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É a primeira vez que os genes são identificados, reforçando a ideia de que se trata de um problema cerebral e ajudando a encontrar novos tratamentos

Confirmar que a depressão é uma doença cerebral pode ajudar a acabar com os preconceitos ligados ao problema
Pixabay
Confirmar que a depressão é uma doença cerebral pode ajudar a acabar com os preconceitos ligados ao problema

Um estudo identificou, pela primeira vez, 17 variações genéticas que podem estar associadas à depressão. A pesquisa foi publicada nesta terça-feira (2) na revista científica Nature Genetics. De acordo com Roy Perlis, um dos autores, a descoberta é importante para o desenvolvimento de novos tratamentos.

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"De maneira mais geral, encontrar os genes associados com a depressão poderá nos ajudar a esclarecer que se trata de uma doença cerebral, que esperamos que vá reduzir o estigma ao qual esse tipo de doença ainda é associada", afirma o especialista do Hospital Geral de Massachusetts, dos Estados Unidos.

É sabido que a doença pode ocorrer em famílias, mas a maior parte dos estudos genéticos feitos até agora não havia conseguido identificar os genes que influenciam o risco para o problema. Pesquisa realizada anteriormente identificou apenas duas regiões do genoma que podem contribuir para um maior risco de depressão em mulheres chinesas.

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Pesquisa

A equipe analisou dados coletados a partir de clientes de uma empresa de testes genéticos. Em seguida, as pessoas estudadas forneceram informações sobre seu histórico médico e passaram por entrevistas. Foram usados exames de mais de 450 mil descendentes de europeus, sendo que 121 mil relataram terem sido diagnosticados com a doença.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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