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Objetivo é produzir peças feitas de um pó especial com técnica a laser, permitindo uma confecção sob medida, encaixadas mais próximas ao osso

Fase mais difícil do projeto é produzir o pó metálico necessário para utilização da impressora 3D na confecção das próteses
A2img / Ciete Silvério 08.08.2016
Fase mais difícil do projeto é produzir o pó metálico necessário para utilização da impressora 3D na confecção das próteses

O Governo de São Paulo vai investir cerca de R$ 8 milhões em um projeto para produção de próteses ortopédicas de alta tecnologia. Os trabalhos devem durar cerca de três anos e meio.

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As próteses serão feitas de ligas de nióbio-titânio e titânio-nióbio-zircônio com uma técnica de fusão a laser permitindo uma confecção sob medida, encaixadas mais próximas ao osso humano.

Na primeira fase do projeto, será realizada a elaboração de um pó para o desenvolvimento das peças, após chegarem ao material com a qualidade necessária para a produção, serão feitos testes para verificar corrosão, citotoxidade e ensaios mecânicos com pacientes da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

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Governador Geraldo Alckmin assinou nesta segunda (8) o projeto para criação de próteses
A2img / Ciete Silvério 08.08.2016
Governador Geraldo Alckmin assinou nesta segunda (8) o projeto para criação de próteses

"Isso possibilitará o que há de mais moderno para termos próteses para as pessoas que precisam por impressão 3D. Pode possibilitar próteses feitas para aquela pessoa, totalmente customizadas. É um grande avanço científico. O Brasil é produtor de 80% de nióbio do mundo e podemos ter um grande avanço na ortopedia, na traumatologia e no tratamento de pessoas com deficiência", diz o governador Geraldo Alckmin.

O projeto acontece em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Laboratório de Processos Metalúrgicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), além da AACD.

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Para o presidente do IPT, Fernando José Gomes Landgraf, o mais difícil é produzir o pó metálico necessário para utilização da impressora 3D e confecção das próteses. Os pós da liga nióbio-titânio-zircônio já existem comercialmente, mas a tecnologia ainda não é dominada no Brasil. "Tudo dando certo, em quatro anos, deve estar disponível”, afirma Gomes.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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