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Ministro da saúde daquele país afirmou que poderá agir diante de evidências científicas

O governo da África do Sul está avaliando a possibilidade de iniciar o uso de um gel vaginal que conseguiu, em testes, reduzir a contaminação pelo vírus da aids antes mesmo de o fármaco ser autorizado pelas agências regulatórias de medicamentos.

O ministro da Saúde sul-africano, Aaron Motsoaledi, afirmou ontem durante a conferência da aids em Viena que poderá agir diante das evidências científicas.

O gel garantiu 39% de redução da incidência de HIV e até 54% nas mulheres que tiveram adesão maior ao uso do produto durante as relações sexuais. Especialistas que atuam no combate à aids demonstraram empolgação e esperança ontem.

"Este é um dia histórico na pesquisa para a prevenção do HIV. É a primeira pesquisa que mostra provas de que um gel microbicida pode ajudar a prevenir o contágio do HIV por via sexual", disse Mitchell Warren, diretor executivo da Aliança para uma Vacina Contra a Aids.

A diretora do Departamento de Aids e Hepatites Virais do Brasil, Mariângela Simão, destacou que os resultados "são promissores, mas não definitivos".

Ainda ontem durante a conferência, o diretor regional da Organização Mundial da Saúde no Congo, David Okello, defendeu que o órgão promova a circuncisão masculina como prevenção.

Testes apontaram que ela reduz o risco de contaminação pelo HIV em 57%. No entanto, ativistas alertaram que a ideia é perigosa porque o método protege apenas os homens. O uso de camisinha continua sendo o único método comprovado de prevenção contra o HIV.

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