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Ricardo Barros declarou em encontro sobre o SUS que é preciso melhorar consultas básicas para igualar índice de encaminhamentos à média mundial

Barros também informou que houve um aumento de 68% nos casos de câncer no país nos últimos cinco anos
Marivaldo Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo 01.08.2016
Barros também informou que houve um aumento de 68% nos casos de câncer no país nos últimos cinco anos

O ministro da Saúde afirmou nesta quarta-feira (10) que nem todos os encaminhamentos médicos feitos no País para especialistas são necessários. Ricardo Barros acredita que é preciso melhorar as consultas básicas. “O Brasil referencia 35% das consultas para especialidades e a média mundial é de apenas 20%”, disse em encontro sobre Sistema Único de Saúde (SUS), promovido pelo jornal O Estado de São Paulo.

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Barros também informou que houve um aumento de 68% nos casos de câncer no país nos últimos cinco anos, chegando a 600 mil diagnósticos. O País investe R$ 3,5 bilhões no combate à doença. Entre as medidas adotadas está a implementação de unidades de tratamento de câncer. O ministro espera que isso seja “suficiente para que a população tenha o acesso adequado a essa especialidade”.

O ministro da Saúde também manifestou a expectativa de que, dentro de aproximadamente seis meses, o Brasil possa estar cumprindo o prazo legal de 60 dias entre o diagnóstico e o início do tratamento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Equipamentos de radioterapia estão parados

Desde 2012, 80 aparelhos importados usados no tratamento por radioterapia estão parados. O ministro afirmou que até o final de 2016 pelo menos dois poderão entrar em operação. Barros atribuiu o fato à dificuldade de instalação desses equipamentos em terrenos adequados.

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Questionado se o Projeto de Plano Individual de Saúde Acessível, em estudo por um grupo de trabalho , poderá otimizar os atendimentos, o ministro disse que tem a expectativa de que esses planos possam agilizar os diagnósticos e acelerar os tratamentos da doença. Ele, porém, ressaltou que o governo não está impondo nenhuma proposta, apenas quer que seja construída uma forma de garantir melhor o acesso à saúde a partir das discussões entre os integrantes dessa comissão de trabalho.

*Com informações da Agência Brasil

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