Fiocruz monitora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que evoluem para hospitalização
SILVIO AVILA
Fiocruz monitora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que evoluem para hospitalização

Os casos de infecção respiratória grave estão em alta em três estados brasileiros - Goiás, Sergipe e Rondônia. A informação é do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (26) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os três estados estão em nível de alerta com tendência de aumento no longo prazo.

O boletim é desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da fundação e monitora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que evoluem para hospitalização.

A análise mais recente, que traz o cenário do período de 15 a 21 de fevereiro, mostra um crescimento nacional puxado pelo aumento das internações por rinovírus, que causa resfriado comum, e pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

O VSR causa principalmente bronquiolite infantil entre recém-nascidos e crianças pequenas

Ainda de acordo com o boletim, em Goiás, Sergipe e Rondônia, o aumento de SRAG é impulsionado pelo VSR e, nas duas primeiras, também pelo rinovírus.

Em Rondônia observa-se ainda crescimento de SRAG por influenza A, especialmente entre jovens e adultos.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, destacou que “o estudo também constatou indícios de manutenção do aumento das hospitalizações por influenza A no Pará e Ceará e por rinovírus em São Paulo e no Distrito Federal, porém ainda sem impacto nos casos de SRAG”.

Estados e capitais

Ainda segundo a Fiocruz, os estados do Acre, Amazonas e Roraima continuam com incidência de SRAG em nível de risco, porém sem sinal de aumento na tendência de longo prazo.

A alta de SRAG no Acre e Amazonas se deve à recente alta das hospitalizações por influenza A, que já apresenta sinal de redução. E também do VSR, cujo número de casos está em queda no Amazonas, mas segue aumentando no Acre e Roraima.


Em relação às capitais, especificamente, apenas duas apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco e com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Boa Vista (RR) e  Porto Velho (RO).

O aumento é concentrado nas faixas etárias de 2 a 4 anos e de 15 a 49 anos em Boa Vista, e em crianças de até 2 anos em Porto Velho.


    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes