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Ricardo Barros diz que não pretende rever o tamanho do SUS e defende cortes em "gastos excessivos" com a Previdência Social para sistema de saúde ter 'capacidade de financiamento'

Ministro Ricardo Barros (PP-PR) assumiu o comando da Saúde na gestão Michel Temer
Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados
Ministro Ricardo Barros (PP-PR) assumiu o comando da Saúde na gestão Michel Temer

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou em nota que a solução do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) está condicionada a uma reforma na Previdência Social. "Eu não tenho nenhuma pretensão de redimensionar o SUS. O que nós precisamos é capacidade de financiamento para atender à demanda", disse. "Só conseguiremos espaço fiscal para a Saúde se conseguirmos repactuar os gastos excessivos na Previdência", completou.

O ministro argumentou que atualmente a Previdência consome 50% da arrecadação federal, o que, segundo ele, compromete de forma direta as demais áreas sociais. Dos R$ 118 bilhões previstos no orçamento deste ano para a Saúde, R$ 9,9 bilhões foram contingenciados. Com o corte, recursos para custear programas considerados essenciais, como Unidades de Pronto Atendimento, Farmácia Popular e Samu, são suficientes somente até agosto. Pelo orçamento atual, também não há verba para custear internações, cirurgias e outros procedimentos chamados de média e alta complexidade em dezembro.

Barros afirmou que deve solicitar nesta quarta-feira (18), em reunião marcada com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, a liberação de recursos para a área. "O SUS está previsto na Constituição, é um direito garantido. Isso não será mudado", afirmou.

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