Capital paulista é a mais afetada pelo sarampo

A cidade conta com 25 dos 28 casos registrados no estado, concentrando cerca de 90% do total; os outros três casos estiveram na Região Metropolitana

Sarampo
Foto: FreePik
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De acordo com mais recente boletim da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP),  o número de casos de  sarampo no estado subiu para 28, após a validação de dois novos diagnósticos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) . Dentre eles, 25 são na capital paulista .

Entre os dois novos registros identificados, está uma criança com menos de um ano de idade e uma mulher na faixa dos 40 anos. Ambos os casos estão vinculados a cadeias de transmissão já monitoradas pelas equipes de vigilância, o que indica que não se trata de novos focos isolados, mas da continuidade de surtos já identificados anteriormente.

cidade de São Paulo concentra a maioria dos casos, com 25 dos 28 confirmados, concentrando quase 90% dos casos registrados em todo o estado. Outros dois casos foram registrados em São Bernardo do Campo e somente um em Guarulhos .

Segundo a análise epidemiológica, 20 dos 28 infectados, cerca de 71%, não contavam com registro de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto . Crianças menores de dois anos são o grupo mais vulnerável e mais atingido pela doença, respondendo por uma parcela significativa dos casos.

Até o momento, quatro cadeias de transmissão foram identificadas no estado. A primeira, registrada entre março e abril, esteve associada a dois casos importados e foi considerada encerrada após 12 semanas sem novos registros. As outras três seguem em investigação e monitoramento.

Diante desse cenário, o governo paulista promoveu em agosto uma ampla mobilização para ampliar a cobertura vacinal, com 2,5 milhões de doses aplicadas durante ações de multivacinação . Só na capital, o número ultrapassou 2 milhões de aplicações ; em Guarulhos, foram registradas 230,1 mil doses, enquanto São Bernardo do Campo contabilizou 169,5 mil.

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenir o sarampo e evitar a reintrodução da doença no país . Duas das três vacinas que previnem o sarampo são ofertadas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação .

Quem deve se vacinar

Após os primeiros casos de sarampo neste ano no estado, a recomendação era de que crianças com menos de 12 meses tomassem a Dose Zero, vacina que servia como reforço inicial do Calendário Nacional de Vacinação e não substitui as doses previstas no mesmo.


Quando os casos aumentaram e adultos começaram a ser atingidos, o Ministério da Saúde mudou as recomendações e, agora, qualquer pessoa com idade entre seis meses e 59 anos deve se vacinar. A medida é válida para moradores da capital e dos municípios de Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Mesmo que o indivíduo já tenha tomado as duas doses padrão, que são recomendadas nos primeiros anos de vida, moradores destas cidades devem tomar uma dose extra da vacina, para que a prevenção seja ainda mais eficaz.

O que é o Sarampo?

O Sarampo é uma doença infecciosa com um alto nível de contaminação. A transmissão do vírus ocorre através de vias aéreas, e um portador pode transmitir a doença para cerca de 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. O vírus já foi uma das maiores causas de mortalidade infantil através do globo.

Alguns dos sintomas podem ser confundidos com os de uma simples gripe, como: Febre alta, tosse seca, mal-estar intenso, olhos vermelhos e sensíveis à luz (conjuntivite). Outros sintomas comuns após a fase inicial da doença são pontos brancos na parte interna das bochechas e manchas vermelhas pelo corpo, que se espalham rapidamente; a transmissão da doença pode acontecer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.

A doença é prevenível através da vacinação e todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas. As duas vacinas para o sarampo que estão disponíveis no sistema público de saúde são: a tríplice viral (que previne sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (para sarampo, caxumba, rubéola e varicela).