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Estado é um dos mais carentes no acesso a tratamentos, diagnósticos e profissionais especializados na área

Até o final de janeiro de 2011 a capital baiana terá um centro de referência em genética médica.Um dos estados mais carentes do setor, a Bahia ganhará uma estrutura com 10 leitos e uma equipe médica especializada numericamente mais compatível com a necessidade demandada na região.

O centro será funcionará no Hospital das Clinicas do estado, em Salvador – onde acontece, até sexta-feira (10/9), o XXII Congresso Brasileiro de Genética Médica. Com a estrutura prevista, explica Angelina Acosta, geneticista do hospital e professora da Universidade Federal da Bahia, os pacientes com doenças genéticas deixarão de brigar por um espaço na área da pediatria ou da ortopedia.

“Hoje ocupamos uma área emprestada pelas demais especialidades do Hospital. A equipe médica se desdobra para atender a todos os pacientes. Em Salvador são apenas seis médicos gabaritados, nem todos disponíveis ao atendimento público. Até o final do ano teremos uma unidade que englobará todas as doenças genéticas e oferecerá um atendimento referenciado.”

A expectativa é alta. A idéia é que o centro ofereça dois enfermeiros, quatro técnicos de enfermagem e três médicos especializados. A evolução física, na visão da especialista, ampliará a cobertura de atendimento no estado, que até então, atendia a demanda, mas sobrecarregava o HC por falta de uma estrutura organizada.

“Hoje temos 35 pacientes em tratamento no HC. Mas nem todos têm acesso à capital baiana. Por esse fator, acreditamos que esse número de pessoas seja muito maior. Muitas doenças precisam de internação para realizar os procedimentos. Não tínhamos condições de atender com qualidade, tampouco de ampliar esse acesso.”

A geneticista da Universidade Federal da Bahia e coordenadora do centro, Maria Betânia Torales, aponta que o projeto representa um avanço para a área de saúde publica no País. “Antigamente, o tratamento para doenças genéticas não existia. Agora, com todo aparato disponível aos portadores, teremos condições de atender a população, antecipar o diagnóstico e aumentar a qualidade de vida das pessoas.”

* A repórter viajou a convite da Shire Indústria Farmacêutica

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