidade de um surto fora da África Ocidental. Pensando nisso, um hospital alemão abriu suas portas à imprensa para mostrar como está se preparando para receber possíveis infectados do vírus, que já matou mais de mil pessoas desde março. 

Veja fotos da área de quarentena do hospital berlinense Charité:

Um dos maiores hospitais da Europa, localizado na capital Berlim, o Charité mostrou a área de isolamento de seu edifício, a mais proeminente da Alemanha, onde é possível internar mais de 20 pacientes ao mesmo tempo. "Estamos bastante seguros", diz o médico especializado em doenças tropicais Florian Steiner, exibindo roupas protetoras azuis que parecem tiradas de algum filme de ficção científica.

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Feita para abrigar pacientes com doenças transmissíveis, a estação de quarentena do hospital possui uma série de placas espalhadas avisando para ficar distante da área.

As vestimentas de alta pressão que ficam infladas como balões precisam ser desinfectadas em uma sala desenvolvida especialmente para isso para que os médicos possam deixar a área sem a possibilidade de levar o vírus para fora.

Entenda a doença

Ebola é uma doença viral com sintomas iniciais podem incluir febre repentina, fraqueza intensa, dores musculares e dor de garganta, de acordo com a OMS. E isso é apenas o começo: a próxima etapa é o vômito, diarreia e - em alguns casos – sangramento interno e externo, com interrupção do funcionamento dos órgãos.

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A epidemia se concentra nos países africanos da Guiné, Serra Leoa e Libéria, mas já foram registrados casos na Nigéria.

Humanos pegam o vírus por meio do contato próximo com animais infectados, incluindo chimpanzés, antílopes florestais e morcegos frutíferos – estes últimos são uma iguaria na Guiné.

Em seguida, o ebola se espalha de uma pessoa para outra, por contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos, ou indiretamente, através do contato com ambientes contaminados. Até mesmo os funerais das vítimas do ebola pode ser um risco, se os enlutados têm contato direto com o corpo do falecido.

O período de incubação do vírus pode durar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil. Pessoas podem transmitir a doença enquanto o vírus permanecer em seu sangue e secreções – o que pode elevar até sete semanas depois da recuperação.

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