Dia D da multivacinação: veja quem deve tomar cada vacina

Ação acontece neste sábado (22) para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes; veja as idades e os esquemas previstos pelo Ministério da Saúde

Os pais precisam comprovar que seus filhos estão com o esquema vacinal em dia
Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Os pais precisam comprovar que seus filhos estão com o esquema vacinal em dia

O Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação  acontece neste sábado (22) em todo o país. A mobilização é voltada principalmente a crianças e adolescentes menores de 15 anos, que poderão procurar unidades básicas de saúde (UBSs) e outros pontos de vacinação para conferir e atualizar a caderneta.

A campanha segue até 1º de setembro e disponibiliza 20 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, conforme a idade, o histórico de doses e a indicação de cada imunizante. A orientação do Ministério da Saúde é que pais e responsáveis levem a caderneta para que os profissionais verifiquem quais doses estão pendentes.

A lista inclui vacinas para recém-nascidos, crianças, adolescentes e também imunizações que podem ser aplicadas em situações específicas. O calendário nacional de 2026 foi atualizado pelo Ministério da Saúde em julho.

Veja quem deve tomar cada vacina

BCG
A vacina BCG protege principalmente contra formas graves e disseminadas da tuberculose . A dose de rotina deve ser aplicada preferencialmente ao nascer, ainda na maternidade.

Crianças que não foram vacinadas ao nascer podem receber a BCG na primeira oportunidade. Na rede pública, a vacina é disponibilizada para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias . O esquema é de dose única.

Hepatite B
A primeira dose é indicada ao nascer. O esquema infantil é completado com a vacina pentavalente, que também contém o componente contra hepatite B.

Para adolescentes e adultos que não estejam adequadamente vacinados, o Ministério da Saúde prevê três doses, conforme o histórico vacinal. A vacina contra hepatite B está indicada para pessoas de diferentes faixas etárias quando há necessidade de completar ou iniciar o esquema.

Pentavalente
A vacina penta protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções por Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B .

Na rotina infantil, são três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade .

Poliomielite (VIP)
A vacina inativada contra a poliomielite protege contra a paralisia infantil .

O esquema prevê doses aos 2, 4 e 6 meses, além de dois reforços: aos 15 meses e aos 4 anos. A segunda dose de reforço aos 4 anos passou a integrar o calendário atualizado em agosto de 2026.

Rotavírus
A vacina protege contra gastroenterites provocadas pelo rotavírus, que podem causar diarreia e vômitos, principalmente em crianças pequenas.

A primeira dose deve ser aplicada aos 2 meses e a segunda aos 4 meses . Há limites de idade para a aplicação, por isso o Ministério da Saúde alerta para a importância de não perder os prazos.

Pneumocócica 10-valente
A vacina pneumocócica protege contra doenças causadas pelo pneumococo .

No calendário infantil de 2026, a pneumocócica 10-valente aparece com a segunda dose aos 4 meses, enquanto o esquema foi atualizado com a introdução da pneumocócica 20-valente. A atualização de doses atrasadas deve ser feita conforme a idade e o histórico da criança.

Pneumocócica 20-valente
A Pneumo 20 é a novidade desta campanha. Incorporada ao calendário em junho de 2026, ela amplia a proteção contra doenças pneumocócicas, incluindo pneumonias e meningites .

Na rotina, é indicada para crianças menores de 5 anos, com primeira dose aos 2 meses e reforço aos 12 meses. Também há indicação específica para povos indígenas a partir dos 5 anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada.

Meningocócica C
A vacina protege contra doenças causadas pelo meningococo do sorogrupo C, incluindo meningite.

São duas doses na infância, aos 3 e 5 meses, com atualização do esquema até 4 anos, 11 meses e 29 dias quando houver atraso. O reforço previsto aos 12 meses é feito preferencialmente com a meningocócica ACWY.

