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Estudo com quase 6 mil pessoas sugere risco maior de DSTs entre pessoas com mais de 40 anos

Os adolescentes americanos usam muito mais preservativos do que os maiores de 40 anos em suas relações sexuais ocasionais, revelou a maior pesquisa nacional sobre sexualidade realizada desde 1992 e publicada esta segunda-feira (4).

Segundo pesquisa chefiada por cientistas do Centro para a Promoção da Saúde Sexual (CSHP) da Universidade de Indiana (norte), a maioria dos jovens de 14 a 17 anos - 80% dos rapazes e 69% das moças - sexualmente ativos usa preservativos.

Em comparação, menos de 50% dos maiores de 40 anos que mantêm relações sexuais ocasionais usam camisinha, revelou a pesquisa, realizada com 5.865 adolescentes e adultos de 14 a 94 anos, publicada em edição especial da revista americana de medicina "The Journal of Sexual Medicine".

Esta pesquisa nacional sobre saúde e comportamentos sexuais (The National Survey of Sexual Health and Behavior) também indica que os americanos, em seu conjunto, recorrem a 40 práticas sexuais diferentes em suas relações.

"Esta pesquisa é uma das mais extensas realizadas em nível nacional e inclui os comportamentos sexuais e o uso dos preservativos em um leque de idades que abarca 80 anos no total", destacou em comunicado o diretor do Centro de Promoção de Saúde Sexual, Michael Reece, um dos principais autores do trabalho.

"Os médicos e responsáveis políticos de saúde pública precisam destes resultados e dados produzidos por este estudo para combater a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis", acrescentou.

A pesquisa também demonstrou números dissonantes: 85% dos homens afirmaram que a parceira teve um orgasmo em sua última relação contra 66% das mulheres.

A pesquisa foi financiada pela Church & Dwight Co., fabricante, entre outras coisas, de preservativos.

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