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Durante a gestação ou após o nascimento dos filhos, as crianças ajudam a mudar os hábitos alimentares das mulheres

Luciana: gravidez motivou mudanças alimentares que ela pretende manter
Carlos Eduardo de Quadros / Fotoarena
Luciana: gravidez motivou mudanças alimentares que ela pretende manter
A editora de livros Luciana Thomé mudou completamente a alimentação desde que descobriu que estava grávida, em novembro passado.

Aos 34 anos, ela costumava pular refeições sem piedade: dificilmente comia alguma coisa pela manhã, quando muito um café com leite a caminho do trabalho.

Veja no infográfico: Você é o que você come

As refeições que Luciana respeitava se resumiam a apenas duas: o almoço e o jantar. O resto, ela fazia que nem existia. Mas Lucas, o bebê que chegará em junho, mudou a rotina da futura mãe.

“Agora, assim que levanto, preparo meu café com leite em casa, e não a caminho do trabalho, e ainda como uma fatia de pão integral e uma fruta, além de um copo de suco de laranja. No meio da manhã, tomo mais uma xícara de café com leite ou como uma fruta”, conta ela.

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Outras refeições que passaram a fazer parte da rotina de Luciana foram o lanche da tarde e a ceia antes de dormir. Já o almoço e o jantar receberam mais saladas e menos carboidratos. E parece que a futura mamãe está indo muito bem. Segundo Rosa Silvestrim, nutricionista do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz, de Porto Alegre (RS), a dica para esta fase da vida da mulher é uma alimentação equilibrada, dividida em refeições pequenas, consumidas vagarosamente, com uma mastigação desacelerada.

“É fundamental a ingestão de proteína, cálcio, ácido fólico, ferro, vitamina A, vitamina C, zinco, gorduras de boa qualidade e fibras. Entre os alimentos indicados estão feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, carnes magras, peixes, azeite de oliva, ovos, folhas verde-escuras (como couve, brócolis e espinafre), gergelim, nozes, amêndoas, castanha-do-pará, cereais integrais (aveia e pão integral) e frutas cítricas (laranja, limão, mexirica, maracujá, lima, acerola, morango, abacaxi e goiaba)”, sugere Rosa.

Entre os alimentos cortados da dieta diária, Luciana riscou de cara do menu o café preto e os preparados com adoçantes artificiais. Logo depois, em função de uma pequena alteração nos níveis de glicose no sangue, tirou também o açúcar do cardápio – até o café com leite ficou sem.

Durante a gestação, explica a nutricionista Rosa, a mulher deve cuidar para não ingerir sal em excesso – para evitar retenção de líquidos e hipertensão –, adoçantes à base de sacarina (por ser permeável à placenta, pode permanecer nos tecidos fetais) e aspartame (ele contém fenilalanina, que pode causar danos neurológicos ao feto), além de cafeína em excesso, álcool e qualquer tipo de tabaco.

Faltando cerca de dois meses para a chegada de Lucas, Luciana já começa a pensar na alimentação que será adotada com o crescimento do filho.

“Assim como nos acostumamos com coisas ruins, nos acostumamos com as boas. Por isso, não pretendo voltar a ficar 12 horas em jejum, como fazia antigamente. Vou me policiar para continuar com a alimentação regrada como a que estou tendo agora. Até porque quero que o meu filho se alimente bem também”, diz.

Essa modificação dos hábitos alimentares dos pais com a chegada das crianças pode, sim, acontecer, garante Rosa Silvestrim.

“Os pais corrigem seus hábitos alimentares com o intuito de preservar a saúde dos filhos. Pode ocorrer de reduzirem o uso de sal, refrigerantes, doces e frituras, por exemplo”, diz a nutricionista.

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A veterinária Tatiana Kern passou a cozinhar após a chegada de Francisco, que faz seis anos em 31 de maio. Antes dele, ela normalmente comia apenas um sanduíche à noite. Agora, faz jantar quase todos os dias.

“Normalmente, comemos arroz, feijão, carne ou massa”, conta ela.

Tatiana diz que chegou a pensar em adotar uma dieta vegetariana após o nascimento do filho, mas a ideia foi derrubada pelo pediatra.

“O pediatra me avisou que as crianças precisam comer carne até os dois anos. O resultado foi que o Francisco adora carne. Então, esqueci a ideia de ser vegetariana”, diz a veterinária.

Dicas básicas de alimentação na gestação:

- Mantenha uma dieta balanceada, rica em proteínas, frutas e verduras
- Faça pequenas refeições em intervalos regulares
- Evite o uso exagerado de sal
- Não abuse da cafeína
- Limite o consumo de açúcar
- Beba pelo menos 2 litros de água por dia (em intervalos ao longo do dia)

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