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Pesquisa sugere que certas vitaminas e gorduras "do bem" ajudam a proteger o cérebro de doenças como o Alzheimer

Salmão: rico em
Thinkstock/Getty Images
Salmão: rico em "gorduras do bem", ele ajuda a proteger o cérebro de idosos
Os idosos cujo sangue apresenta maiores teores de certas vitaminas e ácidos graxos omega 3 mantêm sua capacidade mental e de memória por mais tempo, revela um estudo publicado nesta semana.

O trabalho concluiu que os idosos que consomem estas vitaminas e ácidos graxos não experimentam uma redução do volume de seu cérebro, um fenômeno tipicamente observado nas pessoas que sofrem de Alzheimer .

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Publicado na edição de novembro da revista Neurology, o estudo determina que os altos níveis de vitamina B, C, D e E, assim como de omega 3, encontrado principalmente nos peixes, têm efeitos positivos na saúde mental e no restante do organismo.

"Este enfoque mostra claramente os efeitos neurológicos e biológicos, bons e maus, ligados aos níveis de diferentes nutrientes no sangue", explica Maret Traber, do Instituto Linus Pauling da Universidade do Oregon, no noroeste dos Estados Unidos.

"As vitaminas e os nutrientes que se obtém comendo uma grande variedade de frutas, legumes e peixes podem ser medidas com o auxílio de biomarcadores sanguíneos. Estou convencida de que estes nutrientes têm um grande potencial para proteger o cérebro e fazê-lo funcionar melhor", afirma Traber.

A pesquisa também revela que os participantes do estudo com alimentação rica em ácidos e gorduras trans, abundantes em produtos lácteos e frituras, obtiveram resultados piores no teste cognitivo e apresentaram redução do cérebro considerável.

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Os pesquisadores analisaram 104 indivíduos com idade média de 87 anos, submetidos a testes com 30 biomarcadores de nutrientes no sangue. Deste total, 42 também passaram por exames de ressonância magnética para medir o volume de seus cérebros.

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