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Promover pequenas mudanças no estilo de vida tem um grande efeito global e não deixa as pessoas sobrecarregadas, afirma pesquisadora

Sedentarismo: sair do sofá e comer melhor não é difícil e beneficia a saúde
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Sedentarismo: sair do sofá e comer melhor não é difícil e beneficia a saúde

Promover duas mudanças simples no cotidiano pode fazer toda a diferença para quem deseja uma vida mais saudável.

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Diminuir o tempo gasto em frente à televisão e aumentar o consumo de frutas, legumes e verduras foi a estratégia que melhor funcionou dentro de quatro modelos de mudanças de hábitos propostos por um estudo norte-americano publicado nesta semana pela revista científica Archives of Internal Medicine.

A pesquisa, conduzida pela Northwestern University Feinberg School of Medicine, analisou a evolução de 204 adultos que tinham em comum o sedentarismo e uma alimentação inadequada, pouco saudável.

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Divididos em quatro grupos, os voluntários foram submetidos a diferentes desafios para mudanças de hábitos. A combinação vitoriosa, executada pelo grupo 3, provocou uma melhora até mesmo em outros hábitos associados à prevenção em saúde.

Ao final de cinco meses, esses participantes tinham aumentado em 50,2% o tempo de atividades físicas e diminuído em 17,5% o consumo de gordura saturada, mesmo que esses itens não fizessem parte do desafio proposto pelos pesquisadores. No mesmo período, eles diminuíram em 42,6% o gasto em frente à TV e aumentaram em 141,6% o consumo de vegetais.

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O primeiro grupo deveria aumentar o consumo de vegetais e passar a praticar atividades físicas. O segundo teve de diminuir o consumo de gordura e o tempo de lazer sedentário (o que inclui o período gasto em frente à TV e ao computador). Já o quarto grupo diminuiu a gordura e inseriu a atividade física no cotidiano.

"Promover apenas duas mudanças de estilo de vida tem um grande efeito global e não deixa as pessoas sobrecarregadas", afirmou a médica Bonnie Spring, autora do estudo.

A endocrinologista Denise Kaplan, coordenadora do Departamento de Educação da Associação de Diabete Juvenil (ADJ), observa que estudos como esse, que investigam as estratégias mais eficientes de mudança de hábito, são importantes justamente pela dificuldade que os pacientes encontram em promover alterações saudáveis no cotidiano.

"Quando se tem um hábito muito forte, exercido ao longo de 20, 30 anos, é preciso um motivo muito forte para mudar."

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O estudo americano teve ainda uma particularidade: nas três primeiras semanas, os participantes que conseguiram cumprir a proposta receberam até R$ 354 como recompensa. Nas semanas seguintes, o esforço passou a não ser mais remunerado. Mesmo assim, muitos mantiveram os bons hábitos, o que significa um reconhecimento de que a mudança fez bem.

Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, o médico Gustavo Gusso diz que o indivíduo que se propõe a mudar em busca de mais saúde tem mais facilidade em adotar outros comportamentos saudáveis.

"O ciclo é o mesmo. Qualquer mudança exige planejamento, ação e manutenção", avaliou. As informações são do Jornal da Tarde.

*Por Mariana Lenharo

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