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Resultados finais da pesquisa serão conhecidos em 2015

A Parceria Internacional para os Microbicidas (IPM, na sigla em inglês) anunciou hoje o primeiro teste em mulheres da África de um anel vaginal com antirretrovirais para prevenir a transmissão da aids durante o ato sexual.

A organização sem fins lucrativos apresentou na Women Deliver, uma conferência internacional sobre saúde materna em Washington, o plano do estudo que se desenvolverá em duas fases com 280 mulheres africanas voluntárias, as primeiras delas na África do Sul.

O anel vaginal é feito de silicone flexível e desprende 25 miligramas do antirretroviral durante 28 dias, o que poderia proteger as mulheres durante o ato sexual. Na primeira fase da pesquisa, algumas mulheres utilizarão durante três meses um anel de placebo e outras, o que contém o remédio. Depois, serão medidos os resultados para saber se o anel garante a proteção.

O anel da IPM foi testado e aprovado em quatro testes clínicos feitos em mulheres da Europa. Se os testes com as africanas confirmarem seu sucesso, o programa passará à terceira e última fase, que deve ocorrer em 2011 e cujos resultados devem sair em 2015.

Vários tipos de anéis vaginais foram utilizados desde 2001 como método anticoncepcional ou como tratamento hormonal em países desenvolvidos. Seu sucesso, segundo a IPM, se deve à liberdade, discrição e autonomia que este tipo de produto oferece às mulheres.

"Muitas vezes as mulheres não podem controlar sua saúde sexual ou se proteger da contaminação do vírus. A tecnologia de anéis poderia resolver esse problema", assegurou a enviada especial do secretário-geral da ONU para a aids na África, Elizabeth Mataka.

Segundo dados divulgados na Women Deliver, a cada dia, mais de três mil mulheres no mundo são infectadas pela aids e a doença é a maior causa de morte de mulheres entre 15 e 49 anos na África.

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