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Terapia criada por filipino usa as mãos para remover energias ruins e colocar outras boas no lugar

Medicina energética define bem o que é a pranaterapia ou prana healing, técnica fundada pelo filipino Choa Kok Sui. Ela consiste em usar as mãos para curar o corpo físico por meio do corpo invisível ou energético, como define a pranaterapeuta Lívia França. Na pranaterapia, o terapeuta não encosta no paciente.

O pranaterapeuta e psicólogo clínico Maurício Angelicola explica que a técnica não é muito conhecida. “A população, de maneira geral, conhece mais o reiki, que é uma técnica mais barata e mais fácil. A cura prânica é muito técnica. A formação é mais dispendiosa, exige mais do curador”, conta.

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"A proposta da pranaterapia é entrar como complemento da medicina tradicional", explica pranaterapeuta


Segundo os fundamentos da pranaterapia, mesmo à distância, é possível aplicar a técnica.

“O planeta Terra é um ser vivo e todos nós que o habitamos estamos compartilhando sua aura. Apesar de estarmos em lugares diferentes, a aura é a mesma. Podemos acessar a energia de qualquer pessoa em qualquer lugar”, explica Lívia. É essa técnica que a permite ter pacientes na Ásia, Europa e Estados Unidos.

Advogada com dois mestrados em direito, sendo um deles pela Universidade de Harvard, além de um ano de trabalho em direitos humanos em Angola, Lívia França decidiu há seis anos deixar a advocacia para se dedicar à pranaterapia, que hoje é sua profissão.

“A proposta da pranaterapia é entrar como complemento da medicina tradicional. Quando há alguma questão emocional, depressão, crise de ansiedade, dependência química e problemas físicos, é possível tratar trabalhando no corpo energético”, aposta Lívia.

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Segundo ela, a técnica pode ser praticada por qualquer pessoa, não sendo necessária nenhuma sensibilidade especial.

“Um dos passes é a sensibilização das mãos. Aprendemos a usar nossas mãos para medir energias, que são os chacras, usinas de energias como se fossem portas e saídas de energias”, explica ela.

“Os chacras são análogos dos nossos órgãos, eles têm funções específicas”, detalha.

O pranaterapeuta, de acordo com Lívia, usa as mãos para sentir a energia desses chacras.

“O intuito é entender se a energia é mal qualificada ou se há energia bem qualificada. Se é mal qualificada, vamos retirar. Se o chacra estiver desnutrido, vamos nutrir”, explica.

Mente e corpo

Em uma sessão, que dura uma hora, em média, Lívia explica que o pranaterapeuta retira as energias ruins do paciente e coloca energias boas. Uma das preocupações da pranaterapia é o que fazer com essa energia ruim.

“Mentalmente direcionamos a energia suja para potinhos com água e sal – fino ou grosso”, explica.

“Jogamos a sujeira que a gente tira do paciente lá. Isso impede a contaminação do terapeuta e da sala de trabalho”.

Ela esclarece a razão da escolha pela água e sal: “Sabemos que a água absorve as energias e o sal as desintegra. Assim, o terapeuta pode praticar a pranaterapia sem ser atingido por energias ruins”, detalha.

Para tratar o paciente, é preciso descobrir as queixas antes. “Se um paciente chega com gastrite, por exemplo, ajuda ter esse conhecimento porque sei que é um sinal do estômago (órgão físico), ligado ao chacra do plexo solar”, diz ela.

“Durante a sessão, o terapeuta faz alguns movimentos com as mãos, sem toque físico, e alguns deles estão retirando essa energia ruim de estresse, de emoções físicas. No lugar, energias limpas são colocadas”, detalha Lívia.

Segundo ela, há vezes em que cristais são usados. “Cristais em determinados formatos, como o quartzo branco, rosa e outros tipos, ajudam a potencializar a técnica para que ela aconteça de forma mais rápida”, diz.

Sem cunho religioso

A terapia não tem cunho religioso, afirma Lívia. “O fundador da técnica recorreu a conhecimentos milenares do oriente, que também foram fundamentos para muitas religiões ou esoterismo. Bebemos da mesma fonte, pelo fato dos conhecimentos virem do Tibet, da Índia, que falam sobre essa realidade em que há um corpo energético além do corpo físico, mas não temos absolutamente nenhuma ligação com religião”, completa Lívia.

Angelicola conta que a técnica em si tem uma visão espiritual a partir do momento que envolve os chacras. “Mexe com os corpos sutis, corpos energéticos. Nesse sentido, é uma terapia que tem uma conceituação dentro de uma visão espiritualista, mas não segue nenhuma religião”, comenta.

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