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A fisioterapeuta Paola Fernandes conta como enxugou os quilos extras que ganhou na gravidez

Paola antes e depois de perder quase 30 quilos
Arquivo pessoal
Paola antes e depois de perder quase 30 quilos

A luta da mineira Paola Mendonça Fernandes, 24 anos, contra a balança se confunde com a história de vida dessa fisioterapeuta. Desde pequena, teve fases em que esteve mais gordinha e outras mais magrinha, no famoso efeito-sanfona.

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Na tentativa de emagrecer, tomava remédios por conta própria. Até que descobriu que estava grávida. À tendência para engordar somou-se a desculpa de que “comia por dois”. O resultado? Foram 27kg a mais nos nove meses de gravidez .

“Quando engravidei já estava acima do meu peso ideal, com 72kg. Foi uma gestação inesperada e eu, que já sou ansiosa, fiquei ainda mais. Para me acalmar, comia muito. Meus pratos preferidos eram pizza, salgados – como coxinha – e lanches”, relembra.

Paola sabia que estava comendo demais e de forma desregrada, mas não conseguia mudar seus hábitos alimentares.

“Minhas porções eram exageradas. Mesmo satisfeita, eu empurrava comida para dentro”, relata.

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Para acompanhar os excessos, muito refrigerante. Água era uma raridade, ela preferia a bebida açucarada e cheia de gás para matar a sede.

Nas consultas de pré-natal, Paola levou bronca do obstetra em todas. O médico estava preocupado com a saúde do bebê e também da futura mãe, que deveria ganhar no máximo um quilo por mês, mas ganhava três ou quatro. Nem mesmo o medo de doenças graves e perigosas na gestação, como a hipertensão arterial ou a diabetes gestacional , fizeram com que ela reduzisse a comilança.

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Apesar do peso que ganhou, Paola deu à luz Sofia, que nasceu saudável, com 3kg e 45cm. Assim que começou a amamentar, percebeu que se preocupar com a alimentação era cuidar também da saúde da filha, que tinha muitas cólicas. Além dessa preocupação, fotos tiradas pela família ajudaram a revelar o que ela tentava esconder ao evitar o espelho.

“Me sentia feia, mas não conseguia parar de comer. Pensava: ‘só hoje’. E seguia comendo".

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O reencontro com alguns amigos, apesar da maledicência de alguns, também foi motivador.

“Eles faziam piadinhas, diziam que estava acabada. Fiquei um tempo com vergonha de sair e de encontrar as pessoas. Mas, um deles me incentivava. Começamos a sair e eu tinha mais vontade de cuidar de mim”, relembra.

Com todos esses fatores a favor de uma mudança, Paola cortou o refrigerante e a comida gordurosa deu lugar a opções mais saudáveis. O amigo virou namorado e o maior incentivador desse novo estilo de vida.

“Foi ele quem me conscientizou. Eu queria mesmo era tomar remédio. Mas ele me ajudava com a alimentação e resolvi fazer da forma correta”, relata.

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O primeiro passo foi marcar uma consulta com uma nutricionista, que receitou uma dieta à base de proteínas, além da troca do óleo convencional pelo de cártamo. Para vencer a resistência a exercícios, Paola passou a caminhar pelo bairro onde mora, em Contagem, Minas Gerais, durante uma hora, três vezes por semana.

Durante as caminhadas deixava a filha com a mãe ou com a irmã, que se dispuseram a ajudá-la a emagrecer. Quando nenhuma das duas estava disponível, colocava Sofia no carrinho e levava a bebê junto. Conciliar a nova rotina com a criação da filha pequena não foi fácil.

“O importante é não inventar desculpas. Resolvi colocar prioridades na minha vida. Afinal, não consigo tempo para tomar banho todo dia?”, ri.

Foram apenas três meses até as roupas ficarem largas. A empolgação era o gatilho que faltava para uma mudança definitiva.

“Decidi entrar na academia. Experimentei de tudo para ver se me animava. Gostei apenas da musculação e passei a fazer um treino que misturava caminhada na esteira com musculação, tudo em uma hora, as mesmas três vezes por semana”, conta. “Não é preciso se matar para conquistar um corpo bonito”, completa.

Conforme foi perdendo peso, Paola descobriu o prazer de se exercitar e de comer pratos light.

“Comida gostosa para mim era apenas fast food. Hoje adoro um frango com ricota, por exemplo, ou uma salada. Se ouvisse alguém falando que gostava de salada, eu criticava, achava que estava mentindo. Agora eu gosto.”

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Quem também ganhou com a mudança foi a filha, que aprendeu desde cedo a comer “de tudo um pouco”, principalmente verduras, frutas e legumes. E o estilo mais saudável se reflete ainda nas brincadeiras com Sofia.

“Levantar do chão era difícil, quando andava sentia as pernas pesadas. Tinha dores na coluna. Não tenho mais nada disso e ainda durmo melhor. Acho que até o lado psicológico e o profissional melhoraram”, afirma.

Agora, aos 67kg, Paola tem orgulho do próprio corpo e adoro exibir suas pernas e barriga, principalmente depois de ter sido mãe.

“É uma vitória. Posso dizer que consegui. Mudei meus hábitos de vida e me sinto muito feliz”, comemora.

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