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Elas decidiram colocar fim à obesidade e abriram mão de chocolate, açúcares e gorduras para alcançar os objetivos em pouco tempo


Amélia do Rosário, pedagoga, 39 anos

43kg em nove meses

Embora os problemas na coluna, nos joelhos e o colesterol alto fossem sinais claros de que a obesidade começava a prejudicar de forma séria a saúde de Amélia do Rosário, foi somente quando a balança atingiu os 126kg que Amélia se preocupou. Dietas , já tinha tentado várias. O resultado era sempre o mesmo: efeito sanfona.

“Achava que podia emagrecer, mas nunca acreditei que pudesse voltar a ser magra. Hoje exibo o corpo de quando tinha 20 anos”, revela, contente, com a nova silhueta 43kg mais magra depois de nove meses de acompanhamento no Centro Terapêutico Ravenna.

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Só no primeiro mês, ao retirar carboidratos, açúcares e gordura do cardápio, ela emagreceu 10kg. Era o incentivo que faltava para mudar. Amélia começou a entender o funcionamento do próprio corpo e percebeu o grande vício que tinha na comida.

“Hoje sei que é uma relação também química, e que eu não conseguiria sozinha. Vi o que me levava a comer tanto”, relata.

Nos primeiros encontros terapêuticos, ao ouvir histórias de pessoas que emagreceram muitos quilos, ainda não acreditava que poderia perder tanto peso. A atividade física três vezes por semana virou um hábito e acelerou o processo.

Mais magra, a pedagoga redescobriu o prazer de andar de salto alto e de comprar as roupas que realmente gosta de vestir.

“Não uso só o que serve em mim”, diz, feliz de abandonar a modelagem XXG.

Há 15 meses mantendo o peso, raramente come carboidratos refinados, como massas, ou gorduras. Prefere frutas, que consome três vezes ao dia, e queijos light.

“Eu não fujo da comida, mas sei que tenho escolha. Entre a comida e eu, sou mais eu”, revela.

E os benefícios vão muito além da estética. “O principal é ter recuperado a felicidade de viver. Posso dizer que é como se eu tivesse renascido. Voltei a ter prazer em ser eu mesma. Aquela Amélia deixou de existir, mas não foi esquecida. A gente se deteriora fácil”, relembra.

“Emagrecer trouxe a possibilidade de pensar no futuro, porque antes, com tantos problemas de saúde, eu achava que não teria futuro”, finaliza.

Danielle Andrazzi, 38 anos, gerente de marketing

15kg em três meses

Danielle briga com a balança desde os 13 anos. A ansiedade sempre a acompanhou e tornou mais difícil manter o peso e resistir à comida como uma forma de relaxar.

“Comer doce me acalmava, era como fugir de uma briga”, conta.

Os doces eram consumidos depois do almoço, à tarde e à noite, pelo menos três vezes ao dia. O preferido, o chocolate, tinha lugar cativo na bolsa ou nas gavetas.

Assim como muitas mulheres que lutam contra os quilos a mais, a gerente de marketing tentou dietas (da lua, da sopa, dos grãos, do suco de limão), exercícios físicos intensos e até balão intragástrico, quando emagreceu 10kg em três meses e voltou a engordar tudo de novo logo depois. Sentindo que estava perdendo a guerra, pensou em se submeter à cirurgia bariátrica. Uma prima a levou para conhecer o método Ravenna, como uma derradeira tentativa antes de enfrentar o bisturi. Deu certo, mas não sem sacrifícios.

Nos primeiros três dias, uma crise de abstinência de carboidratos a levou a uma recaída. A vontade de comer um chocolate a enchia de desejos durante todo o dia e ela acabou cedendo. Voltou à dieta do início, intensificou as idas à clínica (mais de uma vez ao dia) e conseguiu passar por esse período. Em três meses, Danielle perdeu 15kg e reduziu três manequins e, segundo relata, mudou a forma de enfrentar a vida.

“Identifico sentimentos, faço ginástica, aprendi a tirar o foco da comida, decidi ser magra e é para sempre”, diz com firmeza.

O chocolate, antes um vício, deixou de fazer parte do cardápio. Nem mesmo aos finais de semana ele é permitido. No início, para manter o foco ela se afastou da família e dos amigos – todos magros – e recusava todo e qualquer convite em que o alimento fosse o centro da reunião. Agora, seis meses depois, já se sente segura para participar desses ambientes sem cair em tentação.

“Tenho segurança sobre mim mesma, minha autoestima está lá em cima. Ser magra me abriu diversas oportunidades, tanto no trabalho quanto nos relacionamentos. Saio com homens que nunca olhariam para mim se eu estivesse gorda. Eu era invisível”, afirma. Antes de emagrecer, tudo o que Danielle ouvia era o suposto elogio “seu rosto é lindo.”

Sabendo que ainda não pode se descuidar, ela vai à clínica cinco vezes por semana, onde faz terapia por uma hora e meia e janta. A chocólatra assumida ainda enfrenta a vontade de comer doces.

“Eu decidi ser magra para sempre. Casei comigo mesma e o método me dá força para seguir na dieta. Ainda tenho vontade de comer chocolate, mas o benefício de estar magra é mais prazeroso do que o prazer de comer”, afirma.

Tatiana Nigro, estilista, 32 anos

27kg em 6 meses

Assim como grande parte daqueles que convivem com o excesso de peso, Tatiana Nigro nunca deixou de se preocupar com os números revelados pela balança. Tentou de tudo, tomou remédios, fez dieta e lipoaspiração. Mas a ingestão de doces até 10 vezes ao dia levou a estilista aos 94kg, um índice elevado para seu 1,70m de altura. Apresentada por uma amiga ao centro terapêutico Ravenna, decidiu se matricular.

“Foi uma decisão super difícil, principalmente para quem gosta de comer, como eu. A diferença é realmente o suporte terapêutico. Não foi e não é fácil. Almoço e janto na clínica e só agora estou voltando a me expor em ambientes tóxicos como aniversários, casamento, lugares onde há muita comida”, relata a estilista.

Em seis meses de centro, ela emagreceu 27kg. Além da nova silhueta, a estilista conquistou uma nova atitude.

“Ganhei autoconhecimento, autosegurança e autocontrole. Eu achava que era incapaz de emagrecer, hoje sei que consigo e visto manequim 38”, relata.

Outra conquista importante tem um gosto profissional e pessoal.

“Eu não podia usar minhas criações, ou tinha que mandar fazer em tamanho maior. Agora sou minha própria modelo”, exibe-se.

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