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No total, os nove irmão somam 818 anos, um recorde reconhecido pelo livro Guinness

Recorde: sentados, da direita para a esquerda, estão Vitalio (86), Antonino (93), Adolfo (89), Consolata (105), Claudina (99), Mafalda (78), Concetta (91), Vitalia (80) e Maria (97)
EFE / Ansa
Recorde: sentados, da direita para a esquerda, estão Vitalio (86), Antonino (93), Adolfo (89), Consolata (105), Claudina (99), Mafalda (78), Concetta (91), Vitalia (80) e Maria (97)

A família mais velha do mundo mora na ilha da Sardenha, na Itália, e é formada por nove irmãos que somam 818 anos em idade, confirmando assim a fama do local, conhecido pela longevidade de seus moradores.

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A família Melis, originária da pequena cidade de Perdasdefogu, na região de Ogliastra, na Sardenha, foi reconhecida pelo livro Guinness como a mais velha do mundo.

A mais nova das irmãs se chama Mafalda e completou 78 anos há pouco tempo, enquanto a irmã mais velha se chama Consolata e fará 105 anos na quarta-feira.

Depois de Consolata, a mais velha é Claudina, com 99 anos. Depois dela vêm Maria, de 97, Antonio, de 93, Concetta, que está com 91, Adolfo, com 89, Vitalio, que hoje tem 86 e por fim Vitalia, com 80 anos.

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A soma das idades de todos os irmãos chega a 818 anos, fazendo com que eles sejam a família mais longeva reconhecida mundialmente. Todos gozam de boa saúde.

Claudina, em declaração feita nesta terça-feira ao jornal "La Stampa", disse que não toma nenhum remédio, apesar dos conselhos do médico.

"Eu tenho só uma doença: a velhice. E esta, não se cura", afirmou.

Há décadas, os cientistas investigam o que há por trás de tanta longevidade na Sardenha, onde existe 22 centenários a cada 100 mil pessoas.

O oncologista e ex-ministro de Saúde da Itália, Umberto Veronesi, explicou que na Sardenha a média de vida é de 81,2 anos e a taxa de doenças cardiovasculares e de osteoporose são mais baixas que no resto da Itália.

Há anos, o professor de Bioquímica Clínica da Universidade de Sassari, Luca Deiana, investiga o "AKeA", termo que provém da saudação em língua sarda "a kent'annos" ("até os cem anos").

O projeto analisou os dados pessoais de 2.500 pessoas de 337 localidades onde se concentram os centenários e estudou "todos os fatores que podem contribuir para a longevidade, como a genética, o meio ambiente, o estilo de vida, a alimentação e inclusive tradições e sistemas familiares", explicou Deiana.

Enquanto os resultados do estudo não são divulgados, Deiana diz que o segredo dos centenários sardos conta com uma boa dose de genética, mas também com "os frutos saudáveis de sua terra, como as peras e as ameixas, que contêm substâncias que podem contribuir para a longevidade".

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Além disso, o estudo também analisa o equilíbrio entre "ambiente e cultura" na Sardenha.

"Estamos realizando uma série de estudos sobre os campos magnéticos presentes em várias áreas da Sardenha, mas também levamos em conta a cultura familiar, entendida não como educação, mas como tradições e costumes", concluiu Deiana.

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