Meningocócica ACWY
A vacina protege contra doenças meningocócicas provocadas pelos sorogrupos A, C, W e Y.

A primeira dose é indicada aos 12 meses, como reforço do esquema infantil. Na adolescência, há uma dose prevista entre 11 e 14 anos, conforme o calendário nacional.

Influenza
A vacina contra a gripe faz parte do calendário de rotina para crianças a partir de 6 meses e menores de 6 anos, além de idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

A vacinação também pode ser ampliada para outros grupos prioritários conforme as estratégias definidas pelo Ministério da Saúde e pelas autoridades locais.

Covid-19
A vacinação contra a Covid-19 integra o calendário para crianças, além de gestantes e idosos, com esquemas que variam de acordo com a faixa etária e o imunizante disponível.

Para crianças menores de 5 anos, o esquema depende da vacina utilizada. O Ministério da Saúde também mantém orientações específicas para situações especiais em crianças de 5 a 11 anos.

Febre amarela
Na infância, a vacina contra febre amarela é indicada aos 9 meses, com reforço aos 4 anos .

Quem não recebeu as doses previstas deve procurar o serviço de saúde para atualizar a situação vacinal. Para adolescentes e adultos, a vacina também faz parte do calendário conforme o histórico vacinal e as condições epidemiológicas.

Tríplice viral
A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola .

Na rotina infantil, são duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses . O calendário também prevê duas doses para adolescentes e jovens que não estejam adequadamente imunizados.

Há ainda uma atenção especial ao sarampo neste momento. Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, o Ministério da Saúde orienta vacinação contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos, diante do risco de casos importados e do aumento de casos nas Américas.

Varicela
A vacina contra a varicela, conhecida como catapora, tem duas doses na infância.

A primeira é indicada aos 15 meses e a segunda aos 4 anos . Em caso de atraso, a atualização deve seguir as orientações do calendário e a idade da pessoa.

DTP
A DTP protege contra difteria, tétano e coqueluche .

Na infância, são previstos dois reforços: o primeiro aos 1 5 meses e o segundo aos 4 anos . A DTP pode ser utilizada em crianças menores de 7 anos; depois dessa idade, a atualização contra difteria e tétano passa a utilizar a dT.

Hepatite A
A vacina contra hepatite A é indicada para crianças a partir dos 15 meses, em dose única.

Na rotina, a aplicação pode ser feita até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

dT
A vacina dT, conhecida como dupla adulto, protege contra difteria e tétano.

Na adolescência, faz parte do esquema de atualização conforme o histórico vacinal, com reforços periódicos. Para adultos, o Ministério da Saúde recomenda reforço a cada 10 anos, antecipado para cinco anos em situações de exposição a risco de difteria ou tétano.

HPV4
A vacina contra o HPV protege contra infecções causadas pelo papilomavírus humano, associado a diferentes tipos de câncer .

A dose de rotina é indicada para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, em dose única. Em caso de atraso, a orientação é vacinar até 14 anos, 11 meses e 29 dias. Para pessoas de 15 a 19 anos que não foram vacinadas, podem existir estratégias específicas dos estados.

Dengue tetravalente
A vacina contra a dengue faz parte do calendário para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos .

O esquema é de duas doses, com intervalo de três meses. Em caso de atraso, a vacinação pode ser realizada até 14 anos, 11 meses e 29 dias.


Quem deve ir ao posto neste sábado?

A campanha é direcionada principalmente a crianças e adolescentes menores de 15 anos . Isso significa que não é necessário esperar que a criança tenha exatamente a idade de uma dose de rotina, já que o Dia D também serve para colocar a caderneta em dia.

A vacinação é seletiva. No posto, os profissionais devem verificar o histórico e aplicar apenas as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema recomendado.

Por isso, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação. Mesmo quem perdeu o documento não fica necessariamente impedido de se vacinar, mas o Ministério da Saúde informa que é possível solicitar uma nova via no serviço de saúde.