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Cerca de 12 mil envenenamentos foram registrados por conta de picadas de abelha em 2015, incluindo mais de 40 óbitos

Uma mulher de 33 anos foi a primeira paciente a receber o soro antiapílico, contra o veneno da picada de abelha. Ela foi atendida no Hospital da Faculdade de Medicina de Botucatu, em São Paulo, após receber pelo menos 400 picadas.

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O medicamento foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com o Instituto Vital Brazil, do Estado do Rio de Janeiro. A paciente recebeu seis ampolas do soro contra o veneno da picada de abelha , não apresentou reações adversas e recebeu alta dias após a internação. A informação foi divulgada esta semana pela Secretaria de Saúde do Rio.

A fase de testes para a liberação para o consumo humano teve início em agosto. Além da unidade de saúde de Botucatu, o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, Santa Catarina, também recebeu as ampolas do soro. Serão atendidas pessoas com múltiplas picadas.

O soro antiapílico precisa ser testado em pelo menos 20 pessoas antes de o medicamento ser liberado para consumo. Cada paciente recebe de duas a dez ampolas no tratamento, variando de acordo com a gravidade do quadro clínico. Para participar do teste, é preciso ter entre 18 e 60 anos, não estar grávida e ter sofrido mais de cinco picadas de abelha.

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De acordo com o infectologista e presidente do Instituto Vital Brazil, Edimilson Migowski, a estimativa é a de que o soro esteja liberado para a produção em escala industrial em aproximadamente dois anos.

Envenenamento

O Brasil registrou, somente no ano passado, quase 12 mil envenenamentos por abelhas, incluindo mais de 40 óbitos. O número é 14 vezes maior do que o total de casos no ano 2000, quando ocorreram 1.440 acidentes, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O problema ocorre, principalmente, na região sul do País.

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A picada de abelha causa dor e inchaço local. Geralmente, pode ser tratada pela própria pessoa, mas em casos de reação alérgica pode ocorrer dificuldade de respirar, inchaço da língua, náusea e perda da consciência.

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