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Pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância mostra que as crianças têm sido mantidas isoladas em comunidades

Ao menos 3,7 mil crianças na Guiné, Libéria e Serra Leoa já perderam um ou ambos os pais por causa da epidemia de ebola, segundo a ONU anunciou nesta quarta-feira (15).

Veja fotos do surto de ebola na África Ocidental:

O número foi obtido depois da realização de uma missão com duração de duas semanas do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) nos três países, os mais afetados pelo surto do vírus.

Crianças foram encontradas sozinhas nos hospitais onde seus pais morreram ou já de volta às suas comunidades, onde eram mantidas isoladas e, se tinham sorte, eram alimentadas por vizinhos.

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Segundo a Unicef, é necessário encontrar cuidadores para estas crianças com urgência. "Elas precisam de atenção especial e apoio, mas muitas estão se sentindo indesejadas e até mesmo abandonadas", disse Manuel Fontaine, do fundo.

"Normalmente, órfãos ficam sob os cuidados de alguém da família, mas, em algumas comunidades, o medo do ebola está se tornando mais forte do que os laços de família."

O número de crianças órfãs por causa da epidemia deu um salto nas últimas semanas. E relatórios preliminares sugerem que o índice pode dobrar até meados de outubro, segundo a Unicef.

A agência da ONU ainda acrescentou que é preciso ser criado um sistema para identificar e cuidar dessas crianças.

"Mais coragem e criatividade"
A Unicef realizará uma reunião sobre o assunto em Serra Leoa no próximo mês, mas pede que cuidadores voluntários se apresentem o quanto antes.

"O ebola está tornando uma reação básica do ser humano, como confortar uma criança doente, numa setença de morte em potencial", disse Fontaine. "Não podemos reagir de forma usual a uma crise desta natureza e escala. Precisamos de mais coragem, criatividade e recursos."

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3 mil pessoas já morreram por causa do vírus no Leste da África. Isso faz da atual epidemia do ebola a mais mortal dos tempos recentes.

Segundo a ONU, é preciso haver um progresso maior no combate à doença nos próximos 60 dias. A meta é fazer com que 70% das pessoas infectadas estejam sendo tratadas e que 70% dos enterros sejam feitos de forma segura neste período.

"É um objetivo ambicioso e a única forma de atingí-lo é por meio de um esforço internacional", disse Anthony Banbury, chefe da mais recente missão da ONU no combate ao ebola.


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